sexta-feira, 18 de maio de 2007

camilo 2.0, no dia internacional de museus

Wiki Camilo 2.0
Projecto comunitário que visa promover e dar a conhecer o património lit
erário do escritor Camilo Castelo Branco: personagens e lugares por onde passou, viveu e fez viver as suas personagens, num cruzamento entre a sua vida e a sua obra, baseado na participação activa dos utilizadores, capitalizando as experiências e opiniões pessoais dos leitores de Camilo, dos conhecedores desta temática, assim como as do meio académico e dos investigadores desta área, tornando-se num repositório para o conhecimento colectivo sobre a obra do escritor.
É um sítio Web colaborativo que pode ser editado por vários utilizadores. Permite criar, editar e modificar conteúdos de uma página de forma interactiva e rápida. A Casa Camilo-Museu. Centro de Estudos constrói a estrutura, anexa e administra os conteúdos, assim como define os meios necessários, políticas, direitos e deveres.

A implementação do projecto irá permitir:

  • Criar uma comunidade colaborativa online para a criação e organização de conteúdos de temática camiliana, envolvendo alunos e professores de escolas secundárias e do meio académico universitário, assim como o de qualquer cidadão conhecedor da temática
  • Promover o gosto pela leitura de obras de Camilo Castelo Branco junto do público jovem
  • Atrair mais visitantes à Casa Camilo-Museu (Seide, Portugal)
  • Contribuir para o conhecimento da sociedade portuguesa do séc. XIX, a sua estrutura social, política e económica, através das personagens e lugares da ficção deste escritor

Metodologia:

1. definir a estrutura da Wiki, com categorias pré-construídas e conteúdo inicial
2. Instalar o software MediaWiki
(
http://www.mediawiki.org/wiki/MediaWiki/pt) um software executado para um servidor e para sítios web que podem receber milhões de visitas por dia. O MediaWiki é um pacote de software livre originalmente escrito para a Wikipédia mas é actualmente corrido noutros projectos da fundação sem fins lucrativos Wikimedia e em muitos outras wikis.
As páginas utilizam o formato wikitexto, de modo a outros utilizadores sem conhecimentos de XHTML ou CSS possam as editar facilmente. Quando um utilizador submete uma edição para uma página, o MediaWiki salva-a para a base de dados, sem apagar as versões anteriores da página, deste modo permitindo facilmente reverter no caso de vandalismo ou de spam. O MediaWiki pode também, administrar ficheiros de imagem e de multimédia, que são armazenados no sistema de ficheiros.
O MediaWiki contém uma aplicação de instalação que permite instalá-lo a partir do navegador web.

3
. possuir servidor web
, filtros para controlar spam
4
. estabelecer normas de utilização

5
. definir políticas (direitos de autor, direitos e deveres dos utilizadores, integridade do texto, imparcialidade, protecção, eliminação, bloqueio e inclusão de conteúdos, certificação de fontes.

A Casa de Camilo-Museu.Centro de Estudos é a casa do escritor português Camilo Castelo Branco (1825-1890), em Seide, onde viveu nos últimos 26 anos de vida. Possui um museu e uma biblioteca / centro de documentação especializada, com mais de 3500 volumes de bibliografia activa (constituída por edições de originais, de prefácios e de traduções) e de bibliografia passiva (muito extensa e de temática abrangente, que vai dos aspectos biográficos ou bio-bibliográficos aos estudos fecundos de exegese literária); 787 obras pertencentes à biblioteca particular do escritor; cerca de 1700 cartas, de e para Camilo; cerca de 3500 recortes de imprensa de teor camiliano; uma centena de exemplares periódicos em que Camilo colaborou ou foi director. A Biblioteca tem procurado criar condições e estruturas que permitam o estudo e divulgação da vida e obra do escritor.

Poster afixado nas 10ªas Jornadas espanolas de documentación Fesabid

Vivam as bibliotecas e os museus 2.0 vivos !

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Black & Barna: el género negro en la biblioteca de Montbau



Black & Barna: el género negro en la biblioteca de Montbau

Neus Montserrat Vintró

Directora

Biblioteca Montbau - Albert Pérez Baró

Àngel Marqués, 4-6, 08035 Barcelona

montserratvn@diba.cat

Palabras clave: biblioteca pública, género negro, fomento de la lectura, blogs.

Keywords: public library, crime fiction, reading promotion, blogs.

El género negro no siempre ha recibido la merecida consideración en la literatura universal. La

biblioteca de Montbau - Albert Pérez Baró, desde hace cuatro años, ha intentado revalorizar este género

como proyecto singular y único en su temática en la ciudad de Barcelona. De esta manera, se consolida

como un agente más junto con asociaciones, editoriales, librerías o entidades varias que dedican sus

esfuerzos a potenciar este género literario.

Algunas de las las líneas de actuación para dinamizar nuestra especialización son:

- la colección especializada y, parte de ella, firmada por sus autores,

- el club de lectura de novela negra (por cuarto año consecutivo),

- los itinerarios literarios por los escenarios más emblemáticos de Barcelona y que son narrados

por sus autores,

- el blog para potenciar el conocimiento de este género y compartir experiencias lectoras,

- la estrecha colaboración con agentes del mundo editorial para desarrollar acciones comunes,

- las sesiones abiertas con autores contemporáneos de esta temática para reforzar la vinculación

entre ellos y los usuarios y,

- la participación en eventos culturales de ciudad relacionados con el género negro, por ejemplo,

BCNegra.

