terça-feira, 30 de janeiro de 2007

amor de salvação I

Camilo, na Observação inicial do Amor de Salvação, justifica o título da obra:

"Para o amor maldito, duzentas páginas; para o amor de salvação as poucas restantes do livro. Volume que descrevesse um amor de bem-aventuranças terrenas, seria uma fábula."

A primeira edição desta obra é de 1864, e o amor de felicidade e bom exemplo ainda não tinha chegado a Camilo. Aliás, ele próprio defende que tem que tardar, o coração tem que passar pela reabilitação, e a consciência de regenerar-se para encontrar a tábua, na vida naufragada, que o irá salvar.
Bem-aventurados os que se passeiam pela vida, nas margens serenas, do amor que salva !
Vivam as bibliotecas vivas.

Blade Runner na Casa de Camilo

Para ler no Abrupto, de José Pacheco Pereira.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Camilo dixit

Caricatura de Camilo por Vasco


Lede como quem se recreia.
Para isso comprais este livro.


In : advertência "O Livro Negro do Padre Diniz"
Camilo Castelo Branco

marcar os livros com frases de Camilo

José Pacheco Pereira esteve em Seide, na 6ª feira, e hoje, no Abrupto, destaca os marcadores de livros com frases de Camilo Castelo Branco, oferta da Casa Museu.

"um livro bem pensado e bem composto só admira os dez literatos inteligentes que por aí vivem, lurados na sua obscuridade."
In Correspondência epistolar, CCB

Perguntaria, Camilo, se fosse vivo:
Quem são estes dez literatos? (10 Grandes Portugueses?)
Que livros de JPP irão marcar os marcadores?
Aguardam-se sugestões.
Vivam as bibliotecas vivas

domingo, 28 de janeiro de 2007

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

uma invenção lorpa

Inicia Camilo o romance Anátema, no capítulo 1, com o título:
"No qual se prova que o autor não tem jeito para escrever romances".

"Este começa por onde acabam os outros", ou seja com um casamento! Nove luas depois... o baptizado!
(Continua Camilo)
"vamos fechar este capítulo.
- Com que lance dramático?- pergunta o leitor.
- Nenhum! - respondo eu.
- Porque não inventaste um encapotado, que viesse perturbar este festim, como o Mane Tacel Phares de Balthazar?
- Era uma invenção lorpa - respondo eu.
- Pois não houve mais nada!? - torna o importuno.
Houve o seguinte:
O menino que fazia anos, meteu-se na capoeira das galinhas e degolou-as todas!
Acaba melhor do que eu imaginara."

São os diálogos que Camilo inventou para nós, leitores de invenções lorpas.
Vivam as bibliotecas vivas.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

maria josé moura

Inventou o futuro das bibliotecas públicas.
Sem a Maria José Moura não existiam bibliotecas públicas em Portugal. Existiam bibliotecas públicas, mas não as que ela sonhou e que alguns bibliotecários, com ela, fizeram crescer.
Proporcionou-nos o melhor, as viagens de estudo, as conferências internacionais, o aprendermos juntos, a realização de projectos, a não pararmos nunca pela maior causa, a tal revolução silenciosa, da Leitura Pública.
Encontramo-nos, bibliotecários de coração e alma com MJM, no próximo sábado, para gozarmos o gosto de estarmos vivos, e juntos ainda caminharmos.
Vivam as bibliotecas vivas.

Nota biográfica de Maria José Moura (não está actualizada)
Começou a sua carreira de bibliotecária na Universidade de Lisboa, onde desempenhou o cargo de Directora dos Serviços de Documentação e Publicações. Entre outras actividades, foi professora do Curso de Especialização em Ciências Documentais das Universidades de Coimbra e Lisboa, Coordenadora Geral da Comissão do Inventário do Património Cultural e adjunta do Gabinete do Secretário de Estado da Cultura.

Organizou e participou em diversas conferências e seminários internacionais e tem uma bibliografia que inclui os Relatórios sobre as Bibliotecas Públicas em Portugal (1986 e 1996).
Foi Directora de Serviços de Bibliotecas, no Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, vice-presidente do Conselho Superior das Bibliotecas Portuguesas, presidente do Ponto de Convergência Nacional do Programa Telemática para Bibliotecas da União Europeia, e membro do Information Society Forum – Bruxelas.

Foi condecorada com a Ordem de Mérito e, em 1998, recebeu o Prémio Internacional do Livro, atribuído pelo “International Book Committee”, sob proposta da IFLA.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

o padre Diniz e Blade Runner

Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? O que nos torna humanos?
O filme Blade Runner aponta para estas questões religiosas e filosóficas. Deckard, ex-Blade Runner, veio para a Terra à procura do seu Criador, para tentar aumentar o seu período de vida e escapar à morte que se aproxima.
O Livro do Padre Diniz, não faz outra coisa. Através desta fantástica personagem, Camilo apresenta-nos a metamorfose de um homem que se procura em Deus.
Deste modo, fica o convite, um livro e um filme para ver e ler.
Vivam as bibliotecas vivas.

