Inventou o futuro das bibliotecas públicas. Sem a Maria José Moura não existiam bibliotecas públicas em Portugal. Existiam bibliotecas públicas, mas não as que ela sonhou e que alguns bibliotecários, com ela, fizeram crescer. Proporcionou-nos o melhor, as viagens de estudo, as conferências internacionais, o aprendermos juntos, a realização de projectos, a não pararmos nunca pela maior causa, a tal revolução silenciosa, da Leitura Pública.Encontramo-nos, bibliotecários de coração e alma com MJM, no próximo sábado, para gozarmos o gosto de estarmos vivos, e juntos ainda caminharmos. Vivam as bibliotecas vivas.
Nota biográfica de Maria José Moura (não está actualizada)
Começou a sua carreira de bibliotecária na Universidade de Lisboa, onde desempenhou o cargo de Directora dos Serviços de Documentação e Publicações. Entre outras actividades, foi professora do Curso de Especialização em Ciências Documentais das Universidades de Coimbra e Lisboa, Coordenadora Geral da Comissão do Inventário do Património Cultural e adjunta do Gabinete do Secretário de Estado da Cultura.
Organizou e participou em diversas conferências e seminários internacionais e tem uma bibliografia que inclui os Relatórios sobre as Bibliotecas Públicas em Portugal (1986 e 1996).
Foi Directora de Serviços de Bibliotecas, no Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, vice-presidente do Conselho Superior das Bibliotecas Portuguesas, presidente do Ponto de Convergência Nacional do Programa Telemática para Bibliotecas da União Europeia, e membro do Information Society Forum – Bruxelas.
Foi condecorada com a Ordem de Mérito e, em 1998, recebeu o Prémio Internacional do Livro, atribuído pelo “International Book Committee”, sob proposta da IFLA.