De todas ellas queremos destacar la aplicación virtual de los itinerarios literarios por la ciudad

en el blog: Black & Barna: paseos literarios por la Barcelona negra. Una manera dinámica y amena de

luchar contra la brecha digital y mostrar diferentes maneras de fomentar la lectura en nuestra sociedad

actual; mediante la conexión de la literatura con nuestro geografía cotidiana.

La idea del proyecto nace de la voluntad de la biblioteca de Montbauajcvidal de compartir

experiencias lectoras entre los diversos clubes de lectura de novela negra que existen en Barcelona y

Lleida. Por otra parte, se propone acercar al público, a sus propias casas, mediante sus ordenadores,

este tipo de literatura. De esta manera, se les introduce en las TIC de una manera lúdica, formativa y

literaria a la vez. Se trata de crear un espacio para dar voz a los comentarios surgidos de las lecturas,

bajo la coordinación de un dinamizador responsable del blog.

Sus objetivos entre otros son:

-promover la especialización de género negro de la biblioteca,

-organizar encuentros de forma regular entre todos los clubes de lectura de novela negra de Barcelona y

Lleida,

-conocer más profundamente los autores más representativos del género en Catalunya y,

-compartir notícias y programaciones culturales sobre esta temática y que se lleven a cabo en nuestro

entorno geográfico.

Para su desarrollo se han elegido obras de dos escritores significativos catalanes y en las cuales

su argumento transcurre en la ciudad de Barcelona. La biblioteca ofrece en préstamo diferentes

ejemplares de los títulos escogidos.

La iniciativa de los paseos guiados consiste en recorrer espacios relevantes de la historia de la

ciudad que a la vez son lugares que sirven de localización del argumento de estas novelas. En el blog,

estos itinerarios quedan reflejados en un mapa donde se detallan los puntos centrales y los textos en

donde se hablan de ellos en las novelas; junto con fotografías de estos espacios.

Es un proyecto abierto a la participación de todos pero sobre todo está dirigido a todas aquellas

personas amantes del género negro o que deseen profundizar en él de forma colectiva.

El contenido de este blog se basa en:

-el argumento de las novelas,

-los lugares mencionados en ellas,

-los autores y su bibliografía y

-el intercambio de información de actualidad sobre la temàtica.

El blog está hospedado en los servidores de Vilaweb, importante empresa del sector de las TIC y

muy significativa por su apuesta por integrar servicios en lengua catalana en Internet. Asimismo, el blog

quedará enlazado a la web de bibliotecas de Barcelona.


artigos E-LIS

Montserrat, Neus (2007) Black & Barna: el género negro en la biblioteca de Montbau. Delivered at Black & Barna: el género negro en la biblioteca de Montbau. Presentation.



uma biblioteca 2.0: biblioteca municipal de muskiz, país basco, espanha

Fernando Juárez Urquijo, bibliotecário na Biblioteca Municipal de Muskiz, no País Basco, trouxe-nos a experiência, na mesa redonda sobre os blogues, nas 10ªs Jornadas espanolas de documentación, de uma pequena biblioteca que adoptou as aplicações da Web 2.0, com intenção de criar uma biblioteca pública mais participativa, mais activa, difundir conteúdos com qualidade e fomentar nos utilizadores a importância da criação de conteúdos por eles mesmos e disponibilizá-los no portal da biblioteca. De fazer inveja às nossas bibliotecas públicas !
A utilização, nos sítios Web, das novas ferramentas e softwares gratuitos e de fácil utilização associados a uma nova atitude por parte das bibliotecas torna o utilizador no elemento chave. O utilizador procura a biblioteca e a biblioteca procura o utilizador, numa relação de trabalho cooperativo e descentralizado. Os sítios Web das bibliotecas podem ser locais onde o utilizador pode contribuir, escrever, dar a sua opinião, editar e criar informação. Pode ainda criar uma comunidade temática e criar relações.
Fernando Juárez implementou no portal da biblioteca municipal algumas destas noções que vale a pena observar e copiar.

sindicação de conteúdos, a biblioteca oferece o acesso a novos conteúdos, novidades bibliográficas e outros, por RSS:

como catálogo colectivo de novidades (toda a comunidade colabora) :


sistema de etiquetar conteúdos e um boletim de novidades Bateginik:

como difusão de escritores e obras literárias - roteiro literário:


o portal da biblioteca oferece a consulta a um agregador de conteúdos - del.icio.us - sobre a região, e outros de temáticas gerais:

oferta do serviço Netvibes - implementa um escritório virtual, uma página web onde posso agregar notícias, o tempo, links para sítios favoritos, caixa de correio pessoal gmail, acessível de qualquer lugar ; oferta e explicações sobre outros serviços no Flickr, etc.

blogues, p.ex este com as novidades bibliográficas para os mais pequenos:




Parabéns para Fernando Juárez, bibliotecário 2.0. !