26 Janeiro 21h30
Casa de Camilo / Seide

Um livro Um filme

Do Androids dream of a electric sheep? de Philip K. Dick

Blade Runner de Ridley Scott

convidado José Pacheco Pereira
entrada livre

blogue Abrupto

um nu do valter hugo mãe

Editado pela Cosmorama (do poeta e teólogo José Rui Teixeira) o novo livro de poesia do valter. Para o delírio de todos os fãs. Há muito que nos tinha prometido um nu.
Aí está a Pornografia Erudita.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

directório de bibliotecas portuguesas


Parabéns ao meu ex-aluno, amigo e colega Fernando Vilarinho, do blogue Bibliotecas em Portugal, que acabou de publicar o Directório de Bibliotecas Portuguesas.
Um verdadeiro wiki. Só temos que colaborar, corrigindo e aumentando.

fiama

Fiama brilha junto das suas árvores, com os seus poemas, para sempre. O valter hugo mãe deixa-nos um depoimento sobre os últimos dias de Fiama, no tempo, na casa de osso.
Recordo os poemas de Fiama. De ir à biblioteca copiá-los num caderno, ao lado dos de Eugénio e do seu Gastão Cruz. Raramente comprava livros. Comia-os.
Vivam as bibliotecas vivas.

o tempo faz e desfaz

Nada tão silencioso como o tempo
no interior do corpo. Porque ele passa
com um rumor nas pedras que nos cobrem,
e pelo sonoro desalinho de algumas árvores
que são os nossos cabelos imaginários.
Até na íris dos olhos o tempo
faz estalar faíscas de luz breve.
....

Mas nós sentimos dentro do coração que somos
filhos dilectos do tempo e que, se hoje amamos,
foi depois de termos amado ontem.
O tempo é silencioso e enigmático
imerso no denso calor do ventre.
Guardado no silêncio mais espesso,
o tempo faz e desfaz a vida.

Fiama Hasse Pais Brandão
1938-2007

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

sete selos

"E onde está ele?
Quem abriu os sete selos do Apocalipse?"

in advertência "O Livro Negro do Padre Diniz"
Camilo Castelo Branco

confrontar: Apocalipse 5, 1-14
post Tomei o pequeno livro e comi-o

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

camilo e rosalía



Rosalía de Castro, grande poeta galega, e Camilo Castelo Branco, irmanados pela grandeza da sua escrita, foram editados em edição dupla, os títulos "Amor de Perdição"* e "Follas Novas"**, numa iniciativa da Fundación Rosalía de Castro e da Casa Museu Camilo, pelas Edições Caixotim, numa belíssima caixa, em Dezembro de 2006.

* prefácio e fixação de texto Aníbal Pinto de Castro
** prefácio de Xesús Alonso Montero

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

o livro negro do padre Diniz I

A propósito da novela que decorre na RTP1, consultei a obra "O Livro Negro do Padre Diniz" (1855), e fiquei surpreendida pela Advertência, que Camilo Castelo Branco coloca nas primeiras páginas, interrogando o leitor sobre a condição humana.
Apresenta-nos, resumindo, a personalidade deste Padre Diniz, que é simultaneamente um fraco e um santo, que sabe que "a escala dos sofrimentos varia até ao infinito", e a quem desceu "a réstia luminosa da santificação". O criminoso e o anjo. Ora exerce uma influência boa ora cruel.
Seria homem, o Padre Dinis? - pergunta Camilo. Anjo ou super-homem?
Continua....

contributo para o estudo do fundo Vasco de Carvalho



quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

entre-dois

Sérgio Sousa, camilianista, professor na Universidade do Minho, defendeu em finais de 2005, o doutoramento, na mesma universidade, com a dissertação : "Entre-Dois : desejo e Antigo Regime na Ficção Camiliana". A obra ainda não está publicada, espero que seja para breve.
O autor fez um estudo da ficção Camiliana, que reflecte a sociedade do séc. XIX. Apresenta-nos, por um lado a sociedade patriarcal, um mundo do Antigo regime, e por outro, uma sociedade romântica, em que o indivíduo busca uma emancipação e demonstra um desejo sentimental.
A bipolaridade e as contradições desta sociedade oitocentista são relatadas nesta tese, através da ficção de Camilo, sobretudo nas três obras : "O Santo da Montanha", "A Queda de um Anjo" e "A Filha do Doutor Negro".
Este trabalho pode ser consultado na biblioteca da Casa Museu.
Vivam as bibliotecas vivas

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

maria moisés II

"Maria Moisés", in Novelas do Minho, de Camilo Castelo Branco, narra duas histórias, a primeira é sobre os amores contrariados de Josefa de Santo Aleixo e de António de Queirós e da filha de ambos, Maria Moisés.
A segunda, é a história de vida de Maria de Moisés.

Para saber mais "Maria Moisés de Camilo Castelo Branco: Enredos do Coração" de
J. Cândido Martins (Universidade Católica Portuguesa – Braga).

Vivam as bibliotecas vivas.

paixões proibidas I I

Paixões Proibidas II

Apresentação - bastidores de Paixões Proibidas