sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ranking Web Universidades 2012

Neste portal estão classificadas todas as universidades, mais de 20.300 universidades em todo o mundo. Foi preparado com a metodologia e participação de dois parceiros de renome internacional: o grupo SCImago que forneceu dados académicos a partir do seu Ranking de Instituições SCImago , enquanto a empresa Majestic SEO, líder mundial em informações sobre posicionamento nos motores de pesquisa, é a fonte de visibilidade dos dados. Estes são agora muito mais importante porque não só incluem os valores de ligações externos, mas também os domínios de referência dos mesmos.

Globalmente Harvard ocupa o primeiro lugar seguido pelo MIT e as universidades de Michigan Stanford e Berkeley. Na Europa, Tecnologia Zürich, em primeiro lugar com Cambridge, Oxford seguido. Universidades chinesas na Ásia (e insular) estão a competir com o Japão para as posições de privilégio, com a National Taiwan University de Tóquio no topo.

A principal novidade está nas universidades latino-americanas pela primeira vez três instituições colocado entre os top 50: São Paulo (20º), UNAM (38º) e BarcelonaTech (41º). Em todos estes casos o excelente desempenho está ligado ao seu forte compromisso com políticas de acesso aberto como evidenciado por seus bons resultados na Web Ranking de Repositórios.

O CSIC mantém a sua posição de privilégio (14 º no mundo) na última edição da Web Ranking de Centros de Pesquisa. com o seu Repositório Digital CSIC situado entre o mundo 41º e 3º em Espanha, depois da Universidade Autónoma de Barcelona e da Universidade Politécnica da Catalunha. Outro centro espanhol destacad nesta classificação é o Instituto de Salud Carlos III, 53º do mundo em um ranking liderado pelo NIH e pela NASA.

Em Portugal entre os 100 primeiros:
Universidade do Porto 12º
Universidade Técnica de Lisboa 53º



POSITION
WORLD RANKUNIVERSITY SIZE VISIBILITY RICH FILES SCHOLAR


















































quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Tecnologias da Informação: Mecanismos de Segurança



O meu colega Paulo Barreiro de Sousa apresentou esta pertinente comunicação na “Acção de Sensibilização para pais sobre os perigos da Internet”, no âmbito do ‘Dia Europeu da Internet Segura’, organizada pelo Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS) – Ponte para a Inclusão de Ponte de Lima.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Um dia com os media - operação 3 de maio

Convite à iniciativa de pessoas e instituições preocupadas com o lugar dos media na sua vida e interessadas em refletir criticamente e contribuir para a qualidade de vida no espaço público.
Todos nós já fizemos, alguma vez, descobertas e aprendemos com uma reportagem, um filme, um livro, um documentário, um cartoon. Todos já, alguma vez – porventura mais do que desejaríamos – detestamos o tratamento de um assunto ou a cobertura de um acontecimento. Outras vezes apeteceu-nos telefonar, enviar um e-mail, escrever um comentário, bater à porta de um provedor… A maior parte das vezes, porém, deixamos correr, desconhecendo até os direitos e deveres que nos assistem enquanto pessoas e cidadãos.
Todos somos consumidores e utilizadores dos media, sejam eles antigos ou modernos, analógicos ou digitais. 

A todos, pois, dirigimos o convite para, durante um dia – 3 de Maio de 2012 – pensarmos e agirmos tendo por tema os media e com os media. O desafio é dirigido igualmente a todos os meios de comunicação, aos seus dirigentes e profissionais. “Um dia com os media” quer ser um acontecimento que se afirme pela positiva – pela tomada de consciência, pela descoberta do que se pode fazer, pelo intercâmbio de experiências e de ideias… Vamos todos contribuir para que os portugueses de todas as idades partilhem o que pensam, o que detestam, o que desejam dos media.

