fotografia de Mickey SmithVivemos no mesmo ano e no mesmo século dos EUA.
fonte blogue LisNews
fotografia de Mickey Smith



”Um envelope individual
O exame electroencefalográfico tem doze registos que podem ser mono ou bipolares. Os exames captam os estímulos eléctricos de cada uma das áreas do cérebro; depois tiram-se conclusões.
Em repouso, o ritmo eléctrico do cérebro é diferente.
É necessário acreditar na verdade e não acreditar na mentira.
Uma escritora utiliza esta expressão: ficar individual. Uma pessoa que numa conversa, de repente, fica individual, é alguém que entra em si próprio, como se cada um fosse dois e pudesse o seu 2° mergulhar no primeiro e fechar-se.
Existem momentos em que somos sociais, disponíveis; e existem momentos em que somos individuais.
No café detestam que eu leve livros e os leia, e que escreva. Aceitam e gostam de alguém que leva um jornal e lê durante horas, sentado. É uma questão de não se sentirem estúpidos, mas são estúpidos.
No fundo era apenas para contar a história de alguém que tinha um electroencefalograma para levantar num laboratório, mas morreu às duas horas da tarde, e o exame só estava pronto às três horas da tarde. Morreu de um ataque que vem de dentro da cabeça, mas os médicos têm outros termos. E o resultado do exame ficou anos no laboratório porque não foi levantado e no laboratório não são obrigados a distinguir quem morre de quem se atrasa ou se esquece.
Na organização de um dos anos posteriores, esse exame foi rasgado e deitado ao lixo, sem sequer ser aberto.
O exame electroencefalográfico, já o disse no início, tem doze registos, registos que podem ser mono ou bipolares. Os exames captam os estímulos eléctricos de cada uma das áreas do cérebro e depois tiram-se conclusões.
Naquele caso a conclusão era que o cérebro estava bem. Tanto em esforço como em repouso. E doze registos são sempre doze registos, não é um só.”
Gonçalo M. Tavares
In Água, Cão, Cavalo, Cabeça, Caminho, 2006
O conto foi retirado do blogue Aspirina B, post de autoria de Fernando Venâncio.
Vivam as bibliotecas vivas!



WorldCat.org é mais uma funcionalidade do software social, dentro do género do LibraryThing. Permite criar listas pessoais de documentos (livros, cd-audio, DVD, links, etc.) que podem ser partilhadas. Podem ser listas com objectivos profissionais, recreativos, do que se pretende ler, ouvir ou ver. Cada utilizador decide se a sua lista é privada ou pública. O facto de tornar pública permite que outros utilizadores do WorldCat possam consultar ou até copiar as referências bibliográficas. Pelo que percebi podemos exportar referências bibliográficas para textos, artigos, trabalhos pessoais, mas só para softwares EndNote e RefWorks.
Recomendação : Librarians: Put your library in WorldCat, só há vantagens!

Realizou-se mais um concurso Webware 2007, que elegeu 100 produtos da tecnologia Web 2.0, e por votação do público, comunidade da Webware, durante Maio e Junho, elegeram as 3 melhores aplicações, em 10 categorias. Algumas destas são por nós muito conhecidas e utilizadas, outras um pouco ainda desconhecidas, por exemplo a aplicação Gaia online (comunidade de jogos, com animações manga, discussões de video-jogos, base de dados de ligações e uma galeria de arte), Bittorent (é um protocolo que permite aos utilizadores fazerem download de arquivos indexados em websites).

O 1º, 2º e 3º prémio aparecem por ordem:
Browsing
Comunicações
Comunidade: Gaia
Data
Entretenimento
Media: Youtube, Flickr, Fotki
Produtividade e Comércio: Ebay, Amazon, Paypal
Publicação: Wordpress, Adobe Flash, Drupal
Referência: Wikipedia, Google Maps, Answers.com
fonte Webware e Webtuga.com
Vivam as bibliotecas vivas!
Quando estive em Santiago, nas 10ª jornadas, conheci Fernando Juárez, responsável pela Biblioteca Municipal de Muskiz (País Basco), que com as ferramentas e tecnologias 2.0 transformou a sua biblioteca num exemplo vivo 2.0 a seguir.
Apresenta outra novidade:
a extensão Opensearchfox
Vivam as bibliotecas vivas!
Pela 1ª vez numa biblioteca, em Portugal!
Hoje às 16h30
Local: sala de leitura da biblioteca do ISCA-UA
Intervenientes:
Ana Bela Dias - Serviço de relações externas da UA
Diana Silva - Serviço de difusão da informação dos SDUA
Maria do Céu Vieira - Biblioteca do ISCA-UA
Maria Manuel Borges - Faculdade de Letras da UC
Pedro Príncipe - Biblioteca do ISCA-UA
Biblioteca do IPP – a confirmar
Partilhar experiências, saberes, ouvir testemunhos e levantar questões relativas ao tema;
Apresentar o blogue da Biblioteca do ISCA-UA – “Intangível”;
Apresentar o estudo “Perfil de Blogues Portugueses” na área das Ciências da Informação;
A Web como estratégia de comunicação, oferecendo serviços e recursos sempre actualizados e de interacção com o utilizador, criando uma participação em rede e gerando uma nova atitude por parte dos profissionais de informação.
A Web como princípio para compartilhar informação, promover melhorias contínuas dos serviços e obter confiança por parte do utilizador – interacção utilizador/biblioteca.
Como devem as bibliotecas comunicar com os utilizadores? Falamos de marketing relacional? Como se pode colocar em prática? Marketing e estratégias de comunicação … são a mesma coisa?
São os blogues uma estratégia de comunicação? Como utilizar os blogues para promover os serviços da Biblioteca?
fontes: Biblioteca da Universidade de Aveiro
Rato de Biblioteca
intangível


