terça-feira, 10 de abril de 2007

gestão da qualidade: uma experiência de implementação da CAF


sala de leitura de adultos Biblioteca Pública de Ponta Delgada


A primeira comunicação apresentada ao 9ºCongresso BAD que destaco, da sessão de 30 de Março, é “Gestão da Qualidade: uma experiência de Implementação da CAF”, dos autores Celeste Freitas, Pedro Medeiros, Susana Cabral, António Rosa, Isaura Costa, Madalena Costa, Maria da Graça Melo, Marta Craveiro.

A comunicação pretendeu dar um testemunho do percurso da implementação da CAF, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, no ano de 2006, assim como partilhar a metodologia utilizada, o processo de aprendizagem verificado e os resultados da organização.

Relatam-nos a implementação do processo de auto-avaliação, em quatro fases, o planeamento, apresentação da CAF à organização, o preenchimento da grelha de auto-avaliação e apresentação dos resultados.

Os resultados foram apresentados e partilhados, tantos os pontos fortes e fracos, aqui entendidos como oportunidades de melhoria. A Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada obteve a classificação da organização de 18 valores (valor máximo da CAF é 45), o que significa que o organismo se encontra na área da Qualidade com fortes potencialidades para ascender ao domínio de excelência organizacional (acima de 34). Apresentaram um plano de acções de melhoria, incluídas no plano de actividades da instituição para 2007.

Os autores concluíram que a implementação da CAF, nesta instituição, foi uma oportunidade que aproximou os colaboradores à Direcção e vice-versa, criou momentos de reflexão e de análise crítica construtiva relativamente aos desafios actuais. O trabalho irá continuar com a monitorização das acções do plano de melhorias, no ano de 2007, pela equipa da Qualidade, sendo o desafio seguinte apresentar uma candidatura a certificado da EFQM.

A comunicação retrata um boa prática que devemos implementar nos nossos serviços de informação.

A comunicação pode ser consultada nas actas do 9º Congresso BAD.

Vivam as bibliotecas vivas.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

fórum biblioinfor

O João Pedro, autor do blogue Biblioinfor, acaba de criar um fórum com o mesmo nome Biblioinfor : fórum de biblioteconomia que aborda as questões da área, sendo também um espaço de partilha de ideias e experiências dos profissionais.
Convida-nos a todos a participar, sobretudo os técnicos que estiveram no congresso da BAD para que descrevam e foquem o que se debateu pelos Açores.
Vivam as bibliotecas vivas.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

librarians.ning.com



O Fernando Vilarinho, do blogue Bibliotecas em Portugal, criou uma rede social a que chamou librarians, já com 93 membros. Participam só 3 portugueses...Parece-me que só podemos falar em inglês...Participemos.
Vivam as bibliotecas vivas.

vulcões de lama

foto cedida por Paulo Sousa, 28 Março, no Alcides, Ponta Delgada
vemos os futuros bloguistas Jacinto Guerreiro (Direcção Geral ADSE) e Jorge (Arquivo Oeiras), e ao fundo a Clara e a Luísa, a seu lado não se vê o espanhol António Carpallo Bautista (Universidade Complutense de Madrid), só os seus óculos.
jantar dos bloguistas Pedro Príncipe, Paulo Sousa, Clara Assunção, Júlio Anjos, Luísa Alvim, Adalberto Barreto


O congresso dos Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas terminou, e já voltamos dos Açores.

Nem a propósito, surge-me, na minha secretária, o livro Vulcões de lama, último romance escrito por Camilo.
Metaforicamente falando, nos Açores, ilhas vulcânicas, como lugar de um congresso, tanto podemos falar da lama como da actividade vulcânica, mas este último assunto é muito mais interessante. Sem dúvida, que o painel de discussão sobre a escrita em blogues, na nossa área profissional, contribuiu para o explodir de muitas atitudes, leituras e reflexões. Assim como algumas intervenções, através das comunicações, de colegas que estão vivos e mantêm bibliotecas vivas.
Camilo equipara as paixões humanas às erupções vulcânicas e nem é necessário dizer como Camilo termina o romance, pois a decadência do seu universo vivencial, nesta altura da sua vida (suicídio 4 anos depois), traduz-se em lama, e no romance em relações de amores ilícitos entre o padre Hilário e algumas mulheres.
Desenganem-se os congressistas quanto à comparação do tema do romance com os factos passados neste congresso! Nem me atreveria a tal!

Fiquemos com Camilo e as razões do título desta obra:
"Ordinariamente quando, em estilo metafórico, usamos comparar as férvidas paixões de alguns homens aos vulcões, a comparação vai buscar o símile às crateras do Etna, do Hecla e do Vesúvio. Presume-se pois que os antros do coração humano refolgam fogo de paixões assoladoras como os intestinos do nosso globo jorram arroios de lava candente que subvertem, devastam, devoram, pulverizam ou petrificam toda a natureza viva e morta que abrangem nos seus braços de lavaredas.
Todavia, há aí na casca do planeta paixões cujo símile não dá o Vesúvio, o Hecla nem o Etna. É de Java que ele vem - de Java onde estuam convulsionados uns vulcões de lama que expluem o seu lodo sobre as coisas e as pessoas, primeiro emporcalhando-as, depois asfixiando-as na sua esterqueira espapaçada.
Neste romance estão em actividade permanente, sempre acesas, as crateras das paixões da aldeia, também vulcânicas, exterminadoras; mas sujas de uma porcaria nauseabunda - vulcões de lama", enfim.
Tal é a razão do título."

