quarta-feira, 4 de abril de 2007

vulcões de lama

foto cedida por Paulo Sousa, 28 Março, no Alcides, Ponta Delgada
vemos os futuros bloguistas Jacinto Guerreiro (Direcção Geral ADSE) e Jorge (Arquivo Oeiras), e ao fundo a Clara e a Luísa, a seu lado não se vê o espanhol António Carpallo Bautista (Universidade Complutense de Madrid), só os seus óculos.
jantar dos bloguistas Pedro Príncipe, Paulo Sousa, Clara Assunção, Júlio Anjos, Luísa Alvim, Adalberto Barreto


O congresso dos Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas terminou, e já voltamos dos Açores.

Nem a propósito, surge-me, na minha secretária, o livro Vulcões de lama, último romance escrito por Camilo.
Metaforicamente falando, nos Açores, ilhas vulcânicas, como lugar de um congresso, tanto podemos falar da lama como da actividade vulcânica, mas este último assunto é muito mais interessante. Sem dúvida, que o painel de discussão sobre a escrita em blogues, na nossa área profissional, contribuiu para o explodir de muitas atitudes, leituras e reflexões. Assim como algumas intervenções, através das comunicações, de colegas que estão vivos e mantêm bibliotecas vivas.
Camilo equipara as paixões humanas às erupções vulcânicas e nem é necessário dizer como Camilo termina o romance, pois a decadência do seu universo vivencial, nesta altura da sua vida (suicídio 4 anos depois), traduz-se em lama, e no romance em relações de amores ilícitos entre o padre Hilário e algumas mulheres.
Desenganem-se os congressistas quanto à comparação do tema do romance com os factos passados neste congresso! Nem me atreveria a tal!

Fiquemos com Camilo e as razões do título desta obra:
"Ordinariamente quando, em estilo metafórico, usamos comparar as férvidas paixões de alguns homens aos vulcões, a comparação vai buscar o símile às crateras do Etna, do Hecla e do Vesúvio. Presume-se pois que os antros do coração humano refolgam fogo de paixões assoladoras como os intestinos do nosso globo jorram arroios de lava candente que subvertem, devastam, devoram, pulverizam ou petrificam toda a natureza viva e morta que abrangem nos seus braços de lavaredas.
Todavia, há aí na casca do planeta paixões cujo símile não dá o Vesúvio, o Hecla nem o Etna. É de Java que ele vem - de Java onde estuam convulsionados uns vulcões de lama que expluem o seu lodo sobre as coisas e as pessoas, primeiro emporcalhando-as, depois asfixiando-as na sua esterqueira espapaçada.
Neste romance estão em actividade permanente, sempre acesas, as crateras das paixões da aldeia, também vulcânicas, exterminadoras; mas sujas de uma porcaria nauseabunda - vulcões de lama", enfim.
Tal é a razão do título."

In Vulcões de Lama, Camilo Castelo Branco, 1886.

Vivam os vulcões das bibliotecas vivas e dos congressos que queremos apaixonados, sem rasto de lama.

sexta-feira, 30 de março de 2007

painel blogues no domínio da ciência da informação

Painel 9º Congresso BAD - ontem 16h30

Criou-se uma comunidade!
Desafiou-se a participação dos profissionais para a utilização dos blogues, enquanto ferramenta de troca de informação, aprendizagem, partilha de conhecimentos, etc.
Incentivou-se os leitores de blogues a participar, discutir e exprimir as suas opiniões nas caixas de comentários.
Parabéns a todos os colegas que participaram, ao Adalberto Barreto, ao Pedro Príncipe, ao Paulo Sousa, à Maria Clara Assunção e ao Júlio Anjos, que com as suas participações, apresentações de trabalhos, enriqueceram esta sessão de uma forma muito inteligente.
Obrigada por nos ajudarem a crescer profissionalmente e por terem contribuído para a mudança de mentalidades, comportamentos na nossa classe profissional. Partilhar e colaborar são vocabulário obrigatório.
Boa viagem até ao continente.
Vivam as bibliotecas vivas.

quinta-feira, 29 de março de 2007

o fogo envolto em nevoeiro

De manhã uma fugida até à Lagoa do Fogo. Magnífica.
Dentro de 40 minutos decorrerá o painel sobre os blogues no domínio da Ciência da Informação, onde estarão presentes alguns bloguistas da nossa praça.

Vivam as bibliotecas vivas.

biblioteca da universidade Ponta Delgada


Hoje, às15h10, 17º, biblioteca repleta de estudantes.
Vivam as bibliotecas vivas.

terça-feira, 27 de março de 2007

9º congresso nacional de bibliotecários, documentalistas e arquivistas

Começa amanhã o 9º Congresso BAD, nos Açores, com a conferência plenária de Chris Batt, que muito tem contribuído para a nossa profissão. A conferência só podia chamar-se The 21st Century Public Library.
Não podia começar melhor!

