O Governo brasileiro, através do Ministério da Educação, propõe um Portal de obras literárias, musicais, e outras, de domínio público, em formato de biblioteca digital. Este projecto estende-se também a obras contemporâneas cujos autores autorizem a sua divulgação e digitalização.
Camilo Castelo Branco é contemplado, nesta biblioteca digital, com 6 obras completas em pdf :
A Brasileira de Prazins
Amor de perdição
Coisas que só eu sei
Coração, cabeça e estômago
Os Brilhantes do Brasileiro
Uma Praga rogada nas escadas da forca
Vivam as bibliotecas vivas.
quinta-feira, 4 de janeiro de 2007
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
manifesto do bibliotecário 2.0
Para iniciar o ano 2007, reconheço que ainda estou a interiorizar o bendito manifesto.Aprecio os manifestos, as declarações de princípios, os decálogos. Recentemente, estudei e apresentei um trabalho sobre os "Manifestos de Carvalho Travassos" e os "Manifestos de Mangelos".
Vivam as bibliotecas vivas.
Manifesto do bibliotecário 2.0
(no blogue "Tame the web : libraries and technology" de Michael Stephens)
terça-feira, 2 de janeiro de 2007
2007
Not because of victories
I sing,
having none,
but for the common sunshine,
the breeze,
the largess of the spring.
Not for victory
but for the day's work done
as well as I was able;
not for a seat upon the dais
but at the common table.
Charles Reznikoff, "Te Deum", 1976.
I sing,
having none,
but for the common sunshine,
the breeze,
the largess of the spring.
Not for victory
but for the day's work done
as well as I was able;
not for a seat upon the dais
but at the common table.
Charles Reznikoff, "Te Deum", 1976.
quarta-feira, 27 de dezembro de 2006
natal
quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
fanny owen
Camilo Castelo Branco encontra-se com Fanny (Francisca Owen Pinto de Magalhães, 1830-1854), visitando-a e escrevendo-lhe umas famosas cartas, que mais tarde servirão para destruir a relação de Fanny com o futuro marido José Augusto Pinto de Magalhães. Estes morrerão de "amor", pela tragédia do triângulo de que Camilo faz parte.
Agustina Bessa Luís relata magistralmente estes trágicos amores no seu romance Fanny Owen.
Refira-se, também, que Francisca, o filme de Manoel de Oliveira, resulta de uma encomenda de diálogos a Agustina, da qual acabou por resultar este romance. O filme foi filmado na Quinta de Soeime, em Vilar do Paraíso.
A quinta pertenceu à Tia Geninha (Efigénia Russel de Sousa casada com Carlos Dias de Almeida, tio avô da minha cara metade), onde, algumas vezes, percorri salas e jardins, onde se filmou Francisca.
Relembro, pelos meus 18 anos, ter visto este filme e nunca esquecer a famosa cena em que José Augusto entra, a cavalo, pelo quarto de Camilo onde têm um diálogo exemplar sobre o Amor e a fatalidade da morte.
"O que faz com que amemos alguém?", pergunta José Augusto, no momento em que já não há nada mais a fazer. O que fazer, então? "Gerar um anjo na plenitude do martírio", o que, no universo do filme e no universo de Oliveira e seus amores frustrados, significa construir um amor eterno no meio de toda a adversidade do mundo.
Agustina Bessa Luís relata magistralmente estes trágicos amores no seu romance Fanny Owen.
Refira-se, também, que Francisca, o filme de Manoel de Oliveira, resulta de uma encomenda de diálogos a Agustina, da qual acabou por resultar este romance. O filme foi filmado na Quinta de Soeime, em Vilar do Paraíso.
A quinta pertenceu à Tia Geninha (Efigénia Russel de Sousa casada com Carlos Dias de Almeida, tio avô da minha cara metade), onde, algumas vezes, percorri salas e jardins, onde se filmou Francisca.