In Vulcões de Lama, Camilo Castelo Branco, 1886.

Vivam os vulcões das bibliotecas vivas e dos congressos que queremos apaixonados, sem rasto de lama.

sexta-feira, 30 de março de 2007

painel blogues no domínio da ciência da informação

Painel 9º Congresso BAD - ontem 16h30

Criou-se uma comunidade!
Desafiou-se a participação dos profissionais para a utilização dos blogues, enquanto ferramenta de troca de informação, aprendizagem, partilha de conhecimentos, etc.
Incentivou-se os leitores de blogues a participar, discutir e exprimir as suas opiniões nas caixas de comentários.
Parabéns a todos os colegas que participaram, ao Adalberto Barreto, ao Pedro Príncipe, ao Paulo Sousa, à Maria Clara Assunção e ao Júlio Anjos, que com as suas participações, apresentações de trabalhos, enriqueceram esta sessão de uma forma muito inteligente.
Obrigada por nos ajudarem a crescer profissionalmente e por terem contribuído para a mudança de mentalidades, comportamentos na nossa classe profissional. Partilhar e colaborar são vocabulário obrigatório.
Boa viagem até ao continente.
Vivam as bibliotecas vivas.

quinta-feira, 29 de março de 2007

o fogo envolto em nevoeiro

De manhã uma fugida até à Lagoa do Fogo. Magnífica.
Dentro de 40 minutos decorrerá o painel sobre os blogues no domínio da Ciência da Informação, onde estarão presentes alguns bloguistas da nossa praça.

Vivam as bibliotecas vivas.

biblioteca da universidade Ponta Delgada


Hoje, às15h10, 17º, biblioteca repleta de estudantes.
Vivam as bibliotecas vivas.

terça-feira, 27 de março de 2007

9º congresso nacional de bibliotecários, documentalistas e arquivistas

Começa amanhã o 9º Congresso BAD, nos Açores, com a conferência plenária de Chris Batt, que muito tem contribuído para a nossa profissão. A conferência só podia chamar-se The 21st Century Public Library.
Não podia começar melhor!

Programa do congresso
Vivam as bibliotecas vivas.

No final da minha comunicação - 28 Março, depois das 18h00, se conseguir um computador e net, prometo colocar os slides da comunicação "Avaliação da qualidade de blogues", no ar.

segunda-feira, 26 de março de 2007

Camilo na Europeana


A Biblioteca Nacional de França desenvolveu, no âmbito do projecto da Biblioteca Digital Europeia, a Europeana, com 12.000 documentos, provenientes das Bibliotecas Nacionais de França, Hungria e Portugal, segundo os responsáveis, é o protótipo da contribuição francesa para a futura biblioteca digital europeia.

Por exemplo, em relação ao Camilo Castelo Branco, temos acesso ao Amor de perdição, em húngaro, texto completo e aos nossos já conhecidos acessos digitais já editados pela Biblioteca Nacional Digital.

saber mais sobre a Biblioteca Digital Europeia - consulta blogue Bibliotecas em Portugal
Vivam as bibliotecas vivas.

quinta-feira, 22 de março de 2007



Exposição Hans Christian Andersen

inauguração 23 Março 10h00
Casa de Camilo-Centro de Estudos
S. Miguel de Seide

de 23 Março a 2 Setembro 07
2ª a 6ªfeira 10h-17h30
sábado, domingo 10h30-12h30/14h30-17h30

terça-feira, 20 de março de 2007

a noite abre meus olhos


Acompanhou-me durante as últimas férias. No pico mais alto ou junto do mar. A noite abre meus olhos, de José Tolentino Mendonça, padre, poeta.


24 Março 18h00 Livraria Arquivo [ www.arquivolivraria.pt ] Leiria . o livro transformado em encontro - a noite abre meus olhos - com os poetas José Tolentino Mendonça, Ana Luísa Amaral, Manuel António Pina, Jorge Melícias, valter hugo mãe, José Rui Teixeira. Todos os meus preferidos.
Vivam as bibliotecas vivas.


segunda-feira, 19 de março de 2007

manifesto do povo do livro


Em Setembro de 2006, no Brasil, cerca de 3000 profissionais ligados ao livro redigiram e entregaram ao Presidente Lula o Manifesto do Povo do Livro. Provavelmente a revitalização e criação de bibliotecas públicas brasileiras, solicitado neste manifesto não vai, só por si, fazer aumentar o índice da leitura. A política da Leitura tem que ser concertada a muitos níveis. Temos o caso português que iniciou a rede de leitura pública, com construção de bibliotecas públicas nas sedes de concelho, sem interligação com nenhum plano de leitura eficaz e assumido politicamente. Recentemente iniciou-se um Plano Nacional de Leitura com o objectivo principal de elevar os níveis de literacia dos portugueses e colocar o país a par dos nossos parceiros europeus. Envolve o Ministério da Educação, em articulação com o Ministério da Cultura e o Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares, e foi assumido como uma prioridade política. Vamos acreditar e trabalhar juntos.
Vivam as bibliotecas vivas.

fonte Blogue Acervo Mínimo : Biblioteconomia et cetera, por Adalberto Diehl Rodriguez

quinta-feira, 15 de março de 2007

boa tarde às coisas aqui em baixo

Cada título é um poema, cada livro é uma história pessoal. Parabéns ao António Lobo Antunes.


ontem não te vi em Babilónia
não entres tão depressa nessa noite escura
que farei quando tudo arde?
tratado das paixões da alma
a ordem natural das coisas
eu hei-de amar uma pedra
exortação aos crocodilos
fado alexandrino
a explicação dos pássaros
as naus
auto dos danados
o esplendor de Portugal
os cus de judas


se hoje ouvirdes

fotografia tirada da janela do quarto de Camilo Castelo Branco, em Seide
por L.A. Fev. 07



"Em Camilo, diz-se, não há uma árvore."