Todos podem tomar a palavra e participar nesta iniciativa: bibliotecas, meios de comunicação, escolas, instituições de ensino superior, grupos de alunos, centros de investigação e formação, associações, universidades de seniores, movimentos, autarquias. A proposta é que, nesse dia, tomemos o mote “Um dia com os media” e realizemos uma atividade, um jogo, um ato criativo, através do qual respondamos à pergunta: que significado têm os media na nossa vida e como poderiam tornar-se mais relevantes? Através da palavra – em direto e ao vivo - ou através do som, da imagem, do multimédia, recorrendo aos meios tradicionais ou às redes sociais, façamos ouvir a nossa voz. Sem esquecer que, para que todos possam falar, é importante, também, aprender a ouvir.

Que fazer para participar neste dia? Desde já, começar a pensar algo que seja interessante, adequado e viável. Podem ser atividades muito simples, que não envolvam custos. Na medida do possível, deveriam inscrever-se nas rotinas habituais dos promotores. Entretanto, foi criado e estará em breve operacional um site (www.literaciamediatica.pt/umdiacomosmedia) onde será possível registar o que vamos promover e conhecer o que outros estão a organizar, bem como um endereço de e-mail para contacto com os organizadores (umdiacomosmedia@gmail.com).

É importante agir. E agir é também divulgar a iniciativa “Um dia com os media”.

Promotores da ideia:
Comissão Nacional da UNESCO; Conselho Nacional de Educação; Entidade Reguladora para a Comunicação Social; Gabinete para os Meios de Comunicação Social; Universidade do Minho/Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O livro "Crianças e Internet em Portugal- Acessos, usos, riscos, mediações"


Resultados do inquérito europeu EU Kids Online
organização de Cristina Ponte, Ana Jorge, José Alberto Simões e Daniel S. Cardoso
(Equipa portuguesa do Projecto EU Kids Online; FCSH, Universidade Nova de Lisboa).

Em que locais acedem as crianças à internet, dentro e fora de casa? Que usos fazem da rede? Quando  incorrem em riscos, como lidam com eles? E que influência têm os seus pais, professores, amigos e outras fontes de informação nos modos como usam a internet?Este livro responde a estas questões, discutindo resultados nacionais do inquérito europeu do Projecto EU Kids Online, que escutou cerca de 25 mil crianças (9-16 anos) e um dos seus país, nas suas casas, em 25 países, entre os quais Portugal, em 2010. 
Às análises realizadas pela equipa portuguesa, juntam-se os comentários de especialistas e de entidades como a Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, o Instituto de Apoio à Criança, o Ministério da Educação ou a Polícia Judiciária.A segurança das crianças na internet diz respeito às famílias, escolas, entidades governamentais, Polícia, indústrias do digital, monitores de espaços informais e muitas outras entidades - incluindo as próprias crianças e os seus direitos de cidadania. 
Saber lidar com os riscos da internet evitando que constituam situações danosas é condição necessária para que usufruam plenamente as oportunidades da rede, respeitando-se a si e aos outros.Escrita numa linguagem acessível e tornando claros os conceitos usados no Projecto EU Kids Online, esta obra favorece um conhecimento sustentado sobre a realidade portuguesa de um fenómeno que faz parte dos modos contemporâneos de crescer: aceder aos meios digitais e saber tirar partido das suas potencialidades. 

http://fcsh.unl.pt/eukidsonline
O Projecto europeu EU Kids Online (www.eukidsonline.net), financiado pelo Programa Safer Internet Plus, da Comissão Europeia, e dirigido por Sonia Livingstone e Leslie Haddon, da London School of Economics and Political Science, tem investigado desde 2006 usos, oportunidades, riscos e segurança de crianças na internet numa dimensão comparada.  



6 Fevereiro 2012 | 18h30 | Livraria FNAC Colombo
A apresentação púbica será feita por Isabel Stilwell e Estrela Serrano.
Av. Lusíada, Centro Colombo-Loja A 103, em Lisboa.


Fonte: blogue MinervaCoimbra

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Bibliotecários estão contra SOPA ?


