
Conheci um grande poeta, mencionado no post anterior, que trazia vestida uma camisola com o poema "arte de navegar".
"Vê como o Verão subitamente se faz água no teu peito,
e a noite se faz barco,
e a minha mão marinheiro."
Eugénio de Andrade
O verão é feito de coisas
que não precisam de nome
um passeio de automóvel pela costa
o tempo incalculável de uma presença
o sofrimento que nos faz contar
um por um todos os peixes do tanque
e abandoná-los depressa
às suas voltas escuras.
José Tolentino Mendonça
In De igual para igual
Chegou hoje à biblioteca o nº18. 
Bendita fisioterapia ! Ocupa-me cerca de 50 minutos por dia, o que me permite ler muito mais nos meus dias curtos. Tenho lido desalmadamente todas as novidades e antiguidades. Hoje começei "As Loucuras de Brooklin" de Paul Auster*. O narrador escreve sobre as pequenas loucuras do seu dia-a-dia e de todos os que o rodeiam. Guarda as histórias em caixas catalogadas. Está quase a morrer. Ainda vou na página 30. Quando terminar estará disponível na Biblioteca Municipal.
Foi hoje a homenagem ao José Sarmento (1956-2000). Se fosse vivo teria 50 anos.
Na parede da Biblioteca - Pólo em Riba de Ave está afixado o poema "O Sonho".
O futebol move montanhas, dá poder, torna os homens irracionais. No Terceiro Mundo ainda é pior.
Enquanto passeava no parque, na hora de almoço, encontro um utilizador da biblioteca pelo qual nutro um carinho muito especial. Há muito tempo que não o via e sentia um aperto no coração por nada saber dele.

A biblioteca, que me acolheu e me fez crescer, retoma hoje o seu aniversário, neste novo edifício, com as características de uma biblioteca pública. Faz 14 anos que se abriram as portas e a luz entrou. Para não mais sair.
Num universo dominado pela loucura, “Jerusalém”, a cidade e o lugar mítico, funciona neste livro como metáfora para a construção de uma possível e prometida "terra dos homens", em que se debate o conhecimento do humano. Gonçalo M. Tavares, o autor dos livros negros, onde este se incluí, convida à reflexão e transporta para a ficção personagens de um mundo estranho, incerto e desassossegado. Personagens que deambulam num manicómio, outra personagem que escreve uma tese sobre a origem do horror, seres defeituosos, assassinato...
O escritor Inácio Pignatelli esteve hoje com jovens leitores na biblioteca e contou-lhes as histórias "O pastor de nuvens" e o "Sobe-montanhas".
Johann Pachelbel, músico e compositor (1653-1706), escreveu Canon in D (em Ré Maior), que é a peça barroca mais interpretada até aos dias de hoje, por diversos músicos e orquestras, e tornou-se num tema de um filme, e recentemente música de fundo da publicidade à Coca-Cola.
Os escritores de Cabo Verde, da terra crioula, surgiram na biblioteca. Saíram das estantes da ilha-mãe Santiago e deleitaram-se pelas ilhas com nomes de santos e nomes poéticos : sal, fogo, brava, tartarugas, maio, boa vista, S. Vicente, S. Antão, S. Nicolau e S. Luzia.
Uma árvore igual e diferente de tantas outras, só que é regada com letras, as folhas têm palavras escritas e os frutos são livros.
Eupeu apamopo tepe. Amo-te.
O culminar do trabalho do "Acontece na Rede" (rede de bibliotecas escolares e biblioteca municipal) realizou-se hoje, sob o tema "20 anos de Integração de Portugal na União Europeia", com uma conferência, teatro e exposição. A conferência do Prof. Doutor José Palmeira foi de tantas estrelas como as dos estados membros. Manuela Bacelar, envolta da sua mágica Praga, com os dedos ainda repletos de brilhantes, chegou a Famalicão, terra das suas origens, e veio à biblioteca municipal. Uma exposição com as ilustrações da famosa "Silka" de Ilse Losa, portadoras do Prémio Maçã de Ouro da Bienal Internacional de Bratislava, "O meu avô", "Sebastião" e o "Guardador de Nuvens" de Inácio Pignatelli, são algumas que podemos saborear.
As palavras frias não são para nós.
O Ivo Machado musicou poemas de Luísa Ducla Soares e de Vergílio Alberto Vieira. Todos os meninos do 1º ano do agrupamento Bernardino Machado leram os poemas, ouviram as músicas e, com as suas professoras e o professor bibliotecário Manuel Oliveira, coreografaram e apresentaram um espectáculo na Biblioteca Municipal.
Picasso / House in a Garden (House and Trees) La Rue-de-Bois, August 1908 (or Paris, winter 1908) Oil on canvas 92 x 73 cm Pushkin Museum
Nem só as bibliotecas fazem anos, os bibliotecários que lá trabalham também envelhecem.
Tantos anos juntos, dentro de uma biblioteca, tantas riquezas partilhadas a que não demos importância.
Ao entrar na biblioteca, de manhã, observo sempre os livros que chegaram do empréstimo. Todos os dias há sempre um livro certo para mim. Hoje, dia 2 de Maio, o livro que me encontrou foi o "cem sonetos de amor" de Pablo Neruda. Mando-o para o JJ.
"Por um instante a morte soltou-se a si mesma, expandindo-se até às paredes, encheu o quarto todo e alongou-se como um fluido até à sala contígua, aí uma parte de si deteve-se a olhar o caderno que estava aberto sobre uma cadeira, era a suite número seis opus mil e doze em ré maior de johann sebastian bach composta em cothen e não precisou de ter aprendido música para saber que ela havia sido escrita, como a nona sinfonia de beethoven, na tonalidade da alegria, da unidade dos homens, da amizade e do amor. Então aconteceu algo nunca visto, algo não imaginável, a morte deixou-se cair de joelhos, era toda ela, agora, um corpo refeito..."
Quando vêm à biblioteca os escritores é sempre uma festa. Desta vez a Maria José Meireles convidou os meninos a dançar música árabe e só depois é que falaram sobre o seu último livro "A Lenda das Mouras encantadas".
O Dia Mundial do Livro na Biblioteca Nacional está a ser comemorado com uma mostra fotográfica sobre o interior da instituição e como ela se revela e se oferece aos leitores com o que de mais precioso conserva. Onde estão os livros, como é que eles se arrumam e se encontram, porque estão numa determinada estante, que elementos entram na sua construção. Construída de dentro para fora, invisível e silenciosa, quotidiana e pertinaz, a pedir o reconhecimento quando se celebra o livro. O conteúdo e o suporte. A biblioteca, um lugar de encontro entre os que exploram no livro a informação e o conhecimento e os que detêm a responsabilidade pela disponibilização física do livro. Todos os dias de cada ano.
Agostinho da Silva, nasceu no Porto em 1906. Foi considerado o pensador do terceiro milénio.
Comemoramos mais uma vez, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, o Dia Mundial do Livro. Desde 1996, que o fazemos, alguns anos com mais empenho, outros de uma forma mais leve.
aguarela de Rodin
Terminou o curso de escrita criativa, na biblioteca. São quarenta novos escritores que beberam e encheram o depósito de gasolina. O que faz alguém escrever? Porque escrevemos? Porque escrevemos para os outros lerem?



No curso de escrita criativa, a decorrer na biblioteca, criam-se textos muito diferentes, segundo o Valter Hugo Mãe, todos eles reflectem o que cada um é, por mais distância colocada nas palavras e nas personagens.