Vivam as bibliotecas vivas.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Deakialli Documental de ferramenta pessoal a blogue profissional

Na continuação do tema discutido na famosa mesa redonda sobre os blogues, Catuxa Seoane, do blogue Deakialli Documental, apresentou-nos a evolução da escrita, dos conteúdos e do software do seu blogue. Para já, é uma respeitável profissional da documentação que possui um blogue (com 4 anos de existência), com Vanesa, e que segundo a própria Catuxa, não seria nada profissionalmente sem ele!
Utiliza um vocabulário sacro quando pretende adjectivar os objectivos em relação ao que pretende com o blogue: evangelização! Brevemente vou-lhe pedir uma pequena "homilia" sobre este assunto, que me parece hoje muito pertinente! Nós somos os paroquianos que consultamos e sindicamos o Deakialli.
A ideia que defendeu, e que partilho, de que o blogue pode ser um instrumento de reconhecimento profissional, com novas oportunidades e colaborações, e por outro lado ser também um instrumento de enriquecimento pessoal, foi uma opinião que também passou por vários membros da mesa.
Parabéns pela presença na rede e pela partilha de conhecimento!

sexta-feira, 11 de maio de 2007

10ªs jornadas espanolas de documentación FESABID 2007

mesa redonda sobre blogues. da esquerda para a direita: Fernando Juárez, Catuxa, Asun Maestro, José Merlo Vega, Elsa Prieto, Marcos "enredado" e Jorge Franganillo

A mesa
Los blogs en la biblioteca 2.0. - La blogosfera bibliotecaria, documentalista y archivera: quién, para qué, para quién foi um sucesso, a sala estava completamente a abarrotar, muita gente a tirar notas e fotos (pelo que entendi são bloguistas da praça espanhola).
José António Merlo Vega moderou, tal como deve ser, deixou falar e fomos almoçar mais tarde!
Jorge Serrano como organizador, não estava na mesa, mas colocou questões interessantes no final, os participantes Asun Maestro, Elisa Prieto, Marcos Ros, Catuxa Seoane, Fernando Juárez y Jorge Franganillo, tinham a lição estudada mas foram demasiado formais. Narraram os percursos dos seus blogues, objectivos, estatísticas, etc. Apesar de tudo, sistematizaram questões importantes que para a próxima semana explorarei.
Saliento a intervenção de Fernando Juárez, da Biblioteca Municipal de Muskiz deu-nos uma lição de como aplicar a Web 2.0 à Biblioteca pública. Excepcional! Excepcional o que este nosso colega faz! Também falarei disto mais tarde.
Antes desta sessão, como cheguei cedo para entregar o poster, ainda fui à mesa redonda sobre o El futuro de los buscadores : nuevas tendencias en la recuperación de información.
De tarde, assiste à mesa redonda sobre Biblioteca 2.0.: o futuro dos OPAC´s? Novamente sala cheia! Estabeleceram uma sala pequena demais, o mesmo acontecendo na mesa dos blogues, não cabiam mais dos que 100 pessoas. Os comentários, que os nossos irmãos faziam, é que as conferências tradicionais com comunicações a dizer blá, blá, blá, agendadas para os grandes auditórios, estavam ÀS MOSCAS!
Na assistência caras conhecidas, marcaram presença os bloguistas da manhã. Foram 3 horas a aprender. Claro, que cá a bibliotecária da praça portuguesa ainda tem muito que caminhar. Não deixou de ser uma sessão polémica, que a seu tempo também darei notícia.
Destaco já um nome que falou na sessão : David Maniega Legarda (Generalitat de Catalunya. Departament de Cultura. DG de Cooperació Cultural. Servei de Cooperació Bibliotecària). A fixar.
Vivam as bibliotecas vivas!

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Hoje directamente de santiago de compostela, no fesabid

O programa promete uma imensidão de conferências e mesas redondas. Os temas que me interessam são as novas tendências na recuperação da informação, a biblioteca 2.0, os blogues, o OPAC social...
Apresentarei o poster Camilo 2.0 wiki de personagens e lugares camilianos.
Espero fazê-lo em português mesclado de castelhano.
Brevemente darei notícias.

Gostaria de fazer um directo da mesa redonda Los blogs en la biblioteca 2.0. La blogosfera bibliotecaria, documentalista y archivera: quién, para qué, para quién, mas talvez não haja condições físicas para isso.

Vivam as bibliotecas vivas.




quarta-feira, 9 de maio de 2007

serviço público prestado por uma câmara de uma capital europeia a favor da biblioteca municipal


É mesmo verdade. A Câmara Municipal de Viena, Áustria, lançou um novo serviço pago para angariação de fundos destinados à remodelação dos espaços da Biblioteca Municipal.
Adivinhem qual o serviço?
Um linha telefónica erótica. Por 39 cêntimos /minuto ouvimos ler textos eróticos do séc. XVIII ao XX, da colecção da biblioteca municipal, pela famosa actriz Anne Bennent. Só até ao final do mês de Maio.
Será que era possível em Portugal isto acontecer? Ofereço-me para organizar a bibliografia !

Herald Tribune Europe
LISnews.org

Vivam as bibliotecas vivas.

os arquivos com instrumento de controlo democrático

Cláudia Castelo a 1ª à esquerda

Cláudia Castelo, arquivista, uma voz também presente no 9º Congresso BAD, nos Açores, a alertar-nos para a necessidade de reflexão sobre a imparcialidade e transparência no arquivo de documentos, na administração pública. Podemos encontrar a comunicação completa nas actas do congresso.