Tem havido grande oposição a este projeto lei SOPA (Stop Online Piracy Act) da Câmara dos representantes EUA, que irá permitir aos detentores de direitos de autor controlar e limitar o tráfego online de tráfego protegido. Isto irá afetar também outros países, favorecer as empresas que gerem direitos de autores e no meu ponto de vista o pior que pode acontecer à internet é a existência de uma  lei  que reforça o poder de fiscalização do governo sobre o conteúdo veiculado pela rede. 
Se aprovada, a lei permitirá ao poder judicial dos EUA para bloquear, no seu território, sítios de pesquisa,  redes sociais e qualquer outro portal, nacional ou estrangeiro, que conduza o utilizador  norte-americano a conteúdo pirateado ou falsificado. 
EBay, Facebook, Wikimedia Foundation, Mozilla, LinkedIn e Twittere muitos outros encontram-se preocupados com o desenvolvimento desta questão.

PROTECT IP / SOPA Breaks The Internet from Fight for the Future on Vimeo.


Ver posição :

Através de Miguel Mimoso, fiquei mesmo agora a ter conhecimento do que ACRL, the American Library Association e Association of Research Librarians, e the Library Copyright Alliance (LCA), enviaram uma carta aos membros da US House Judiciary Committee a este propósito, relativas a um ponto específico que faz com que as bibliotecas e serviços educativos possam ter sanções penais com SOPA.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Diretrizes sobre Bibliotecas Móveis




 


O
Grupo de Trabalho
Asociación de Profesionales de Bibliotecas Móviles (ACLEBIM) desenvolveu a tradução espanhola para a última edição Pautas IFLA sobre Bibliotecas Móviles, publicado em 2010, que foi apresentado em outubro 2011 no 5º Congreso Nacional de Bibliotecas Móviles.
A nova edição
já nasceu dentro da Seção de Bibliotecas Públicas da IFLA, coordenado por Ian Stringer, cujo desenvolvimento envolveu bibliotecários de todo o mundo. A edição anterior das Diretrizes (1991) foi trabalho do bibliotecário australiano Robert Pestell.
Este novo trabalho
tem tentado incluir todos os avanços nos últimos 19 anos, que tanto influenciaram o desenvolvimento dos serviços das biblioteca móvel, quer no campo da tecnologia, quer no da gestão.
A contribuição
do Grupo de Trabalho ACLEBIM foi além mera tradução, incorporando exemplos e recursos em bibliotecas móveis na área de Espanha e Portugal.
O texto
pode ser encontrado nos seguintes endereços:


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Call for papers Section IFLA Bibliothèques pour Enfants et Adolescents

Section IFLA Bibliothèques pour Enfants et Adolescents
En collaboration avec Joensuu Regional Library, Finlande, et l’Association finlandaise de bibliothécaires

Joensuu, Finlande
9 et 10 août 2012, précédant le Congrès IFLA à Helsinki (11-17 août 2012)

Thème: ”Bibliothèques jeunesse : Repousser les frontières”
La section IFLA Bibliothèques pour enfants et adolescents, la Bibliothèque régionale de Joensuuet l’Association finlandaise de bibliothécairesappellent à communications sur le thème ”Bibliothèques jeunesse : Repousser les frontières”, pour le Congrès Satellite qui aura lieu à Joensuu, Finlande, les 9-10 août 2012.
Lieu: Bibliothèque centrale de Joensuu et autres lieux du centre ville.
Dix communications maximum seront sélectionnées.
Elles doivent porter sur de nouveaux développements et de bonnes pratiques autour des sujets suivants, en rapport avec le thème du congrès, ”repousser les frontières” :
Frontières entre la bibliothèque et d’autres organismes
Comment les écoles et les bibliothèques viennent-elles en appui aux apprentissages? Comment les bibliothécaires travaillent-ils avec d’autres organismes et d’autres acteurs auprès des enfants et des adolescents?
Frontières entre les tâches du bibliothécaire jeunesse
Le bibliothécaire est-il aussi un enseignant, un travailleur social, un ami, un parent, un compagnon de jeux, un censeur...? Où se trouvent les limites du travail du bibliothécaire auprès des jeunes?
Frontières entre bibliothécaires et lecteurs
Des modalités et activités “imposées” aux jeunes, à l’interaction avec eux. Le bureau du bibliothécaire a disparu et, souvent, l’enfant en sait plus que le bibliothécaire et peut lui apprendre, par exemple, comment se servir de ”i-Tunes”... Comment les bibliothécaires s’en sortent-ils?
Frontières entre lieux d’apprentissage
Les lieux d’apprentissage peuvent être virtuels ou physiques, locaux ou globaux (parfois en même temps) : quels types de lieux d’apprentissage les bibliothèques peuvent-elles offrir?
 