Programa do congresso
Vivam as bibliotecas vivas.

No final da minha comunicação - 28 Março, depois das 18h00, se conseguir um computador e net, prometo colocar os slides da comunicação "Avaliação da qualidade de blogues", no ar.

segunda-feira, 26 de março de 2007

Camilo na Europeana


A Biblioteca Nacional de França desenvolveu, no âmbito do projecto da Biblioteca Digital Europeia, a Europeana, com 12.000 documentos, provenientes das Bibliotecas Nacionais de França, Hungria e Portugal, segundo os responsáveis, é o protótipo da contribuição francesa para a futura biblioteca digital europeia.

Por exemplo, em relação ao Camilo Castelo Branco, temos acesso ao Amor de perdição, em húngaro, texto completo e aos nossos já conhecidos acessos digitais já editados pela Biblioteca Nacional Digital.

saber mais sobre a Biblioteca Digital Europeia - consulta blogue Bibliotecas em Portugal
Vivam as bibliotecas vivas.

quinta-feira, 22 de março de 2007



Exposição Hans Christian Andersen

inauguração 23 Março 10h00
Casa de Camilo-Centro de Estudos
S. Miguel de Seide

de 23 Março a 2 Setembro 07
2ª a 6ªfeira 10h-17h30
sábado, domingo 10h30-12h30/14h30-17h30

terça-feira, 20 de março de 2007

a noite abre meus olhos


Acompanhou-me durante as últimas férias. No pico mais alto ou junto do mar. A noite abre meus olhos, de José Tolentino Mendonça, padre, poeta.


24 Março 18h00 Livraria Arquivo [ www.arquivolivraria.pt ] Leiria . o livro transformado em encontro - a noite abre meus olhos - com os poetas José Tolentino Mendonça, Ana Luísa Amaral, Manuel António Pina, Jorge Melícias, valter hugo mãe, José Rui Teixeira. Todos os meus preferidos.
Vivam as bibliotecas vivas.


segunda-feira, 19 de março de 2007

manifesto do povo do livro


Em Setembro de 2006, no Brasil, cerca de 3000 profissionais ligados ao livro redigiram e entregaram ao Presidente Lula o Manifesto do Povo do Livro. Provavelmente a revitalização e criação de bibliotecas públicas brasileiras, solicitado neste manifesto não vai, só por si, fazer aumentar o índice da leitura. A política da Leitura tem que ser concertada a muitos níveis. Temos o caso português que iniciou a rede de leitura pública, com construção de bibliotecas públicas nas sedes de concelho, sem interligação com nenhum plano de leitura eficaz e assumido politicamente. Recentemente iniciou-se um Plano Nacional de Leitura com o objectivo principal de elevar os níveis de literacia dos portugueses e colocar o país a par dos nossos parceiros europeus. Envolve o Ministério da Educação, em articulação com o Ministério da Cultura e o Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares, e foi assumido como uma prioridade política. Vamos acreditar e trabalhar juntos.
Vivam as bibliotecas vivas.

fonte Blogue Acervo Mínimo : Biblioteconomia et cetera, por Adalberto Diehl Rodriguez

quinta-feira, 15 de março de 2007

boa tarde às coisas aqui em baixo

Cada título é um poema, cada livro é uma história pessoal. Parabéns ao António Lobo Antunes.


ontem não te vi em Babilónia
não entres tão depressa nessa noite escura
que farei quando tudo arde?
tratado das paixões da alma
a ordem natural das coisas
eu hei-de amar uma pedra
exortação aos crocodilos
fado alexandrino
a explicação dos pássaros
as naus
auto dos danados
o esplendor de Portugal
os cus de judas


se hoje ouvirdes

fotografia tirada da janela do quarto de Camilo Castelo Branco, em Seide
por L.A. Fev. 07



"Em Camilo, diz-se, não há uma árvore."



Cabral do Nascimento, nota preliminar a "Um Livro" de Camilo Castelo Branco

quarta-feira, 14 de março de 2007

director biblioteca 2.0

As sugestões para ser um director 2.0:

1. Menos hierarquia, aplainar a pirâmide
2. Con
fiança no staff

3. Transparência nas decisões

4. Envolvimento de todo o staff nas decisões
5. Explicar as decisões com honestidade

6.Criar um estrutura que implemente as decisões

7. Encorajar o staff a partilhar conhecimento

8. Permitir ao staff tempo para aprender a utilizar novas tecnologias

9.Ouvir, ouvir, ouvir

10. Permitir a comunicação interna com fóruns, blogues, etc.

Library Director 2.0 fonte : Sites and Soundbytes: Libraries, Books, Technology and News
post de As minhas experiências na direcção nem sempre correram bem, fui aprendendo com os erros e obrigatoriamente tive que frequentar o Seminário de Alta Direcção. O que a Administração Pública portuguesa propõe para as chefias aprenderem? Balanced Scorecard; gestão de processos, cultura organizacional, gestão das pessoas, modelos de avaliação do desempenho, técnicas de decisão, políticas de inovação e comunicação, gestão estratégica e de projectos. Uau!
O que as bibliotecas 2.0 aguardam destes gestores? Que eles se demitam.
Já cumpri o ponto 9 da Library Director 2.0, da Tasha Saecker!
Vivam as bibliotecas vivas.

terça-feira, 13 de março de 2007

agora sou eu que digo impressionante, Júlio!