"Portugal viveu durante 48 anos sob uma ditadura que suprimiu os direitos políticos básicos dos cidadãos. Durante o período do Estado Novo, os portugueses estiveram, de facto, arredados da escolha e da definição das políticas públicas e do escrutínio da acção governativa. Depois da instauração da Democracia e, sobretudo, após a adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia (1986) surgiu a preocupação de estabelecer mecanismos de controlo e de «public accountability» da acção dos representantes eleitos para os órgãos de soberania, governos regionais e autarquias locais. A obrigação de «prestar contas» à sociedade resulta do princípio da responsabilidade e da autoridade partilhadas.
Porém, no dealbar do século XXI, verifica-se que no nosso país continua a existir um enorme fosso entre os quadros legais, entretanto ‘europeizados’, e as práticas concretas. Nesta comunicação discute-se o papel dos arquivos (instituições e profissionais) no reforço dos mecanismos de fiscalização da acção político-administrativa por parte da sociedade civil. Os arquivistas e os arquivos públicos visam uma eficaz gestão da informação no seio das organizações onde se inserem e/ou a salvaguarda e divulgação da memória organizacional e social (no caso dos arquivos definitivos). O que está subjacente a esta actividade é a prossecução do bem público, incluindo a incumbência de contribuir para a construção duma memória histórica plural e sustentada. Encontram-se ao serviço dos cidadãos e do bem comum e nunca ao serviço de interesses particulares. Os arquivistas portugueses têm reflectido pouco sobre estes aspectos da sua missão e ainda não se impuseram como agentes pró-activos da imparcialidade e da transparência na Administração Pública, numa perspectiva de reforço da democracia participada e participativa. Para reflexão e debate, analisam-se alguns casos concretos observados na Câmara Municipal de Lisboa. Propõem-se medidas para a assunção de uma postura ética."

Cláudia Castelo

blogue Não apaguem a Memória!

Vivam as bibliotecas e os arquivos vivos.

terça-feira, 8 de maio de 2007

nuno higino, em seide

Nuno Higino, ex-padre, poeta, dinamizador da construção da Igreja do Marco de Canavezes pelo arquitecto Siza Vieira, esteve hoje em Seide, no centro de estudos-biblioteca, para ler as curvas e os recantos da arquitectura do Siza. Falamos do Daniel Faria, da vida e da morte. Hoje, trabalha no Centro de Documentação Siza Vieira, em Matosinhos. No final da conversa, antes de partir, perguntou-me onde dormem os pássaros.

Ordenado padre em 1985. Durante 4 anos foi educador e professor de português no Seminário do Bom Pastor. Entre Novembro de 1988 e Setembro de 2001, foi pároco de Fornos, Marco de Canaveses, tempo durante o qual foi construída a Igreja de Santa Maria, com projecto de Álvaro Siza Vieira, a seu pedido. Parte em Outubro de 2001 para Madrid onde estudou Filosofia Estética e desenvolveu uma investigação para doutoramento "O olhar, o espaço e a arquitectura. O processo criativo de Álvaro Siza a partir da Fenomenologia", na Universidade Complutense. Deixou o sacerdócio porque se sentia desencantado com a hierarquia da Igreja. Não perdeu a fé.

Literatura Infantil:
A mais alta estrela. Sete histórias de Natal, . Marco de Canaveses, 1998 | A libelinha que tocava flauta. Ilustrações de José Rodrigues, Marco de Canaveses, 1999 | A rainha do país dos frutos. Ilustrações de José Emídio, Marco de Canaveses, Cenateca, 2000 | O menino que namorava paisagens e outros poemas. Ilustrações de José Emídio, Porto, Campo das Letras, 2001 | A anja de hálito azul.. Ilustrações de José Rodrigues, Marco de Canaveses, Cenateca, 2002 | O senhor Outono e o lagarto amigo das palavras. Ilustrações de Márcia Luças, Porto, Campo das Letras, 2002 | Todos os cavalos e mais sete. Ilustrações de Álvaro Siza (será publicado no início do próximo verão) |
Onde dormem os pássaros? . Ilustrações de Armanda Passos, Lisboa, Caminho, 2007.
Poesia:
No silêncio da terra, Porto, Campo das Letras, 2000 | Onde correm as águas, Porto, Campo das Letras (2003)
Guias:
A igreja de Santa Maria. Fotografias de Luís Ferreira Alves, Marco de Canaveses, 1998 | Jardim e Casa Mortuária da Igreja de Santa Maria. Fotografias de Fernando Carvalho, Marco de Canaveses, 2001

Vivam as bibliotecas vivas.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Blogues em discussão no FESABID 2007



Los blogs en la biblioteca 2.0. La blogosfera bibliotecaria,
documentalista y archivera: quién, para qué, para quién