Frontières entre l’enfance et l’adolescence
Comment proposer les locaux, les ressources, les services nécessaires aux différentes tranches d’âge? Où sont les frontières entre l’enfance et l’adolescence?
 
Frontières entre différents groupes de lecteurs
Bibliothèques pour des enfants et des jeunes ayant des besoins particuliers, appartenant à une minorité, malvoyants ou avec d’autres difficultés...  Comment dépasser les frontières démographiques, économiques ou autres, à la bibliothèque?
 
Frontières entre la ”consommation ” et la production
La bibliothèque créé de plus en plus de contenus : Wikis, blogs, ”book trailers” (bandes-annonces de livres), animations… Comment motiver les lecteurs et les engager dans la production et la mise en valeur de contenus?
Frontières entre pays
Quelles activités les bibliothécaires de différents pays peuvent-ils mener ensemble?
Le congrès s’adresse à des bibliothécaires publics et scolaires et à d’autres professionnels travaillant en faveur de la lecture des enfants et des adolescents, à des étudiants et des enseignants, des universitaires et des partenaires des bibliothèques.
Pour soumettre une proposition d’intervention :
•  Les propositions doivent être envoyées avant le 31 janvier 2012 par e-mail à :
Kirsten Boelt
Email kbt-kultur@aalborg.dk
• Elles doivent inclure (en anglais) :
- Titre de l’intervention
- Résumé du contenu (500 mots maximum- ½ page)
- Nom, adresse, téléphone et fax, adresse e-mail, lieu de travail et bref CV (40 mots) de l’auteur
• La langue du congrès sera l’anglais. On disposera d’interprétation simultanée anglais-russe
• Les propositions d’intervention seront étudiées par le Comité organisateur, qui sélectionnera un maximum de 10 propositions. Les résultats de la sélection seront annoncés le 15 février 2012
• Les textes complets des interventions doivent être remis le 15 avril 2012 au plus tard. Les textes doivent occuper entre 3 et 20 pages, et être écrits en anglais ou en russe.
• Chaque intervenant disposera de 20 minutes de parole. Les communications doivent être présentées en anglais ou en russe.
Calendrier
Date limite pour les propositions 31 janvier 2012
Annonce de la sélection des propositions par le Comité 15 février 2012
Programme final du congrès et informations pour l’inscription 10 mars 2012
Date limite pour l’envoi des textes complets des communications  15 avril 2012
Dépenses
Les intervenants seront dispensés de frais d’inscription. Néanmoins, ils doivent subvenir à leurs frais de transport, logement et tout autre frais.
Organisation
Section IFLA Bibliothèques pour Enfants et Adolescents
Joensuu Regional Library, Finlande
Association finlandaise de bibliothécaires
Section IFLA Bibliothèques pour Enfants et Adolescents
Présidente : Viviana Quiñones
Bibliothèque nationale de France
Centre national de la littérature pour la jeunesse - La Joie par les livres
Quai François-Mauriac
75706 Paris cedex 13, France
Tél. + 33 (0)1 53 79 52 86, fax + 33 (0)1 53 79 41 80
Email: viviana.quinones@bnf.fr

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

VI Seminário - "Exclusão Digital na Sociedade de Informação"

27 e 28 de Janeiro de 2012
Faculdade de Motricidade Humana, Lisboa
 
A evolução dos meios tecnológicos que hoje se encontram à nossa disposição está longe de poderem ser partilhados por todos. O analfabetismo digital constitui, na Sociedade da Informação, um meio de exclusão social a que temos que dedicar a nossa atenção.
 
