Dançamos, com muitos meninos, a Dança Alemã nº1 de Mozart, na biblioteca.
Vieram para ouvir falar do menino e senhor da música, que nos legou uma lista infindável de obras magníficas. Também elas figuram nas prateleiras da biblioteca.
Viva a música nas bibliotecas vivas.
sexta-feira, 24 de março de 2006
german danz n º1
terça-feira, 21 de março de 2006
poesia, dia mundial
Poema quase apostólico
Está sereno o poeta
desprende-se-lhe dos ombros e cai
depois em pregas por ele abaixo a manhã
Não pertencem ao dia os gestos que ele tem
não morrerão na noite seus assombrosos passos
Dizem que ele volta a pôr em movimento a roda
de crianças de atitudes desmedidas
que o vento varreu e parque algum queria
E abre os braços para deixar cair na cidade
um ano favorável ao senhor
E põe o rosto do senhor por trás das suas palavras
Elas decerto o hão-de dar a quem as demandar.
Ruy Belo
Está sereno o poeta
desprende-se-lhe dos ombros e cai
depois em pregas por ele abaixo a manhã
Não pertencem ao dia os gestos que ele tem
não morrerão na noite seus assombrosos passos
Dizem que ele volta a pôr em movimento a roda
de crianças de atitudes desmedidas
que o vento varreu e parque algum queria
E abre os braços para deixar cair na cidade
um ano favorável ao senhor
E põe o rosto do senhor por trás das suas palavras
Elas decerto o hão-de dar a quem as demandar.
Ruy Belo
quinta-feira, 16 de março de 2006
a tenda do Camilo
"A minha tenda são uns vinte volumes, um tinteiro de ferro e um cabo de pena de osso"
Camilo Castelo Branco
padrinho da nossa biblioteca, nascido a 16 de Março 1825
para que nasças muito antes de chegares
Nasceu há 14 anos na grande biblioteca universal. Partilho com ela a vida e os livros.
Para que nasças no mês anterior
Para que nasças muito antes de chegares
Para que amanheças já aberta e recortada
no tempo anterior à tua vinda
para que amanheças
...
Daniel Faria
segunda-feira, 13 de março de 2006
música nas bibliotecas

Ouvir o pianista Krystian Zimerman, ao vivo. Sonata em si bemol menor de Chopin. Tive esse privilégio, uma espécie de prenda de anos, eu e a Mariana, minha filha pianista.
Gostaria que as bibliotecas de leitura pública conseguissem ter as melhores gravações dos bons pianistas. Cá se vai fazendo por isso.
sexta-feira, 10 de março de 2006
parabéns oceano !
quinta-feira, 9 de março de 2006
dia internacional da mulher
terça-feira, 7 de março de 2006
nevou, bem perto de casa
serra da cabreira, 28 fevereiro, carnaval

Diz-me o teu nome - agora, que perdi
quase tudo, um nome pode ser o princípio
de alguma coisa. Escreve-o na minha mão
com os teus dedos - como as poeiras se
escrevem, irrequietas, nos caminhos e
os lobos mancham o lençol da neve com os
sinais da sua fome. Sopra-mo no ouvido,
como a levares as palavras de um livro para
dentro de outro - assim conquista o vento
o tímpano das grutas e entra o bafo do verão
na casa fria. E, antes de partires, pousa-o
nos meus lábios devagar: é um poema
açucarado que se derrete na boca e ar
de como a primeira menta da infância.
Ninguém esquece um corpo que teve
nos braços um segundo - um nome sim.
Maria do Rosário Pedreira.
a terra do anjo azul
A terra do anjo azul foi falada por muitas crianças, nas bibliotecas escolares, que visitei com o escritor António Mota.
O que é necessário para ser escritor? Que livros lê aos alunos? Escreveu alguma história de amor?
Tantas perguntas de gente tão pequena...
Para escrever só há uma receita, que lhes foi dada (juntamente com a do arroz à Valenciana, da Galiza) : ler, ler, ler. Aos alunos lê o "Pinóquio", versão completa do Collodi, a "Quinta das cerejeiras" da Ilse Losa e o "Emílio e os detectives" de E. Kastner. História de amor só a dos animais do "Romeu e as rosas de gelo".
Recomendou "A abada de histórias", todas as pequenas histórias lidas há muitos anos na RTP, no programa do Vitinho, e "Se tu visses o que eu vi".
O escritor marcou TPC : escrita de uma história a partir da frase - O elefante é uma palavra muito pesada, e a invenção de um título para uma história que lhes contou do livro sem palavras.
Vivam as bibliotecas !
O que é necessário para ser escritor? Que livros lê aos alunos? Escreveu alguma história de amor?
Tantas perguntas de gente tão pequena...
Para escrever só há uma receita, que lhes foi dada (juntamente com a do arroz à Valenciana, da Galiza) : ler, ler, ler. Aos alunos lê o "Pinóquio", versão completa do Collodi, a "Quinta das cerejeiras" da Ilse Losa e o "Emílio e os detectives" de E. Kastner. História de amor só a dos animais do "Romeu e as rosas de gelo".
Recomendou "A abada de histórias", todas as pequenas histórias lidas há muitos anos na RTP, no programa do Vitinho, e "Se tu visses o que eu vi".
O escritor marcou TPC : escrita de uma história a partir da frase - O elefante é uma palavra muito pesada, e a invenção de um título para uma história que lhes contou do livro sem palavras.
Vivam as bibliotecas !
sexta-feira, 3 de março de 2006
a sombra do vento
Um utilizador solicitou a consulta da 2ª edição aumentada de uma obra que ele achava que existia na biblioteca. Consultei o catálogo bibliográfico e nunca essa edição esteve na nossa posse. O utilizador insistiu e pediu para ser atendido por outro funcionário, na esperança da sabedoria pessoal do funcionário fazer aparecer a obra.
Ainda bem que estou a ler “A Sombra do vento”, livro escondido, senão perdido, no Cemitério dos Livros Esquecidos.
Ainda bem que estou a ler “A Sombra do vento”, livro escondido, senão perdido, no Cemitério dos Livros Esquecidos.
quinta-feira, 2 de março de 2006
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