10 Maio 2007 | Santiago de Compostela
11:45-13:45


Organizado por: Blogue do SEDIC, Blogue do ASNABI, Jorge Serrano Cobos y Francisco Tosete.
Moderador: José Antonio Merlo Vega (Universidad de Salamanca, Dpto. de Biblioteconomía y Documentación, coordenador do Biblioblog)

participantes:
Elisa Prieto Castro (Equipa de redacção do Blogue SEDIC).
Asunción Maestro Pegenaute (Equipa de redacção do Blogue ASNABI).
Catuxa Seoane García (Co-autora do blogue Deakialli DocuMental).
María José Aldaz Sola (Autora do blogue Archivistica.net).
Marcos Ros Martín (Co-autor do blogue El documentalista enredado).
Fernando Juárez Urquijo (sítio Web da Biblioteca Municipal de Muskiz).
Jorge Franganillo (Especialista na utilização bibliotecária de blogues e sindicação de conteúdos) - ainda a confirmar

Programa das Jornadas

Vivam as bibliotecas vivas.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

ctdi2007


III Encontro do curso de Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação (CTDI) da ESEIG,

Web 2.0 e a Ciência da Informação

Ver mais aqui

Programa

9:00

Registo e distribuição de documentação

9:30

Sessão de Abertura

SESSÃO I - Web 2.0 e Blogues: Avaliação e boas práticas

10:00

“A ESEIG na Web 2.0: A presença de Discentes e Docentes da ESEIG na Web Social” - Dora Pinto e Emília Cardoso

“Metrias de Qualidade para Blogues” - Luísa Alvim

“Boas práticas de web 2.0 em Unidades Documentais” - Júlio Anjos

11:00

Debate

11:15

Intervalo para café

SESSÃO II - Blogues na área de LIS – I

11:30

“Título a definir” - Grupo PIGeCo (docentes do curso de CTDI)

“Uso de blogues na docência de CTDI” - Sheila Webber * (VC)

12:10

Debate

12:25

Intervalo para almoço

SESSÃO III - Blogues na área de LIS – II

14:30

“Perfil de Blogues Portugueses na área das Ciências da Informação” - Pedro Príncipe

“Aplicação de Blogs para Comunidades de Pesquisa e Projetos, e o papel do Bibliotecário na formação, orientação e participação destas” - Fabiano Caruso * (VC)

“Oeiras a Ler: um Blog no Coração da Rede” - António Navarro, Bruno Duarte Eiras, Maria José Amândio

15:30

Intervalo para café

15:45

“Perfil de Leitores de Blogues de CI” - Paulo Sousa

"O blogue pessoal/profissional como escape terapêutico = Silly library blogs worldwide” - Adalberto Barreto e Maria Clara Assunção

16:15

Debate

16:30

Sessão de Encerramento

VC: Tele Conferência

Vivam as bibliotecas vivas

lugares camilianos em Trás-os-Montes





Com o meu colega José Manuel Oliveira, a 30 de Abril, e juntamente com alguns membros do Centro Nacional de Cultura, participamos num roteiro Camiliano, em Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar, guiados por Francisco Botelho. Percorremos os lugares da infância e juventude de Camilo e ouvimos de viva voz as pedras, as casas, os rios, um castelo, um fojo, e até uma porta, relatar histórias de um tempo escrito.
Lugares e histórias visitados :
Castelo de Aguiar "O Esqueleto", "Os Mistérios de Lisboa".
Vilarinho de Samardã (casa de Camilo, Igreja, aldeia) "A exumação de um cadáver" in
Duas horas de Leitura.
Fojo do Lobo "O Degradado" in Novelas do Minho.
Ribeira de Pena (Igreja Matriz do Divino Salvador, Capela N.S. Guia, Capela Granja Velha, ponte de arame) "Ao anoitecer da vida", "Maria Moisés" in Novelas do Minho, "Doze casamentos felizes" (6º).
Bragadas (Casa do Barroso - porta) "História de uma porta".
Friúme (casa de Camilo)
Ponte de Cavez e
Capela S. Bartolomeu "Como ela o amava" in Noites de Lamego.

Vivam as bibliotecas vivas.


quinta-feira, 3 de maio de 2007

serão as bibliotecas necessárias no séc. XXI?


"Serão as Bibliotecas necessárias no séc. XXI?"
AULA ABERTA

Dra. Maria José Moura

4 de Maio 2007
19 horas

Sala 1.1. da Faculdade de Filosofia (1º andar)

Universidade Católica Portuguesa


Pr. da Faculdade de Filosofia, nº 1 - Braga

Maria José Moura, licenciada em Ciências Históricas e Filosóficas e Curso de Bibliotecário-Arquivista (U.C.), foi Directora dos Serviços de Documentação da Universidade de Lisboa. De 1987 a 2006, foi Directora dos Serviços de Biblioteca – IPLB/Ministério da Cultura, tendo elaborado e dirigido o Programa da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas. Nesse período, foi também Vice-Presidente do Conselho Superior das Bibliotecas Portuguesas, responsável pelo National Focal PointTelematic for Libraries e membro do Information Society Forum, Bruxelas. Foi fundadora e Presidente da BAD, de que é Sócia Honorária e actualmente Presidente da Assembleia Geral. Condecorada com a Ordem do Mérito, recebeu também (1998, Amesterdão) o Prémio Internacional do Livro, por proposta da IFLA.