Cabral do Nascimento, nota preliminar a "Um Livro" de Camilo Castelo Branco

quarta-feira, 14 de março de 2007

director biblioteca 2.0

As sugestões para ser um director 2.0:

1. Menos hierarquia, aplainar a pirâmide
2. Con
fiança no staff

3. Transparência nas decisões

4. Envolvimento de todo o staff nas decisões
5. Explicar as decisões com honestidade

6.Criar um estrutura que implemente as decisões

7. Encorajar o staff a partilhar conhecimento

8. Permitir ao staff tempo para aprender a utilizar novas tecnologias

9.Ouvir, ouvir, ouvir

10. Permitir a comunicação interna com fóruns, blogues, etc.

Library Director 2.0 fonte : Sites and Soundbytes: Libraries, Books, Technology and News
post de As minhas experiências na direcção nem sempre correram bem, fui aprendendo com os erros e obrigatoriamente tive que frequentar o Seminário de Alta Direcção. O que a Administração Pública portuguesa propõe para as chefias aprenderem? Balanced Scorecard; gestão de processos, cultura organizacional, gestão das pessoas, modelos de avaliação do desempenho, técnicas de decisão, políticas de inovação e comunicação, gestão estratégica e de projectos. Uau!
O que as bibliotecas 2.0 aguardam destes gestores? Que eles se demitam.
Já cumpri o ponto 9 da Library Director 2.0, da Tasha Saecker!
Vivam as bibliotecas vivas.

terça-feira, 13 de março de 2007

agora sou eu que digo impressionante, Júlio!

Estava sossegada a ler as novas do LisNews, 12 de Março, quando dou a minha ronda habitual pelos RSS e já o nosso colega Júlio tinha criado uma rede social e traduzido parte do software do Ning.com, partindo da notícia da criação da rede social de Bill Drew, EUA, library20.ning.com.
Enquanto escrevia um post, afirmando que em Portugal não existiam redes sociais para profissionais BAD, e animando todos a consultarem estas novidades, eis que surge :

Bibliotecarios 2.0

Profissionais de Informação Documentação, de língua Portuguesa que se sentem 2.0

Parabéns Júlio Anjos pela intervenção e pelo abanar da nossa individualidade. Colaborar, partilhar e discutir a nossa profissão.

Vivam as bibliotecas vivas!

segunda-feira, 12 de março de 2007

leitura de blogues


Para responder ao colega Júlio Anjos, do bibliotecário 2.0,
post de 12 Março:
Reconheço que os professores das pós-graduações e mestrados em Ciências da Informação ainda têm muito que fazer para estarem actualizados e fomentarem a biblioteca 2.0.
Mas diria que, em Portugal, o que é mesmo impressionante é os professores de CI, além de leccionarem na universidade, têm que manter um 2º emprego para sobreviverem, roubar algumas horas do tempo à família para estudarem e fazerem um doutoramento, que nunca mais chega ao fim, prepararem as aulas com matérias que acrescentem algo mais rico aos programas, ainda do tempo da biblioteca 1.0, e quase que não sobra tempo para leitura de blogues, jornais da área ou de outros sistemas avançados para se actualizarem. Isto tem sido a história da minha vida e de muitos docentes...! Nem os RSS e marcadores sociais nos salvam !
Habitualmente, digo aos meus alunos ( de Indexação) que estudem as teorias do Ranganathan, Dewey e de outros teóricos da indexação, mas consultem também blogues e sítios web que contribuem para a actualização sobre categorias, tags, folkosonomias e outras novidades da web. É um mundo a descobrir e a construir. Quem tem a tarefa de formar profissionais da Informação tem à sua frente um dos maiores desafios do mundo de hoje.
E cabe-nos ainda manter bibliotecas vivas!
Vivam as bibliotecas vivas.

sexta-feira, 9 de março de 2007

o bibliotecário progressista

Para ler, no Bibliotecário Anarquista: o bibliotecário progressista
uma constatação a que muitos bibliotecários progressistas chegaram. O preço a pagar pela tal "coisa" é muito caro. Alguns já experimentaram os saldos da função pública.

o olho de vidro

Camilo romanceia a vida, do médico setecentista, Brás Luís de Abreu, autor de "Portugal Médico", mais conhecido pelo doutor "olho de vidro". Este homem, casado, pai de 8 filhos, ao fim de 14 anos de um feliz casamento, separa-se e recolhe a um convento, assim como a sua mulher.
Que mistério encobre esta separação deste casamento?

Camilo desvenda o segredo. Nós adivinhamos.
Não perguntem o fim ao Valter Hugo Mãe!


