segunda-feira, 13 de março de 2006

música nas bibliotecas


Ouvir o pianista Krystian Zimerman, ao vivo. Sonata em si bemol menor de Chopin. Tive esse privilégio, uma espécie de prenda de anos, eu e a Mariana, minha filha pianista.
Gostaria que as bibliotecas de leitura pública conseguissem ter as melhores gravações dos bons pianistas. Cá se vai fazendo por isso.

sexta-feira, 10 de março de 2006

parabéns oceano !








Faz anos o Tiago, peixe-carrossel, O António, peixe-melodia, e muitos outros peixes.
Parabéns ao Paulo, peixe-pai, à Lena, peixe-mãe, à Mariana, peixe-flor, ao JJ, peixe-sonhador e ao Nuno, aquário, que nos envolve a todos.
Parabéns a este Oceano que desejo pacífico.

quinta-feira, 9 de março de 2006

dia internacional da mulher

Há uma biblioteca que ainda está viva, cujo bibliotecário oferece um bombom, neste dia, a todas as mulheres que com ele trabalham.
Um doce que nos lembra a presença feminina no mundo, num reino que pretendemos maternal, também nas bibliotecas.
Vivam as bibliotecas vivas.

terça-feira, 7 de março de 2006

nevou, bem perto de casa

serra da cabreira, 28 fevereiro, carnaval
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Diz-me o teu nome - agora, que perdi
quase tudo, um nome pode ser o princípio
de alguma coisa. Escreve-o na minha mão
com os teus dedos - como as poeiras se
escrevem, irrequietas, nos caminhos e
os lobos mancham o lençol da neve com os
sinais da sua fome. Sopra-mo no ouvido,
como a levares as palavras de um livro para
dentro de outro - assim conquista o vento
o tímpano das grutas e entra o bafo do verão
na casa fria. E, antes de partires, pousa-o
nos meus lábios devagar: é um poema
açucarado que se derrete na boca e ar
de como a primeira menta da infância.
Ninguém esquece um corpo que teve
nos braços um segundo - um nome sim.
Maria do Rosário Pedreira.

a terra do anjo azul

A terra do anjo azul foi falada por muitas crianças, nas bibliotecas escolares, que visitei com o escritor António Mota.
O que é necessário para ser escritor? Que livros lê aos alunos? Escreveu alguma história de amor?
Tantas perguntas de gente tão pequena...
Para escrever só há uma receita, que lhes foi dada (juntamente com a do arroz à Valenciana, da Galiza) : ler, ler, ler. Aos alunos lê o "Pinóquio", versão completa do Collodi, a "Quinta das cerejeiras" da Ilse Losa e o "Emílio e os detectives" de E. Kastner. História de amor só a dos animais do "Romeu e as rosas de gelo".
Recomendou "A abada de histórias", todas as pequenas histórias lidas há muitos anos na RTP, no programa do Vitinho, e "Se tu visses o que eu vi".
O escritor marcou TPC : escrita de uma história a partir da frase - O elefante é uma palavra muito pesada, e a invenção de um título para uma história que lhes contou do livro sem palavras.
Vivam as bibliotecas !

sexta-feira, 3 de março de 2006

a sombra do vento

Um utilizador solicitou a consulta da 2ª edição aumentada de uma obra que ele achava que existia na biblioteca. Consultei o catálogo bibliográfico e nunca essa edição esteve na nossa posse. O utilizador insistiu e pediu para ser atendido por outro funcionário, na esperança da sabedoria pessoal do funcionário fazer aparecer a obra.

Ainda bem que estou a ler “A Sombra do vento”, livro escondido, senão perdido, no Cemitério dos Livros Esquecidos.