Que bibliotecas ? Necessárias a quem?
Vivam as bibliotecas vivas Web 2.0, Web 3.0, Web infinito e mais além.

freebase

O Freebase foi criado pela Metaweb, uma empresa do guru da inteligência artificial Danny Hillis. Basicamente, o que propõe é - “só” - reunir numa plataforma todas as informações dispersas pela web, introduzidas pelos utilizadores, estabelecendo correlações entre essas informações, que podem ssr simplesmente pesquisadas ou então automaticamente utilizadas por outras aplicações informáticas. Ou seja, o Freebase pretende fazer algo de parecido com a Wikipedia ou o Google Base, mas de uma forma dinâmica, isto é, com correlações não estáticas entre os diversos pedaços de informação incluidos na base de dados. Segundo os promotores do Freebase (que é inteiramente aberto e livre), isto correponde à tão falada Web Semântica ou Web 3.0.

Tim O’Reilly já testou o Freebase e faz uma descrição promenorizada - e elogiosa - da aplicação. Nicholas Carr também se refere ao assunto, assim como Michael Arrington e Dave Winer. Enfim, todos os pesos-pesados.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

uma janela para o mundo: bibliotecas e bibliotecários em meio prisional

(mais uma voz bloguista, Bruno Duarte Eiras, que nos apresenta um resumo do trabalho de investigação sobre um tema interessante que nos escapa e foge da nossa observação, apresentado no 9º Congresso BAD, pois trata-se de um estudo sobre as bibliotecas nas prisões.)

"Em 2004 resolvi prosseguir os meus estudos no âmbito das Ciências Documentais através da minha candidatura ao Mestrado em Ciências Documentais na Universidade Autónoma de Lisboa.
Após as primeiras semanas de aulas defini desde logo qual seria o tema da minha dissertação de mestrado. Tendo em conta que em Portugal ainda muito está por estudar na área das Ciências Documentais/Ciências da Informação optei por eleger como tema da dissertação algo ainda nunca investigado em Portugal – bibliotecas de estabelecimentos prisionais.
Normalmente estamos habituados a ouvir falar sobre este assunto no âmbito dos serviços de extensão bibliotecária ou como referência a possíveis área de trabalho (normalmente relacionado com as bibliotecas públicas) ou como identificação de potenciais públicos.
Aquilo que muitas pessoas não têm são informações pormenorizadas sobre este assunto. Ainda que algumas bibliotecas, outras instituições culturais ou particulares façam chegar livros aos estabelecimentos prisionais, poucos sabem de que forma eles são disponibilizados aos reclusos – caso isto aconteça – e em que condições esse acesso é permitido.
Desde há várias décadas que a legislação nacional prevê a existência de bibliotecas em meio prisional (as primeiras referências a espaços de leitura datam de 1901), estando no entanto por definir normas e condições para o acesso a estes espaços. Praticamente todos os estabelecimentos prisionais (EP) existentes em Portugal (em 2006 eram 59) dispõem de um espaço a que de uma forma ou de outra de convencionou chamar de biblioteca.
Para quem esteve atento às últimas notícias que passaram na TV a propósito do Dia Mundial do Livro pode ver que a biblioteca do EP de Tires está relativamente bem equipada (mobiliário e documentos) e possui condições físicas aceitáveis. Mas por incrível que pareça esta situação representa uma das principais deficiências das bibliotecas de EP, isto porque, na maioria dos casos as condições destas bibliotecas estão dependentes dos Directores dos EP, das condições espaciais e estruturais dos próprios EP e da motivação e empenho dos reclusos. A inexistência de normas (ou a sua não aplicação) para a criação, funcionamento e manutenção destas bibliotecas cria assimetrias entre os reclusos consoante estejam num EP de construção mais ou menos recente, com uma localização geográfica mais ou menos central ou com uma comunidade local/regional mais ou menos interventiva. Ainda assim, são de louvar os casos de sucesso resultantes da junção propositada ou meramente ocasional de alguns destes factores que potenciam o aparecimento de verdadeiros “oásis” de acesso à informação e à cultura dentro dos EP.
Ainda com algum motivo de admiração não se pode apontar responsabilidade à Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (entidade que tutela os EP) que no conjunto de todas as suas responsabilidades e atribuições, procura realizar da melhor forma possível e com escassez de meios e recursos a função que alguém designou como a de “corrigir (sistema penal) todos os males que os outros sistemas (sociais, educativos, laboral) não conseguiram”.
Desde 1998 que a Direcção Geral dos Serviços Prisionais e o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas cooperam, através de um protocolo assinado, no sentido de procurar aumentar e renovar as colecções das bibliotecas dos EP e realizar actividades de promoção da leitura. De igual modo, este protocolo prevê a realização de itinerâncias culturais e de concursos literários a nível nacional. É de salientar que este tipo de actividades tem uma ampla adesão por parte dos reclusos, chegando mesmo a organizarem-se outras actividades internas que saem fora do âmbito deste protocolo. Fica assim em aberto a possibilidade da comunidade local/regional poder vir a interessar-se mais por este segmento da população que é consagrado no Manifesto da UNESCO.
Não sabemos quantos Jean Genet os EP portugueses, através das suas bibliotecas, vão produzir, mas sabemos que a existência destes espaços ou pelo menos o acesso aos seus serviços funcionam como factor crítico de sucesso para o processo de reabilitação e reintegração social dos reclusos."