O Olho de vidro de Camilo Castelo Branco pdf
Lisboa : Esfera do Caos Editores, 2006

quinta-feira, 8 de março de 2007

10 Março


Leçons de Ténèbres
de François Couperin

pelo Grupo Vox et Organum
direcção artística Paulo Alvim

10 Março | sábado | 16h00
Igreja da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco | Porto
entrada livre
IV Ciclo de Órgão e Música Sacra

As Leçons de Ténèbres para a liturgia de quarta-feira Santa foram escritas por François Couperin em 1714, para a Abadia de Longchamp. Utilizam o texto das Lamentações de Jeremias, do Antigo Testamento, onde o profeta (que viveu num dos períodos mais conturbados da história do povo de Israel, o fim do reino de Judá e a destruição de Jerusalém, 587/86 a.C., pelo império da Babilónia) exorta à fidelidade e à confiança em Deus. Para a tradição católica, as Leçons simbolizam a solidão de Cristo abandonado pelos apóstolos.


Porque o dia 10 é um grande dia para os Alvim. (nasçeram 3 !) Parabéns a todos!
Vivam as bibliotecas vivas.

sempre

Vivam as bibliotecas vivas

quarta-feira, 7 de março de 2007

diário de Saad Eskander

Abril 2003
fonte Gleb Garanich/Reuters

No centro de Bagdad, a Biblioteca Nacional do Iraque foi incendiada, saqueada e destruída. O que resta de uma cultura milenar vai-se perdendo. Assim como todas as vidas que o director Saad Erkander relata no seu diário, no sítio web da British Library. Uma escrita emocional dos acontecimentos pós-guerra que teimosamente Saad reescreve. Mensalmente publica o impacto da guerra no seu staff : assassinatos, raptos, mortes de familiares...documentos e vidas perdidos. Aqui são para sempre.
Uma voz que clama uma biblioteca viva.

fonte: Bibliotecas em Portugal

Diário de Saad Eskander, director da Biblioteca e Arquivo Nacional do Iraque - via British Library

Página da Biblioteca e Arquivo Nacional do Iraque
Vivam as bibliotecas vivas.

terça-feira, 6 de março de 2007

semana da leitura 2007


Ler mais com os miúdos, com os jovens e em família. A Semana da leitura serve para incentivar a leitura como prazer. Como fazê-lo?
A proposta é ser uma festa, com os professores, os bibliotecários e os pais que possuem a grata experiência de se sentirem felizes quanto lêem ou quando recontam histórias maravilhosas aos mais novos.
Há bibliotecários que não lêem, há professores que detestam ler, há pais que não têm tempo. Vamos lá ver que mensagem é que se passa às crianças e jovens, numa semana tão pequena.
Vivam as bibliotecas vivas.

Plano Nacional de Leitura

sábado, 3 de março de 2007

parabéns 2

BuchBilderBuch de Quint Buchholz


os leitores são mais importantes que os livros

Luis Sáez

Viva Biblioteca
Viva

sexta-feira, 2 de março de 2007

parabéns 1

Mann auf einer Leiter de Quint Buchholz


O livro é um instrumento de combate e de salvação

Fernando Savater

Viva Biblioteca Viva

quinta-feira, 1 de março de 2007

a freira no subterrâneo


História da freira Bárbara Ubryk, emparedada num subterrâneo de um convento carmelita em Cracóvia, traduzida por Camilo Castelo Branco, da obra "Les amoureuses cloitrées", prefaciada e provavelmente a editada pelo escritor.
Acabei de a ler ontem à noite, numa vertiginosa corrida para chegar ao fim. Está escrita na tonalidade de Camilo, abrilhantada com um "erotismo religioso" e com uma leitura assaz interessante da "Legenda aurea" de Jacobus de Voragine (conheço razoavelmente esta obra, da época em que trabalhei com os incunábulos da Biblioteca Pública de Braga, e nunca a tinha lido desta forma, com este olhar).
Os títulos dos capítulos denunciam o tom: "as núpcias celestiais", o "aprisco do Senhor", o "recinto da penitência". Um romance sobre o fanatismo religioso, as clausuras e penitências impostas num perturbante percurso de uma noviça carmelita, que ao tentar fugir das sevícias penitenciais, com o seu amado, se vê presa na "cova negra" em completa abstinência, sem "o pão da amargura e a água das angústias".
O processo relativo ao encarceramento de Bárbara durou longo tempo, nunca haverá julgamento, e ela termina os seus dias num hospital. Os pormenores da novela ficam para os leitores.

Projecto Vercial - Obras integrais de Camilo Castelo Branco (CD-ROM)
Vivam as bibliotecas vivas.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

doze casamentos felizes

Nas Memórias do Cárcere, Camilo afirma acerca do livro "Doze casamentos felizes", que escreveu enquanto esteve preso:

"...do livro publicado com o título Doze casamentos felizes escrevi seis ou sete na cadeia. Senti prazer naquelas ficções, e orgulhei-me de ter nelas imaginado a vida como ela podia ser, sem desbarato do divino engenho que bafejou o lodo dos corações".