Estava sossegada a ler as novas do LisNews, 12 de Março, quando dou a minha ronda habitual pelos RSS e já o nosso colega Júlio tinha criado uma rede social e traduzido parte do software do Ning.com, partindo da notícia da criação da rede social de Bill Drew, EUA, library20.ning.com.
Enquanto escrevia um post, afirmando que em Portugal não existiam redes sociais para profissionais BAD, e animando todos a consultarem estas novidades, eis que surge :

Bibliotecarios 2.0

Profissionais de Informação Documentação, de língua Portuguesa que se sentem 2.0

Parabéns Júlio Anjos pela intervenção e pelo abanar da nossa individualidade. Colaborar, partilhar e discutir a nossa profissão.

Vivam as bibliotecas vivas!

segunda-feira, 12 de março de 2007

leitura de blogues


Para responder ao colega Júlio Anjos, do bibliotecário 2.0,
post de 12 Março:
Reconheço que os professores das pós-graduações e mestrados em Ciências da Informação ainda têm muito que fazer para estarem actualizados e fomentarem a biblioteca 2.0.
Mas diria que, em Portugal, o que é mesmo impressionante é os professores de CI, além de leccionarem na universidade, têm que manter um 2º emprego para sobreviverem, roubar algumas horas do tempo à família para estudarem e fazerem um doutoramento, que nunca mais chega ao fim, prepararem as aulas com matérias que acrescentem algo mais rico aos programas, ainda do tempo da biblioteca 1.0, e quase que não sobra tempo para leitura de blogues, jornais da área ou de outros sistemas avançados para se actualizarem. Isto tem sido a história da minha vida e de muitos docentes...! Nem os RSS e marcadores sociais nos salvam !
Habitualmente, digo aos meus alunos ( de Indexação) que estudem as teorias do Ranganathan, Dewey e de outros teóricos da indexação, mas consultem também blogues e sítios web que contribuem para a actualização sobre categorias, tags, folkosonomias e outras novidades da web. É um mundo a descobrir e a construir. Quem tem a tarefa de formar profissionais da Informação tem à sua frente um dos maiores desafios do mundo de hoje.
E cabe-nos ainda manter bibliotecas vivas!
Vivam as bibliotecas vivas.

sexta-feira, 9 de março de 2007

o bibliotecário progressista

Para ler, no Bibliotecário Anarquista: o bibliotecário progressista
uma constatação a que muitos bibliotecários progressistas chegaram. O preço a pagar pela tal "coisa" é muito caro. Alguns já experimentaram os saldos da função pública.

o olho de vidro

Camilo romanceia a vida, do médico setecentista, Brás Luís de Abreu, autor de "Portugal Médico", mais conhecido pelo doutor "olho de vidro". Este homem, casado, pai de 8 filhos, ao fim de 14 anos de um feliz casamento, separa-se e recolhe a um convento, assim como a sua mulher.
Que mistério encobre esta separação deste casamento?

Camilo desvenda o segredo. Nós adivinhamos.
Não perguntem o fim ao Valter Hugo Mãe!


O Olho de vidro de Camilo Castelo Branco pdf
Lisboa : Esfera do Caos Editores, 2006

quinta-feira, 8 de março de 2007

10 Março


Leçons de Ténèbres
de François Couperin

pelo Grupo Vox et Organum
direcção artística Paulo Alvim

10 Março | sábado | 16h00
Igreja da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco | Porto
entrada livre
IV Ciclo de Órgão e Música Sacra

As Leçons de Ténèbres para a liturgia de quarta-feira Santa foram escritas por François Couperin em 1714, para a Abadia de Longchamp. Utilizam o texto das Lamentações de Jeremias, do Antigo Testamento, onde o profeta (que viveu num dos períodos mais conturbados da história do povo de Israel, o fim do reino de Judá e a destruição de Jerusalém, 587/86 a.C., pelo império da Babilónia) exorta à fidelidade e à confiança em Deus. Para a tradição católica, as Leçons simbolizam a solidão de Cristo abandonado pelos apóstolos.


Porque o dia 10 é um grande dia para os Alvim. (nasçeram 3 !) Parabéns a todos!
Vivam as bibliotecas vivas.

sempre

Vivam as bibliotecas vivas