No entanto, as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) têm um enorme potencial para promover o desenvolvimento se utilizadas na resolução dos problemas que a sociedade experimenta nos diversos sectores de actividade e principalmente se forem efectivamente colocadas ao serviço de cada cidadão.
 
Pretende-se com este VI Seminário promover a discussão e divulgar trabalhos que possam contribuir para o combate à info-exclusão e favorecimento da acessibilidade das TIC. Serão, portanto, aceites comunicações que se refiram a trabalhos científicos e tecnológicos ou que relatem boas-práticas nesta área.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Google Scholar Citations


Este serviço fornece uma maneira simples para os autores controlarem as citações de seus artigos. Qualquer autor pode ver quem está  a citar as suas publicações, citações no gráfico de tempo e calcular métricas para vários compromissos. Também permite ter um perfil público, por isso podem aparecer nos resultados do Google Scholar, quando se pesquisa pelo nome.

É  rápido de configurar e fácil de manter - mesmo que o autor tenha escrito centenas de artigos, e até mesmo se o seu nome é partilhado por outros especialistas diferentes. Permite também que se adicione vários artigos de uma só vez, e os índices de citação são calculados automaticamente quando o Google Scholar encontra citações novas na web. Pode-se até escolher a lista de itens atualizados automaticamente.

Para começar a usar citações do Google Scholar Citations:

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Santo Natal!

foto Ana Luísa Alvim

Quando despontarem as primeiras luzes do Seu cortejo
ainda nos faltará tudo:
o azeite na almotolia,
um alfabeto que descreva com outra firmeza o azul,
formas indivisíveis para este amor,
que só em fragmentos
e numa gramática imprecisa
conseguimos viver.

Quando despontarem as primeiras luzes
estaremos talvez longe:
à altura dos olhos continuaremos a trazer a mesma indisfarçável solidão
as mesmas mediações ilegíveis através do tempo
as mesmas demoras tatuadas.

O Seu advento encontra-nos sempre impreparados
e, contudo, este é o momento em que
por puro dom se nasce.

A Sua vinda testemunha o que não sabíamos ainda:
a nossa frágil humanidade é narração
da autobiografia de Deus.

José Tolentino Mendonça

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Livros, Leituras e Redes Sociais

artigo de Paulo Leitão apresentado na conferência "Bibliotecas para a Vida" na Biblioteca Pública de Évora, 2009

Resumo: Este estudo analisa um caso particular de plataformas de redes sociais, as plataformas de catalogação social. Considerando que o objectivo fundamental é o de perspectivar formas de exploração destas plataformas pelas bibliotecas públicas no domínio da promoção do livro e da leitura, são analisados apenas os mecanismos de interacção e socialização em três casos, de acordo com uma heurística que define os seguintes domínios: Construção da Identidade, Comunicação e Percepção. Verifica- se que estas plataformas de catalogação social abrem uma nova porta para o ambiente web às bibliotecas públicas, quer porque permitem agregar a procura, quer porque possibilitam a prestação de serviços de diversa natureza neste novo ambiente. A título exemplificativo são sugeridas formas de exploração destas plataformas em serviços como promoção do livro e comunidade virtuais de leitores. Finalmente, sugere-se um conjunto de atitudes-chave propiciadoras do sucesso na gestão destas plataformas.

Descarregar E-LIS

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Catálogo 2.0: a Biblioteca de volta à Comunidade

Filipe Manuel dos Santos Bento, Lídia Oliveira Silva
Universidade de Aveiro
Resumo do artigo apresentado ao 7º SOPCOM