Os 12 casamentos são uma série de 12 novelas que desenvolvem o tema da felicidade no casamento, mesmo com as contendas da vida, as diferenças e as extraordinárias coincidências dos encontros e desencontros, o final é sempre feliz.
Vivam as bibliotecas vivas.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

E-LIS


E-LIS é um arquivo em livre acesso para documentação no domínio das Ciências da Informação, em regime gratuito, para o depósito e pesquisa, e em auto-arquivo. Fundado em 2003, tem cerca de 4.900 documentos (texto completo, artigos, conference proceedings, etc.), e está hopedado no AEPIC Team, CILEA (Itália) com a colaboração de editores voluntários espalhados pelo mundo.Utiliza o software GNU E-PRINTS. Para mais informação ler o artigo de Heather Morrison depositado no E-LIS: "E-LIS : the Open Archive for Library and Information Science"
Blogue de Heather Morrison - The Imaginary Journal of Poetic Economics

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

bokrea

Ontem , 21 graus negativos na sombra. Ao sol, 14 negativos. Na Suécia.
Mesmo com estas temperaturas festeja-se a Bokrea - saldos de livros. Os suecos fazem filas intermináveis à porta das bibliotecas, museus, livrarias e secções de livros nos supermercados, a partir da meia noite de 25 de Fevereiro, com o objectivo de comprarem livros mais baratos.
As bibliotecas têm mesmo que saldar livros (actuais, bestsellers) para terem espaço para adquirir outros mais recentes. Sim, isto acontece mesmo...Em Portugal as bibliotecas têm que adquirir nos saldos quando sobra alguma verba no orçamento das instituições.Quando não sobra nada, as bibliotecas ficam paradas no tempo. Não há reclamações dos utilizadores! E os bibliotecários quando desmascaram estas situações são silenciados. Na versão sueca, são saldados.

Blogar sobre Bokrea
Vivam as bibliotecas vivas.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

José do Telhado

De todos as personagens e casos focados nas Memórias do Cárcere, a história de capa e espada do José do Telhado é das mais interessantes. Camilo, enquanto esteve preso por adultério, conviveu com os maiores proscritos da sociedade, alguns inocentes, outros a quem ele limpou da crueldade, analisando sublimemente a condição humana e as condições sociais da época.
O herói Zé do Telhado, que faz parte da memória colectiva minhota, transforma-se, com Camilo, num mito nacional. De criminoso a herói.

"Este nosso Portugal é um país em que nem pode ser-se salteador de fama, de estrondo, de feroz sublimidade! Tudo aqui é pequeno: nem os ladrões chegam à craveira dos ladrões dos outros países! Todas as vocações morrem de garrote, quando se manifestam e apontam extraordinários destinos!"

In Memórias do Cárcere, Camilo Castelo Branco

Foi escrito por Camilo em 1862!
Vivam as bibliotecas vivas.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

as vinhas da ira

CICLO "UM LIVRO, UM FILME"

"As Vinhas da Ira", de John Ford
"As Vinhas da Ira" de Steinbeck

CONVIDADO: Mário Augusto (jornalista)
sexta-feira, 23 Fev. 07
Auditório do Centro de Estudos Camilianos, em S. Miguel de Seide
Entrada Livre

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

estômago


Ainda no Coração, Cabeça e Estômago, o Estômago é o livro que menos tem a ver com os ideais de Camilo. Aqui, na realidade, ele não defende um positivismo prático nem tem a convicção de que a felicidade se realiza no regresso à terra, apesar de Silvestre Silva morrer "pela boca", de indigestão!

"- Esquece-te, brutaliza-te, faze-te estômago, se queres viver à imagem do Deus, que faz os homens neste tempo!
O único livro, que lhe vi à cabeceira da cama, era a Fisiologia do paladar de Brillat-Savarin, e a Gastronomia, poema de Bouchet."

Vivam as bibliotecas vivas.

domingo, 18 de fevereiro de 2007

cabeça

de Mazen Kerbaj

Cabeça, segunda parte do Coração, Cabeça e Estômago, é a fase da vida da personagem central, Silvestre, em que este tem "relações sérias" com as mulheres. O poder do subconsciente a comandar os sentidos, a lei da paixão a ser refreada. Camilo escreve a Cabeça depois de ter estado na Prisão da Relação do Porto, onde esteve preso por causa do seu grande amor por Ana Plácido, acusado de adultério.
Inicia este livro com a seguinte sentença:

"O Homem não se deve sómente à sua felicidade: - primeira máxima."

Seguem-se outras, para o estômago trincar!
Vivam as bibliotecas vivas.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

coração

Na primeira parte do livro Coração, Cabeça e Estômago, é o Coração que comanda a vida da personagem Silvestre Silva.
Nesta fase da sua vida sentimental, Silvestre ama 7 mulheres! Só casará, na fase do Estômago, com a Tomásia.

O Museu Nacional da Imprensa está a promover a sétima edição do Concurso de Textos de Amor originais.

Trata-se de uma iniciativa especial para o Dia dos Namorados que se prolonga por uma semana, até ao dia 21 Fevereiro 2007.

Durante a “semana dos namorados” o museu está aberto à recepção de textos originais alusivos ao amor e os visitantes poderão imprimir poemas de carácter amoroso.

Dirigido aos apaixonados de todas as idades e residentes em qualquer parte do país, o concurso vai premiar o melhor texto concorrente, em poesia ou prosa, com viagens, livros e cd-roms.
Vivam as bibliotecas vivas e os museus vivos!

coração, cabeça e estômago

Camilla Engman

Editado em 1862. A história é a autobiografia sentimental de Silvestre da Silva, que ao morrer deixa de herança, a Camilo, três livros, o 1º Coração, o 2º Cabeça e por último Estômago, que Camilo vai editar.
Desenganem-se. Camilo escreve, na realidade, este romance, contemplando as três fases da vida de Silvestre da Silva (dele próprio?), e não deixa de fazer crítica à vida da sociedade da época, sobretudo da cidade do Porto, onde ele próprio esteve preso e foi julgado no processo de adultério.
Nas três partes do livro, guia-nos pelas memórias de Silvestre, através das quais nos revela como a personagem se deixou guiar pelo coração, pela cabeça ou pelo estômago.
O editor interpela o narrador, o narrador ri-se da personagem Silvestre, o narrador contrapõe o editor, etc, etc. Soberbo, na arte de fingir. Supera o dramatismo e romantismo do Amor de perdição, renega-se, renega um estilo, uma filosofia, e genialmente ri-se dele próprio.
Vivam as bibliotecas vivas.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

para a ana plácido

"Queen" de Camila Engman
Camilo escreveu sobre Ana Plácido:

"É uma alma de ferro a desta mulher. Faz orgulho amá-la! Os próprios inimigos se espantam, e dizem que sou eu que lhe dou a coragem. Mentem. É ela que se maravilha a si própria"

in "Correspondência de Camilo Castelo Branco", Alexandre Cabral

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

inquérito no rato de biblioteca

O Pedro Príncipe, Rato de Biblioteca, participante no Painel "Weblogues no domínio da Ciência da Informação", no 9º Congresso BAD, lança um inquérito, no seu blogue, para tentar recolher informações pertinentes para a reflexão. Isto é que é trabalhar. Aprende Luísa. Vamos participar respondendo ao inquérito. Eu já votei!
Vivam as Bibliotecas Vivas.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

casa da leitura

O portal Casa da Leitura criado pela Fundação Calouste Gulbenkian, com os colaboradores Ana Margarida Ramos, António Prole, João Paulo Cotrim, Sara Reis Silva, e muitos outros entusiastas, já está disponível para promover o livro e a leitura, tirar dúvidas e disponibilizar recensões de mais de 500 livros dirigidos à infância e adolescência, biografias e bibliografias, com actualização semanal, e facultar respostas a dúvidas, de famílias e profissionais, sobre práticas de leitura.
O portal destina-se aos mediadores da leitura, bibliotecários, professores, e ao público em geral, sobretudo pais e educadores.
Vivam as bibliotecas vivas.

hossana


O folheto intitulado Hossana de Camilo Castelo Branco, impresso no Porto em 1852, previamente publicado no jornal "Cristianismo", e desde a 1ª edição, na obra, "Duas épocas da vida" e "Preceitos da consciência", é composto por poemas religiosos do escritor.
Na primeira parte, apresenta as poesias religiosas, de pendor reflexivo, sobre os chamados «Sete Salmos Penitenciais», que fazem parte das sete súplicas distribuídas no Saltério (Salmos 6; 31; 37; 50; 101; 129; 142), e que a tradição cristã utiliza para invocar o perdão dos pecados. São célebres os comentários de S. Gregório Magno aos sete Salmos. Mas, quem melhor do que Camilo para retratar a condição humana?
Na segunda parte, Camilo apresenta os sete poemas "As Sete Dores de Maria Santíssima". Mais uma vez, uma temática de tradição cristã, que venera de modo especial as sete dores de Maria, que são: "a profecia de Simeão; a perseguição de Herodes e a fuga da Sagrada Família para o Egipto; a perda do Menino Jesus no Templo de Jerusalém; o encontro desta Mãe com Seu Filho; carregando a Cruz, no caminho para o Calvário; a Crucificação de Nosso Senhor; quando recebeu nos seus braços o corpo de Jesus Cristo, descido da Cruz; quando depositou Jesus no sepulcro, ficando Ela em triste solidão."
Camilo, em Hossana, retrata a sua fé.
Uma crença aclamada só na sua poesia?

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

sarapatel de anjos e lágrimas

A blogosfera
fonte: blogue Data mining de Mattew Hurst

Camilo tem razão. Duas épocas na vida, a idade da determinação do coração e a idade da determinação da consciência. Não sendo uma sequência, é uma dinâmica que comanda a escrita e a vida. Diria, António Damásio, que a consciência, função biológica crítica, permite-nos conhecer a tristeza e a alegria, o amor e a perda.
O "sarapatel de anjos e lágrimas", que provoca a leitura da poesia na obra "Duas épocas na vida" do Camilo, é próprio, como ele mesmo diz, do insondável mistério humano.
António Damásio defende que a consciência é a chave para a vida examinada, a certidão para conhecer os sentimentos, as emoções. Provavelmente, a obra de Camilo está na cabeceira de Damásio.
Vivam as bibliotecas vivas.

o grande silêncio

Cartuxa, Alpes

Em 1998, estive nos Alpes franceses, em Grenoble, durante cerca de um mês, reunida com bibliotecários dinamarqueses e franceses. Representava oficialmente a Associação Bibliomédia e a Biblioteca Municipal de V.N. de Famalicão, no Seminário “Construire L´Europe dans les Bibliothèques: l´approche de l´histoire et de la littérature de 3 pays européns Dinamarca, Portugal , França”.
Desenvolvíamos um projecto de intercâmbio cultural e literário entre estes países. Visitamos muitas bibliotecas públicas da região, a casa do escritor Sthendal, alguns museus e aprendemos muito uns com os outros. Discutíamos um renascimento social, através dos livros, periódicos, bibliotecas, que transformariam a sociedade. Construir a Europa, uma Europa mais unida pela diversidade cultural.
Subimos à montanha, de carro, e demos longos passeios a pé. Apreciei, de longe, a Cartuxa.
Na altura, tão ávida e apressada que estava em aprender tudo, que só por uma graça inexplicável, me apercebi do "grande silêncio".
O filme Die grosse Stille, do cineasta alemão Phillip Groning, sobre a vida de contemplação e meditação dos monges da Ordem Cartusiana, da Cartuxa dos Alpes, está a surpreender o mundo de hoje. Deixemo-nos, também apanhar desprevenidos e silenciemos a nossa existência, para ver e sentir a Chartreuse.
Não sei explicar, mas as bibliotecas, definitivamente, cruzaram-se com minha vida.
Vivam as bibliotecas vivas.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