Relembro, pelos meus 18 anos, ter visto este filme e nunca esquecer a famosa cena em que José Augusto entra, a cavalo, pelo quarto de Camilo onde têm um diálogo exemplar sobre o Amor e a fatalidade da morte.
"O que faz com que amemos alguém?", pergunta José Augusto, no momento em que já não há nada mais a fazer. O que fazer, então? "Gerar um anjo na plenitude do martírio", o que, no universo do filme e no universo de Oliveira e seus amores frustrados, significa construir um amor eterno no meio de toda a adversidade do mundo.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2006
paixões proibidas I
A RTP uniu esforços com a Band e deu corpo à novela Paixões Proibidas, que em Portugal tem estreia marcada para Janeiro de 2007. É uma adaptação dos livros, de Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição, Mistérios de Lisboa e O Livro Negro do Padre Dinis, feita pelo guionista Aimar Labaki, que retrata a sociedade portuguesa e brasileira do século XIX.
O projecto conta com a participação de nove actores portugueses em permanência. Uma lista encabeçada por Virgílio Castelo, Natália Luiza, Ana Bustorff, Henrique Viana, São José Correia, Pedro Lamares, Carlos Vieira, Nuno Pardal e Leonor Seixas. Do elenco brasileiro saltam à vista nomes como os de Flávio Galvão, Filipe Camargo, Suzy Rego, entre muitos.
Fazem parte da banda sonora, da novela, uma reunião de excelentes nomes como o de Chico Buarque, Mariza, Ivan Lins, Teresa Salgueiro, Caetano Veloso e Pedro Abrunhosa.
site oficial "Paixões Proibidas"
Wikipédia - Paixões Proibidas
O projecto conta com a participação de nove actores portugueses em permanência. Uma lista encabeçada por Virgílio Castelo, Natália Luiza, Ana Bustorff, Henrique Viana, São José Correia, Pedro Lamares, Carlos Vieira, Nuno Pardal e Leonor Seixas. Do elenco brasileiro saltam à vista nomes como os de Flávio Galvão, Filipe Camargo, Suzy Rego, entre muitos.
Fazem parte da banda sonora, da novela, uma reunião de excelentes nomes como o de Chico Buarque, Mariza, Ivan Lins, Teresa Salgueiro, Caetano Veloso e Pedro Abrunhosa.
site oficial "Paixões Proibidas"
Wikipédia - Paixões Proibidas
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
mozart em seide
fragmento do autógrafo Sonata para piano BKV 570, nº17 ,de Mozart(British Library London)
A obra musical completa de Wolfgang Amadeus Mozart está disponível na Digital Mozart Edition.
(podemos pesquisar pelas 600 obras ou pesquisar pelas 10 classes em que a obra está dividida).
Não podia deixar de referenciar, pois sou uma apaixonada por Mozart. Toco algumas sonatas para piano e gosto de ler as restantes, ouvindo ao mesmo tempo as melhores interpretações. Chegou a ser um sonho de férias pôr as sonatas todas nos dedos.
Se Mozart tivesse sido contemporâneo de Camilo, concerteza que teria usado como libreto alguma novela para alguma ópera. As vidas deles não se cruzaram. Cruzo-me eu, aqui em Seide, a escutar a magnífica eterna música de Mozart.
Vivam as bibliotecas vivas.
camilo broca
Hoje, estará em Seide o escritor Mário Cláudio, ao final do dia, para apresentar este livro. Não há lugar melhor do que este para o fazer. Um romance que conta a história da família, por alcunha Brocas, e dos antepassados de Camilo, de forma ficcionada. Quem são eles? Muitos retratos nos são apresentados, vidas cruzadas, vidas sofridas, amor e ódio, inquietação.Mário Cláudio, numa entrevista para o Portal da Literatura, sobre as personagens deste livro, afirma : "De facto, vivos ou mortos, reais ou imaginários, os interventores em qualquer história são sempre, e exclusivamente, os que existem dentro de nós."
entrevista a Mário Cláudio a propósito do seu livro "Camilo Broca"
sobre Mário Cláudio
Vivam as bibliotecas vivas.
quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
bibliorandum
O colega Júlio Anjos disponibiliza um serviço - motor de pesquisa Bibliorandum - Akademya em ficamos a saber, (pesquisa no OAI Harvesting), que foram depositados, em vários repositórios espalhados pelo mundo, durante o dia 12 de Dezembro de 2006, trabalhos científicos na área da Informação e Documentação. São muitos !