Algumas soluções, comerciais ou Open Source, oferecem já componentes Web 2.0 no cenário da descoberta de informação. Estes componentes e o ambiente participativo e colaborativo associado ao seu uso podem ajudar no enriquecimento de sistemas de pesquisa e recuperação de informação, promovendo a Inteligência Colectiva pela partilha de informação revestida de conhecimento e avaliando os recursos encontrados, de modo a que os utilizadores seguintes, ao efectuarem uma pesquisa semelhante, obtenham em primeiro lugar os resultados mais pertinentes.
Nesta comunicação é apresentado um novo modelo para a pesquisa, descoberta e partilha de informação e sua implementação actual (primeira apresentação pública fora da Universidade de Aveiro), que integra o OPAC (Online Public Accessible Catalog, catálogo de pesquisa bibliográfica) e os seus acervos bibliográficos, agrega conteúdos de fontes externas e contribuições dos seus utilizadores.
Na linha dos conceitos fundamentais avançados por vários autores para o termo “Biblioteca 2.0”, nomeadamente de Michael Casey (2006), quem primeiro cunhou este termo, e Jack Maness (2007), "Catálogo 2.0" rompe com o conceito do Catálogo clássico ao incentivar os utilizadores a “sublinharem” passagens do livro e escreverem notas, só que em vez de o fazerem directamente no livro, a que o façam numa plataforma digital. A presente visão leva este conceito mais longe ao atribuir aos recursos, objectos de informação, também o papel de actores no sistema, tendo estes igualmente uma vida social, de “nascença” (por serem do mesmo autor [“irmãos”], assunto [“primos”]) ou lhes dada pela utilização e recomendação dos utilizadores (por serem de algum modo do mesmo grupo [“amigos”]). Neste modelo de
sistema de descoberta, os recursos tornam-se “amigos” dos actores humanos por terem sido “apresentados” (recomendados) por outros utilizadores. Ao estabelecerem esta ligação, recursos e utilizadores alargam a sua rede social em novas ramificações de (potenciais novos) recursos, utilizadores e comunidades.Nesta comunicação serão também apresentados em primeira mão os resultados sumários obtidos via componente empírica da metodología adoptada para este estudo, a ser conduzida com a ajuda de grupos de voluntários (6 Focus Groups; cada grupo: 8 a 12 pessoas), representativos da comunidade académica da Universidade de Aveiro, entre Outubro e Novembro do presente ano. Esta componente de recolha de dados irá ser feita num ambiente de laboratório com sessões baseadas em cenários concretos de utilização do sistema (implementação actual do modelo proposto). Estes dados irão ser complementados por questionários pré e pós período de uso do sistema e análise delogfiles do servidor. Para além da resposta à pergunta de investigação e confirmação ou refutação das hipóteses avançadas, a observação da utilização irá também avaliar se o sistema é útil (isto é, se cumpre os objectivos expectáveis dos utilizadores), se é usável (permite atingir esses objectivos de uma maneira simples, relativamente intuitiva e sem erros ou problemas) e se é acessível (isto é, se o sistema pode ser usado por todos os utilizadores alvo).

Palavras-chave: Informação, descoberta, media participativos, inteligência colectiva, redes sociais

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

7º Congresso da SOPCOM

 Meios Digitais e Indústrias Criativas: os efeitos e os desafios da globalização
Universidade do Porto | 15 a 17 de Dezembro | 2011

Divisão das Comunicações no GT de Ciência da Informação
Bloco I – 15/16, 14h30 às 16h

• “Catálogo 2.0: a Biblioteca de volta à Comunidade”, Filipe Manuel dos Santos
Bento, Lídia Oliveira Silva
• “Os meios digitais e o comportamento dos bibliotecários das universidades públicas
portuguesas”, Luciana Moreira Carvalho
• “Utilização da Internet em contexto de formação nos Estabelecimentos Prisionais
Portugueses. Aplicação, impacto e transferência”, Daniela Graça, Lídia Oliveira
Bloco III – 16/12, 14h30 às 16h
• “Os meios de comunicação à distância utilizados no ciberespaço”, Vicente Paulino
• “O Espaço Tecnológico Lusófono”, José Gabriel Andrade
• “Obras de ficção como fontes de informação: a cultura informacional dos fãs
autores de fanfiction”, Geórgia G. Cordeiro Dantas
• “Gerir e Recuperar a Informação Noticiosa: Um desafio para Centros de
Documentação dos jornais”, Maria Elisa Cerveira

Sessões Temáticas

Fonte: Página do congresso

    sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

    Convite à participação nas Secções e Grupos de Trabalho da BAD

    Entre os objectivos de vária ordem que marcam o seu mandato, o Conselho Directivo Nacional da BAD pretende mobilizar os profissionais, associados e não associados, em torno da valorização e defesa dos serviços em que trabalham e, nessa medida inevitavelmente, dos seus próprios e legítimos interesses que, nos últimos anos, têm visto ser cada vez mais postos em causa. Procura-se, para esse efeito, desenvolver anteriores e novas formas de participação na vida associativa, tirando o melhor partido da experiência dos que nela têm estado envolvidos, mas tentando atrair também os mais novos.