memórias de uma família III


Decorreu, no Teatro Nacional de S. Carlos de 6 a 11 de Novembro 1991, o "Amor de Perdição", um drama musical em 3 actos para cantores, actores e músicos. A música de António Emiliano e o libreto de António S. Ribeiro (baseado no romance de Camilo) transformaram o romance num drama muito próximo de uma ópera, nunca deixando de ser teatro declamado e simultaneamente cantado. Foi uma produção com os actores residentes do Teatro Nacional D. Maria II e dos cantores do Teatro Nacional de S.Carlos.
O libreto abre e fecha com a mesma frase:

"Amou, perdeu-se e morreu amando"

In Amor de Perdição e em todo o universo Camiliano.
Vivam as bibliotecas vivas.

Pode ser consultado na Casa de Camilo:
Amor de perdição : drama musical em três actos para cantores e actores e músicos / Teatro Nacional de S. Carlos, Teatro Nacional D. Maria II ; música por António Emiliano ; libreto de António S. Ribeiro. - Lisboa : Teatro Nacional de S. Carlos, 1991. - 67 p. : il. ; 22 cm. - Contém: autógrafo de Alexandre Cabral no anterrosto .- Espéctáculo apresentado em estreia absoluta nos dias 6, 8, 10 e 11 de Novembro de 1991.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

memórias de uma família II


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Podemos descobrir em Amor de Perdição, filme de Manoel de Oliveira, uma adaptação soberba da obra de Camilo Castelo Branco. O filme tem como argumento o próprio livro. Nada no filme escapa ao romance, tendo até Oliveira a ousadia de acrescentar uma ou duas cenas adicionais. É o caso do desembarque da família Botelho no Douro, a caminho de Vila Real. Momento que associa a futura tragédia de Simão, protagonista da obra, pois ali ele voltará a embarcar para África. O filme é uma espécie de teatro filmado, onde as personagens são voz.
Perdição. O Amor assim entendido, leva Mariana, Teresa e Simão a encontrarem-se na Morte, encontro magnificamente filmado por Manoel Oliveira.
Vivam as bibliotecas vivas.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

memórias de uma família


Luís Amaro de Oliveira (1920-1991), professor, autor de inúmeros livros didácticos sobre escritores portugueses, escreve uma síntese crítica, análise literária do "Amor de perdição", no ano de 1975. Muitos alunos estudaram a obra camiliana por este estudo.
O que tem Luís Amaro de Oliveira de tão especial? Para além de apaixonado pelo Camilo, sensibilizou jovens leitores para a narrativa do escritor; foi amigo do cineasta Manuel de Oliveira, e participou activamente em reuniões de preparação das filmagens do "Amor de Perdição". Seu filho, José Nuno Oliveira, guarda religiosamente os rascunhos de desenhos de cenas do filme desenhadas, em toalhas de papel do restaurante, pelo Luís e o Manuel de Oliveira.

"Vi na secretária do Luís Amaro (o de cá...) a sua edição do "Amor de Perdição", cobicei-lhe o livro, li o seu comentário – e quero felicitá-lo: é uma lúcida, original, fundamentada, válida leitura crítica do texto camiliano".

JACINTO DO PRADO COELHO, correspondência particular, 16/12/76

Homenagem a Luís Amaro de Oliveira - Póvoa de Varzim, 1998

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Victor Hugo e Camilo


"L´amour n´a point de moyen terme : ou il perd, ou il sauve."
Victor Hugo

Pensamento impresso na folha de rosto da obra "Amor de Salvação", 8ª edição, de Camilo Castelo Branco.
Em 21 de Agosto de 1889, Camilo oferece, a seu filho Nuno, "Os Miseráveis" de Victor Hugo, seu admirado escritor francês e seu contemporâneo. Este obra pertence ao espólio da Casa de Camilo, para sempre ligada com a vida de Victor Hugo.
Vivam as bibliotecas vivas.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

amor de salvação III


Hoje, no Minho, 9h45
Seide

"Estava claro o céu, tépido o ar, e as bouças e montes floridos. O mês era de Dezembro, de 1863, em véspera de Natal.
A gente das cidades pergunta-me em que país do mundo florescem, em Dezembro, bouças e montados.
Respondo que é em Portugal, no perpétuo jardim do mundo, no Minho, onde os inventores de deuses teriam ideado as suas teogonias, se não existisse a Grécia."

In Amor de Salvação
Camilo Castelo Branco

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

amor de salvação II

A Biblioteca do Estado de Vitória, em Melbourne, Austrália, inaugurou uma noite de “speed dating” (encontros românticos rápidos) com um traço literário. Quem comparece ao encontro deve levar um livro que goste ou odeie, para puxar conversa, assegurando que não haverá silêncios constrangedores durante as séries de conversas, de cinco minutos, com os diversos solteiros do grupo.
É ‘speed dating’ com livros. A ideia é juntar os amantes de literatura.
O primeiro encontro foi rapidamente preenchido por 52 participantes, e 13 casais que se conheceram no local marcaram encontros futuros. A iniciativa provou ser um sucesso tão grande que mais noites de encontros já estão programadas para este ano.
Entre os livros levados para a primeira noite de encontros estavam “O Diário de Bridget Jones”, de Susan Fielding; “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, de Douglas Adams; e alguns romances do autor japonês Haruki Murakami.