Bruno Duarte Eiras

editor do blogue Entre Estantes e colaborador no Oeiras a Ler

slides da apresentação

Vivam as bibliotecas vivas livres, mesmo que emparedadas!

segunda-feira, 30 de abril de 2007

a arca do conselho : um novo blogue de um arquivista

Nasceu nos Açores, no meio da comunidade emergente dos bloguistas portugueses, a voz do Jorge Afonso, arquivista, e no início de (inter)actividade :

sexta-feira, 27 de abril de 2007

9º Congresso BAD : diário de um anarquista

(o conselho editorial cedeu ao lóbi e publica o diário de uma voz inconfundível do meio bloguista português)

Aterrei em Ponta Delgada em 25 de Março para efectuar uma acção de formação de dois dias na Biblioteca Pública e Arquivo Municipal de Ponta Delgada que correu às mil maravilhas, na medida em que recebi os devidos honorários atempadamente.
No dia 28 pela manhã lá me encaminhei para a Universidade dos Açores. Entre cumprimentos e aplausos efusivos, consegui finalmente dirigir-me à Aula Magna para a Sessão Inaugural e Conferência Plenária. Gostei, como toda a gente, da excelente comunicação de Chris Batt (que números impressionantes: 25% da população em Inglaterra frequenta as Bibliotecas Públicas…). Prometi a mim mesmo ir à net procurar mais “coisas” do Chris mas, como é meu apanágio, ainda não cumpri. A cantina universitária, por seu turno, impressionou-me pela negativa. Os preços não eram especialmente convidativos e o “Bacalhau à Braz” que me puseram no tabuleiro estava frio. A partir daí almocei sistematicamente no bar que ficava no piso superior e pelo mesmo preço serviam a comida quente, o que constituiu na minha perspectiva o mais extraordinário SCIENTIFICAL BREAKTHROUGH de todo o congresso.
Na parte da tarde tive alguma dificuldade em apurar com rigor a localização geográfica do Auditório C, onde assisti com interesse desinteressado à comunicação do António Sá Santos sobre «Marketing nas Bibliotecas», após a qual sai discretamente (tipo elefante numa loja de porcelanas) em direcção ao auditório 1. Perdi, com pena, a comunicação do “doutor” (curvo-me reverencialmente) Eloy Rodrigues, mas no auditório 1 concentravam-se uma série de comunicações das minhas colegas da Câmara Municipal de Lisboa e a minha presença interessada na primeira fila constituía uma oportunidade única para em simultâneo “dar graxa” a toda a comitiva hierárquica que me dirige. Apesar da intenção declaradamente mal intencionada foi bom rever a síntese de «melhoria do desempenho na Rede BLX» da autoria das minhas veneráveis chefes (curvo-me reverencialmente) Eunice Figueiredo e Leonor Gaspar Pinto e do Paulo Silva (the best system librarian ever known). Infelizmente não tive tempo para assistir à comunicação da Sofia Santos e do gang do Serviço de Aquisições e Tratamento Técnico (fica para a próxima), mas tinha de aprender alguma coisa sobre blogues (até porque no dia seguinte ia participar numa mesa redonda sobre o este misterioso tema) pelo que regressei ao saudoso auditório C, onde “apanhei” ainda a Clara Assunção desprevenida a falar sobre «O Centro de estudos musicológicos da BN» e dei por mim a relembrar-me dos dias gloriosos na Fonoteca Municipal (responsável pela minha iniciação à profissão de bibliotecário) a catalogar Material Não Livro…

(TO BE CONTINUED…)

Nota aos bibliotecários: este post deverá ser catalogado a dois níveis
Lamento mas ainda não se livraram de mim… see you soon.


Adalberto Barreto

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quinta-feira, 26 de abril de 2007

não apaguem a memória !



Faço questão de recontar, aos mais novos, o 25 de Abril e de como se vivia na ditadura. Aos meus filhos, alunos, e a outros jovens, não permito falhas na memória. Para todo o sempre e para serem melhores cidadãos.
Fica aqui a referência ao blogue Não Apaguem a memória !, com uma linha editorial perfeita, pelos contribuidores : João Miguel Almeida, Paula cabeçadas, Daniel Melo, Cláudia Castelo, António Melo e Joana Lopes.

“Somos um movimento cívico que nasceu de um acto de protesto contra o apagamento da memória histórica da resistência à ditadura do Estado Novo.

Recusamos absolver historicamente o fascismo e os crimes que em seu nome se cometeram. Não nos move um intuito persecutório, tão só o respeito pelos que, por ansiarem por liberdade, foram perseguidos, presos, torturados e em muitos casos assassinados. Foi numa atitude solidária para com estes resistentes que estivemos no 5 de Outubro de 2005 diante da ex-sede central da PIDE/DGS, na Rua António Maria Cardoso (em Lisboa), em 1 de Abril no Forte de Peniche, em 1 de Julho no Aljube (Lisboa), em 16 de Julho à ex-sede da PIDE no Porto (actual Museu Militar). Quisemos dar público testemunho da nossa recusa no apagamento dessa memória de resistência à tirania.

Apelámos, a todos os que connosco partilhavam esta exigência de cidadania, que subscrevessem a petição à Assembleia da República, onde se reclama ao Estado português o reconhecimento da memória dessa resistência, que lutou sem tréguas para que vivamos em democracia. Essa petição é a Carta Fundadora (ou manifesto) do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória!, contendo os objectivos centrais da nossa acção.