Parabéns por este esforço de disponibilizar informação.
Parabéns por este esforço de disponibilizar informação.
terça-feira, 12 de dezembro de 2006
maria moisés
Mais uma das "Novelas do Minho":"Maria Moisés", escrita em S. Miguel de Seide, em Novembro de 1876.
Assim começa a novela : "O pequeno pegureiro contou as cabras à porta do curral; e, dando pela falta de uma, desatou a chorar com a maior boca e bulha que podia fazer. Era noite fechada. Tinha medo de voltar ao monte...".
Seguem-de as peripécias que levam ao suicídio da Josefa, e ao abandono da sua filha recém-nascida, no rio. Será esta a Maria Moisés, que faz justiça ao sobrenome bíblico, indicativo da circunstância em que foi encontrada, num berço sobre o rio.
As Novelas do Minho podem ser lidas, em papel, em muitas edições. Na Camiliana, da Casa de Camilo, aconselhamos estas :
- edição crítica organizada, com base nos manuscritos e na primeira edição por Helena Mira Mateus (Lisboa : Centro de Estudos Filológicos, 1961)
- selecção e notas de Alexandre Cabral (Lisboa : Círculo de Leitores, 1982)
- prefácio e fixação do texto por J. Cândido Martins (Porto : Edições Caixotim, 2006), sob a direcção de Aníbal Pinto de Castro.
Em formato digital :
"Maria Moisés" - na Revista Ficções - Biblioteca online do Conto
"Maria Moisés" - na Biblioteca Digital da Porto Editora- obra integral pdf
Vivam as bibliotecas vivas.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
onde está a felicidade?
Depois de um fim de semana em paz e serenidade, eis que surge esta obra de Camilo, nas minhas mãos : "Onde está a felicidade?"Este romance, publicado, em primeiro lugar no periódico A Verdade, em 1856, é um romance de costumes em que várias personagens procuram, cada uma à sua maneira, a felicidade, no dinheiro, outras no amor. E eis que, fabulosamente, Camilo tece uma intriga simbólica.
No Prólogo, um retrato de um usurário João Antunes da Mota, que antes de morrer, no célebre desastre das barcas, na Ribeira do Porto, no Rio Douro (ao fugir dos invasores franceses), enterra no chão de sua casa, na Rua dos Arménios, toda a sua fortuna, cento e cinquenta contos de réis. Facto importante, porque depois no romance, este acontecimento irá ser o desfecho à pergunta - Onde está a felicidade? Mas desenganem-se os incautos porque a resposta não é linear. Daí o fascínio desta obra, que vivamente recomendo.
Esta obra pode ser lida em várias edições e em CD-Rom, editado pelo Projecto Vercial.
Vivam as bibliotecas vivas.
quinta-feira, 7 de dezembro de 2006
o comendador em mp3
As Novelas do Minho, do Camilo Castelo Branco, foram editadas originalmente em 12 fascículos mensais, a partir de 1875 até 1877. Todas as oito novelas foram escritas aqui em S. Miguel Seide, excepto precisamente esta que aqui se apresenta "O Comendador", escrita em Coimbra e dedicada a D. António da Costa, e originalmente publicado n´ "O Minho". Esta novela escrita em plena maturidade intelectual do escritor, retrata a vida de Belchior, que em criança foi abandonado, pela mãe, à porta da igreja e que foi adoptado por uma viúva. Na sua juventude, apaixona-se pela filha de um homem rico e engravida-a. Furioso com a desonra, o pai dela e os irmãos dele arranjam maneira de o enviarem para o exército. Com a ajuda de um parente, Belchior foge para o Brasil. Vinte anos depois, regressa a Portugal com outro nome e rico, volta à aldeia e descobre o que se passou com a apaixonada e o filho, e arranja maneira de finalmente de se casar com ela.