Fontes:
Bibliorandum , State Library of Victoria, Austrália

Vivam as bibliotecas vivas. Com o Amor de Salvação!

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

amor de salvação I

Camilo, na Observação inicial do Amor de Salvação, justifica o título da obra:

"Para o amor maldito, duzentas páginas; para o amor de salvação as poucas restantes do livro. Volume que descrevesse um amor de bem-aventuranças terrenas, seria uma fábula."

A primeira edição desta obra é de 1864, e o amor de felicidade e bom exemplo ainda não tinha chegado a Camilo. Aliás, ele próprio defende que tem que tardar, o coração tem que passar pela reabilitação, e a consciência de regenerar-se para encontrar a tábua, na vida naufragada, que o irá salvar.
Bem-aventurados os que se passeiam pela vida, nas margens serenas, do amor que salva !
Vivam as bibliotecas vivas.

Blade Runner na Casa de Camilo

Para ler no Abrupto, de José Pacheco Pereira.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Camilo dixit

Caricatura de Camilo por Vasco


Lede como quem se recreia.
Para isso comprais este livro.


In : advertência "O Livro Negro do Padre Diniz"
Camilo Castelo Branco

marcar os livros com frases de Camilo

José Pacheco Pereira esteve em Seide, na 6ª feira, e hoje, no Abrupto, destaca os marcadores de livros com frases de Camilo Castelo Branco, oferta da Casa Museu.

"um livro bem pensado e bem composto só admira os dez literatos inteligentes que por aí vivem, lurados na sua obscuridade."
In Correspondência epistolar, CCB

Perguntaria, Camilo, se fosse vivo:
Quem são estes dez literatos? (10 Grandes Portugueses?)
Que livros de JPP irão marcar os marcadores?
Aguardam-se sugestões.
Vivam as bibliotecas vivas

domingo, 28 de janeiro de 2007

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

uma invenção lorpa

Inicia Camilo o romance Anátema, no capítulo 1, com o título:
"No qual se prova que o autor não tem jeito para escrever romances".

"Este começa por onde acabam os outros", ou seja com um casamento! Nove luas depois... o baptizado!
(Continua Camilo)
"vamos fechar este capítulo.
- Com que lance dramático?- pergunta o leitor.
- Nenhum! - respondo eu.
- Porque não inventaste um encapotado, que viesse perturbar este festim, como o Mane Tacel Phares de Balthazar?
- Era uma invenção lorpa - respondo eu.
- Pois não houve mais nada!? - torna o importuno.
Houve o seguinte:
O menino que fazia anos, meteu-se na capoeira das galinhas e degolou-as todas!
Acaba melhor do que eu imaginara."

São os diálogos que Camilo inventou para nós, leitores de invenções lorpas.
Vivam as bibliotecas vivas.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

maria josé moura

Inventou o futuro das bibliotecas públicas.
Sem a Maria José Moura não existiam bibliotecas públicas em Portugal. Existiam bibliotecas públicas, mas não as que ela sonhou e que alguns bibliotecários, com ela, fizeram crescer.
Proporcionou-nos o melhor, as viagens de estudo, as conferências internacionais, o aprendermos juntos, a realização de projectos, a não pararmos nunca pela maior causa, a tal revolução silenciosa, da Leitura Pública.
Encontramo-nos, bibliotecários de coração e alma com MJM, no próximo sábado, para gozarmos o gosto de estarmos vivos, e juntos ainda caminharmos.
Vivam as bibliotecas vivas.

Nota biográfica de Maria José Moura (não está actualizada)
Começou a sua carreira de bibliotecária na Universidade de Lisboa, onde desempenhou o cargo de Directora dos Serviços de Documentação e Publicações. Entre outras actividades, foi professora do Curso de Especialização em Ciências Documentais das Universidades de Coimbra e Lisboa, Coordenadora Geral da Comissão do Inventário do Património Cultural e adjunta do Gabinete do Secretário de Estado da Cultura.

Organizou e participou em diversas conferências e seminários internacionais e tem uma bibliografia que inclui os Relatórios sobre as Bibliotecas Públicas em Portugal (1986 e 1996).
Foi Directora de Serviços de Bibliotecas, no Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, vice-presidente do Conselho Superior das Bibliotecas Portuguesas, presidente do Ponto de Convergência Nacional do Programa Telemática para Bibliotecas da União Europeia, e membro do Information Society Forum – Bruxelas.

Foi condecorada com a Ordem de Mérito e, em 1998, recebeu o Prémio Internacional do Livro, atribuído pelo “International Book Committee”, sob proposta da IFLA.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

o padre Diniz e Blade Runner

Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? O que nos torna humanos?
O filme Blade Runner aponta para estas questões religiosas e filosóficas. Deckard, ex-Blade Runner, veio para a Terra à procura do seu Criador, para tentar aumentar o seu período de vida e escapar à morte que se aproxima.
O Livro do Padre Diniz, não faz outra coisa. Através desta fantástica personagem, Camilo apresenta-nos a metamorfose de um homem que se procura em Deus.
Deste modo, fica o convite, um livro e um filme para ver e ler.
Vivam as bibliotecas vivas.