    Das Secções que há anos tinham sido aprovadas pelas anteriores direcções, apenas duas – a de Arquivos Municipais e a de Documentação e Informação Escolar – registavam agora alguma regularidade na acção.

    As restantes permanecem inactivas, na sua maior parte há uma dezena de anos, pelo que foi decidido iniciar uma tentativa de constituir, em menor número, e sobretudo de um modo mais flexível e informal, o que poderemos designar como Grupos de Interesse ou de Trabalho, que poderão acolher também potenciais associados, isto é, profissionais cujos interesses venham a coincidir nessas diferentes matérias.

    Um que está já a cumprir o seu programa, no qual se inclui o diagnóstico da situação deste sector específico, é o GT de Arquivos Audiovisuais.

    Está ainda a constituir-se o GT de Gestão de Documentos de Arquivo, que tem como principal objectivo reflectir, debater e actuar com vista à implementação, no país, dos princípios e boas práticas de gestão de documentos de arquivo, independentemente do seu suporte.

    O GT das Bibliotecas Públicas pretende ser um fórum de reflexão e debate, em que se confrontem perspectivas e se concertem posições e estratégias para que, num processo inclusivo, se mobilizem bibliotecários de todo o país em defesa do que consideramos um verdadeiro serviço público.

    Relativamente ao GT de Bibliotecas do Ensino Superior, que se assume como uma plataforma de ação e reflexão colaborativa para apoiar a inovação, as boas práticas e o aprofundamento dos novos papéis e competências das instituições e seus profissionais, pretende reforçar o papel das BES nos processos de ensino aprendizagem, com enfoque na literacia da informação e nas tecnologias emergentes, e perspectivar novas formas de comunicação da ciência e a participação das bibliotecas no processo de criação e disseminação do conhecimento científico.

    No que se refere ao GT de Tecnologias de Informação e Comunicação, propõe-se, para melhor corresponder às necessidades dos profissionais, monitorizar as tecnologias emergentes, desde os sistemas integrados de gestão de bibliotecas e arquivos, e de interoperabilidade, etc. às redes sociais e colaborativas, promovendo a formação e a partilha de experiências, e dotando ao mesmo tempo a Associação de ferramentas de comunicação baseadas na web.

    Solicita-se aos membros da BAD, individuais e colectivos e a outros potenciais interessados que seleccionem o GT que melhor corresponda às suas actividades profissionais e - utilizando as TIC, nomeadamente - nele queiram participar activamente, que na página Web da Associação, preencham para esse efeito, de preferência até ao final de 2011, o respectivo formulário online.

    Serão contactados, através de correio electrónico, no âmbito de um processo de consulta que proporcionará um mais activo envolvimento e participação na BAD. Devemos, entretanto e uma vez mais, apelar a todos para que contribuam para o desenvolvimento e promoção das actividades de uma Associação profissional que, ao longo dos seus 38 anos de existência, sempre contou unicamente com a sustentação dos seus membros e que procura hoje renovar-se para melhor corresponder às suas aspirações e interesses, precisando para isso do apoio de todos os profissionais.

    segunda-feira, 28 de novembro de 2011

    Bibliotecas emergentes


    Sérgio Mangas, bibliotecário da Biblioteca Pública de Figueiró dos Vinhos, encontra-se no Chile a realizar uma visita a bibliotecas públicas. Neste blogue "bibliotecas emergentes" encontramos os interessantes relatos da realidade chilena. Vale a pena lermos e constatarmos os projetos como o Bibliometro, ou a Biblioteca Viva!
    Vivam as bibliotecas vivas!