Somos um Movimento de cidadãs e cidadãos livres, auto-organizado e auto-dirigido, plural e aberto, que pretende contribuir para a salvaguarda e divulgação da memória da resistência à ditadura e ao fascismo. Ao fim de mais de 30 anos de regime democrático não se pode adiar mais o reconhecimento dessa resistência na construção da sociedade democrática que é a nossa.

O blogue Não Apaguem a Memória! quer ser um espaço de discussão sobre o que foi o regime ditatorial que dominou Portugal e os portugueses – social, cultural e politicamente – durante quase meio século.

Aceitamos discutir a história, queremos divulgar contributos que permitam melhor conhecer esse período histórico. Privilegiaremos os testemunhos dos antigos presos políticos. Não aceitamos, porém, o branqueamento da Ditadura Militar e do Estado Novo.

Somos pela democracia, pelo respeito das liberdades e pela defesa do Estado de Direito, pela defesa da dignidade dos homens e mulheres que se opuseram ao fascismo.

Estes são os nossos princípios e objectivos. É esta a linha que nos propomos seguir."

Vivam as bibliotecas vivas.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

comemorar 25 Abril : bibliografia de livros proibidos

No baú da memória, encontrei um trabalho que fiz há 15 anos, sobre os livros proibidos no regime fascista (1926-1974) em Portugal : bibliografia.
Este trabalho foi possível pelo empenho, sugestões preciosas, incluindo a sugestão da ideia, do Drº Henrique Barreto Nunes.
O trabalho teve por objectivo a elaboração de uma bibliografia das obras de edição portuguesa cuja circulação esteve proibida durante o regime fascista - Estado Novo de 1926 a 1974.
A censura instituída em 1926 cria uma política de informação repressiva que controlava ideologicamente a população. Não havendo censura prévia sobre os livros, a polícia política apreende-os nas tipografias, nas casas editoras, nas livrarias, nas casas particulares e vigiava a sua circulação nos correios, com total desrespeito pelos direitos do homem. A suspensão da circulação de títulos de publicações; a destruição dos livros; a extinção da Sociedade Portuguesa de Escritores em 1965; as obras proibidas à consulta nas bibliotecas; os autos de busca; a intimação e prisão dos escritores; uma só expressão: repressão cultural. ”Subversivos. Prejudiciais à segurança do estado. Contra os bons costumes”, dizem dos livros. Os livros foram proibidos, violados e perseguidos. Desde o romance, ao ensaio político, à sátira, à reflexão social, à poesia... Os livros que são a criação do espírito, património cultural da Humanidade, fizeram esta descida ao inferno durante o fascismo. Os anos 1975, 76, 77 e seguintes, são de uma riqueza editorial impressionante. As reedições das obras proibidas sucedem-se e posso dizer que foi fascinante, ao longo de muitas horas de trabalho, nos ficheiros da Biblioteca Pública Municipal do Porto, ver reaparecer os autores proibidos em edições livres, após o 25 de Abril: Urbano Tavares Rodrigues, Manuel da Fonseca, Manuel Alegre, José Cardoso Pires, Jean-Paul Sartre, Karl Marx, Henry Miller... múltiplos rostos, percursos, ideias. A elaboração deste trabalho tem como ponto de partida a relação dos livros proibidos da Comissão do Livro Negro Contra o Regime Fascista, que por sua vez se baseou no rol da Comissão Directiva da Associação dos Editores e Livreiros Portugueses, de Julho de 1974. Têm subjacente as comunicações recebidas, da Direcção dos Serviços de Censura e da Direcção Geral de Informação, dos livros que iam sendo proibidos, tanto edições portuguesas como estrangeiras. Tive a constante preocupação, durante o trabalho de pesquisa bibliográfica, de proceder a um levantamento exaustivo nos catálogos manuais da Biblioteca Pública Municipal do Porto, na Biblioteca Pública de Braga, na Base Nacional de Dados Bibliográficos -Porbase e numa biblioteca particular. Ao percorrer as centenas de fichas, constatei que a informação fornecida nem sempre era suficiente: data de edição não expressa, a obra só identificada pelo título e autor e sem atribuição de CDU. Registo, também, o caso de algumas fichas bibliográficas, na Biblioteca Pública Municipal de Porto, não possuírem cota. Tiremos as inferências.
Foram identificados 508 títulos mas cerca de 927 ficaram por localizar: referências deficientes, livros retirados da consulta nas bibliotecas devido à censura, etc. O número total das obras não identificadas contempla, também, as edições brasileiras que não foi possível distinguir das portuguesas com os dados que disponho.

Desde ontem, no E-LIS : Livros portugueses proibidos no Regime Fascista: bibliografia, para comemorar o 25de Abril !
Vivam as bibliotecas vivas!

terça-feira, 24 de abril de 2007

amor de perdição



Vasco Graça Moura, a convite do Diário de Notícias, 23 Abril 2007, escreve uma história original com o máximo de dez palavras, inspirando-se no Amor de perdição de Camilo Castelo Branco :




Teresa e Simão amavam-se. Mariana amava Simão. Morreram de amor.


Diário de Notícias 23 Abril 2007
Vivam as bibliotecas vivas.