Hoje podemos ouvir esta novela em mp3, descarregando-a do Boal - Biblioteca On-line Áudio de Literatura que é um excelente projecto de António Fidalgo e Rita Duarte da Universidade da Beira Interior, Covilhã.
"O Comendador" de Camilo Castelo Branco
(lida pelo actor Pedro Fonseca)
Vivam as bibliotecas vivas.
Hoje podemos ouvir esta novela em mp3, descarregando-a do Boal - Biblioteca On-line Áudio de Literatura que é um excelente projecto de António Fidalgo e Rita Duarte da Universidade da Beira Interior, Covilhã.
"O Comendador" de Camilo Castelo Branco
(lida pelo actor Pedro Fonseca)
Vivam as bibliotecas vivas.
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
a última vitória de um conquistador
A psicanalista Cristina Fabião, em 1995, no Colóquio "A Mulher na vida e obra de Camilo", em Famalicão, apresentou um estudo intitulado "Camilo e a figura materna n´A última vitória de um conquistador."
Faz análise deste conto de Camilo, que é uma história de amor e traição entre duas personagens.
Defende que Camilo, com este texto, não precisava de o escrever só por questões económicas, mas escreveu-o para para jogar um jogo com o leitor e escapar à depressão.
Toda a sua escrita foi a salvação do suicídio, até ao dia em que cegou.
Fonte: A Mulher na Vida e Obra de Camilo : actas / org. Câmara Municipal de V.N. Famalicão, Centro de Estudos Camilianos.
Vivam as bibliotecas vivas.
segunda-feira, 4 de dezembro de 2006
bibliotecária em Ílhavo
quinta-feira, 30 de novembro de 2006
Blogues
Alguns organizadores de blogues, no domínio da Ciência da Informação, vão reunir-se durante o 9º Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas, para reflectir, concluir, abanar as opiniões, etc. no Painel "Weblogues no domínio da Ciência da Informação", às 16:30, de 29 de Março, na sala 3, organizado e coordenado por mim.
Agradeço aos colegas o quanto tenho aprendido com eles : Adalberto Barreto, Júlio Anjos, Maria Clara Assunção, Paulo Jorge Sousa e Pedro Príncipe, que participarão neste painel, e a muitos outros que também animam a blogosfera.
Vivam os blogues vivos.
Programa provisório Congresso BAD
Agradeço aos colegas o quanto tenho aprendido com eles : Adalberto Barreto, Júlio Anjos, Maria Clara Assunção, Paulo Jorge Sousa e Pedro Príncipe, que participarão neste painel, e a muitos outros que também animam a blogosfera.
Vivam os blogues vivos.
Programa provisório Congresso BAD
quarta-feira, 29 de novembro de 2006
nas farmácias espanholas
O Estado português sugere um Plano Nacional de Leitura. Excelente. Os espanhóis "receitam" livros no Plano de Fomento de Leitura da Extremadura, ao converter os espaços de todas as farmácias da região em locais onde se pode encontrar folhetos sobre livros para o público infantil, juvenil e adulto. Os folhetos têm indicação da composição, indicações, posologia, precauções e outras informações sobre os livros. Biblioterapia? Eu acredito. Ler durante as aulas? Oxalá as crianças consigam engolir a pastilha.Vivam as bibliotecas vivas.
meditar sobre a esperança

"A esperança anuncia que vai visitar aquele lugar do futuro, que viaja nua, deixando caídas no chão as roupas que hoje estão na moda. Leva consigo apenas uma boa dose de optimismo e explica que os optimistas podem vir a se enganar mas os pessimistas já se enganaram no ponto de partida."
Rosiska Darcy de Oliveira,
In A Dama e o Unicórnio, 2000
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