Jennifer Lang (Electronic Resources Cataloger, Princeton University Library, New Jersey)
Acabei de ler no blogue de Fabiano Caruso, com o título homónimo que, no CTDI 2007, irá fazer uma apresentação com o título "Aplicação de Blogues para Comunidades de Pesquisa e Projectos, e o papel do Bibliotecário na formação, orientação e participação destas". (tele conferência) Os tópicos que abordará são: a tipologia de aplicações para blogues, o papel dos agentes participativos, características de cada aplicação de blogues, a estratégia do consultor informacional - ponto de vista dos bibliotecários tradicionais, um modelo para gestão da inteligência colectiva e conceitos emergentes relacionados.O Papalagui é o blogue do Nuno Marçal, viajante com livros na arca dos sonhos, conhecida por a bibliomóvel, que calcorreia as terras de Castelo Branco, na Beira Interior. Neste blogue, assim como nesta crónica, ouvimos falar de um Portugal de gerações juntas a aprender o valor da leitura e dos livros. Ainda há muito trabalho para fazer a nível da leitura. Neste tarefa Nuno Marçal fica igualmente a ganhar, assim como os seus utilizadores. Obrigada pelo teu genuíno testemunho e que seja útil para os responsáveis do plano nacional da leitura perceberem a realidade que têm também que enfrentar.
"Num tempo em constante devir, em que os mais novos desistiram de ouvir e falar com os mais velhos e sábios, a Bibliomóvel tem sido um ponto de encontro de gerações.
Foi agradável assistir à reunião de três gerações representadas por Avó, Mãe e Filha conquistando.
Sentadas num vão de escadas de uma casa abandonada pelas gentes e pelo tempo, Mãe e Filha falam sobre a “Vida” tema invariavelmente frequente nas conversas de todos os dias.
Um grupo de numa animada conversa em que o tema era os livros e a leitura.
À chegada da Bibliomóvel estão sentados num velho banco de pedra os “habituais” que versam sobre o tempo, meteorológico e cronológico, ainda pouco habituados a uma presença estranha, procuram no olhar e nos gestos sinais de confiança que a pouco e pouco se vai crianças aproxima-se e um pouco a medo vai entrando na Bibliomóvel, explorando os seus recursos, delineando estratégias de prazer em redor de livros, revistas e computadores.
Uma rapariga aproxima-se das duas senhoras sentadas, Mãe e Avó respectivamente, exibindo os livros que tão criteriosamente tinha escolhido. A partir desse momento a “Vida” deixa de ser tema de conversa e transforma-se numa improvisada sessão de “contadores de estórias”, em que os papéis se invertem. A Avó não sabe ler, mas diz: “ se os livros fossem tão bonitos como são agora…”. Na época o trabalho era muito e as bocas para alimentar também e a necessidade de ajudar levou-a a abandonar escola.
Mãe e Avó são agora duas crianças embevecidas suspensas na magia de uma história contada pelo olhar de uma criança. O título é apropriado “Avós” de Chema Heras e Rosa Osuna.
No grupo dos “habituais” as revistas de caça e pesca são avidamente folheadas e aos poucos a desconfiança inicial é quebrada, e as palavras vão fluindo…
No seio deste grupo um membro destaca-se pelo olhar melancólico com que passa pela revista de pesca. Por instantes regressa ao quotidiano duro de uma Campanha do Atum nos mares do Algarve, a que dedicou grande parte da sua vida mas da qual teve de desistir, vergado pelo peso da idade e pelas agruras da vida em alto mar, regressou a sua terra natal sozinho e da qual apenas guarda memórias frias e distantes.
O manancial de histórias de vida vai assim fluindo ao ritmo da ribeira que ao lado corre desmesuradamente e que sem barragem para a conter se irá perder."
