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sábado, 23 de abril de 2011

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor



Leitores

O que hoje comemoramos é muito mais do que o Dia do Livro, a sua euforia, a sua utilidade, o seu dia. Hoje, a propósito do Livro – e dos autores – assinalamos o modo como a humanidade resistiu à barbárie, como ela descobriu e fixou a poesia, o tempo, as epopeias, as paisagens, as aldeias recolhidas nas planícies, os pinhais abrigados num declive, a voz humana, o empréstimo do horror e da crueldade, a hora de dizer ‘não’ e a hora de dizer ‘sim’, as portas abertas numa casa vazia.

Assinalamos também, neste dia, o facto de as palavras terem um destino que se prolonga até onde formos capazes de levar algumas ideias tão simples, como a ideia de livro, a ideia de leitura, a de biblioteca, de partilha, de invenção, de página em branco, a de perdição por um romance ou por uma história repetida, repetida, repetida ao longo dos tempos.

Comemoramos este dia – de entre todos os outros – porque sabemos que a vida pode ser mudada por um livro, por um autor; que a nossa vida está perdida e, ao mesmo tempo, reunida nessas páginas de livros que passaram pelas nossas mãos ou aguardam o encontro entre a curiosidade e a pacificação, entre o gosto pela leitura e o gosto pela vida, entre as coisas que fomos e o que ainda havemos de ler.

Que existam, pois, bibliotecas, livros, autores, capítulos e fragmentos, sonetos, odes, histórias, episódios, esquecimentos, caminhos perdidos no meio das florestas ou desfeitos pela luz do mar, contos, novelas e números, fórmulas, apêndices e rostos amados. Que tudo exista. Porque todos nós somos leitores.

Este é o nosso dia, o princípio de todos os dias.

Francisco José Viegas

Para comemorar o “Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor”, que se celebra anualmente a 23 de Abril, a BAD – Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalista está a divulgar esta Mensagem aos Leitores

terça-feira, 27 de julho de 2010

Rede



Férias é não estar conectada o tempo todo. No paraíso não há rede. 
Boas férias para todos. 
Volto 1 de Setembro.
Vivam as bibliotecas vivas!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Lembro-me de Saramago a plantar uma árvore em Famalicão

Além da conversa da mulheres, são os sonhos que seguram o mundo na sua órbita. Mas são também os sonhos que lhe fazem uma coroa de luas, por isso o céu é o resplendor que há dentro da cabeça dos homens, se não é a cabeça dos homens o próprio e único céu.

José Saramago (1922-2010)
In Memorial do Convento

sábado, 5 de junho de 2010

Caminhar



Para o que ama a Verdade não há descanso nem termo, porque a vê no próprio caminhar, a surpreende no esforço  contínuo da marcha; o amor da Verdade não é um desejo de chegar, mas o anseio de  superar. Não me importa o resultado, mas o método.

Agostinho Silva

segunda-feira, 19 de abril de 2010

V Econtro de Oeiras a Ler

Nos dias 20 e 21 de Maio de 2010, as Bibliotecas Municipais de Oeiras organizam a 5ª edição do Encontro Oeiras a Ler, que será dedicada às novas modalidades de aprendizagem e ao contributo das Tecnologias de Informação e Comunicação para o desenvolvimento de novas formas de leitura e das literacias emergentes.

20 de Maio

09.30 Recepção e entrega da documentação

10.00 Sessão de abertura

10:30 Sheila Webber (Universidade de Sheffield – Reino Unido)
"Information Literacy for the 21st Century Life"

Moderador: José Mário Silva

11.30 Mette Kirkegaard Jensen (Biblioteca Pública de Aarhus - Dinamarca)
“Family Play’s / Children Interactive Library”

Moderador: José Mário Silva

12.30 Debate

13.00 Almoço

14.30 Luís Pereira (Universidade do Minho - Portugal)
Contributos dos videojogos para a literacia dos media

Moderador: Mafalda Lopes da Costa

15.30 Pausa para café

16.00 António Navarro, Maria José Amândio (RBMO – Portugal)
Apresentação do projecto “Oeiras Internet Challenge”

Moderador: Mafalda Lopes da Costa

17.00 Debate


21 de Maio

10:00 Workshop A – Teresa Silveira
Born Digital: os novos leitores

10.00 Workshop B – Ana Fontoura Pires
Organizações culturais na internet

10.00 Workshop C – João Correia de Freitas
Redes educacionais

13.00 Almoço

14.30 Patrícia Gouveia (Universidade Lusófona - Portugal)
Literacia dos media e artes digitais

Moderador: Carlos Pinto Coelho

15.30 Pausa para café

16.00 Juan Mata (Universidade de Granada - Espanha)
Del teclado a los ojos: nuevos caminos para viejos sueños

Moderador: Carlos Pinto Coelho

17.00 Debate

17.30 Moisés de Lemos Martins
Apresentação das conclusões

18.15 Encerramento

Informações e Inscrições:

Biblioteca Municipal de Oeiras
Sofia Pinto - sofia.pinto@cm-oeiras.pt
Telf. 214 406 340


Vivam as bibliotecas vivas.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

7 Abril | 14h00 Conteúdos: gestão, acessibilidade, utilização

TEMA 4 - Conteúdos: gestão, acessibilidade, utilização | Sessão 2

Moderador: Vera Silva
Relator: Aida Alves   

Objectivo leitura! A banda desenhada à conquista das modernas bibliotecas lusitanas
Gaspar Matos, Rui Brito, Adalberto Barreto    

Ler, ouvir e falar: a experiência dos grupos de leitores das Bibliotecas Municipais de Oeiras
Bruno Duarte Eiras

Práticas Cooperativas nas Bibliotecas Públicas do Baixo Alentejo
Ana Filipa Guerreiro, José António Calixto

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Relatório sobre hábitos de leitura e compra de livros Espanha 2009

Informe de hábitos de lectura y compra de libros en 2009
EL BARÓMETRO EVIDENCIA EL MAPA DE LA DESIGUALDAD DE LA LECTURA EN ESPAÑA

• Sexo, edad, estudios, hábitat y ocupación son determinantes en el hábito lector
• Por primera vez la media de horas semanales dedicadas a la lectura supera las 6 horas entre los lectores frecuentes
• El índice de lectura se sitúa en el 55% de la población mayor de 14 años, porcentaje que se mantiene estable con oscilaciones en los últimos cinco años
• Los que más leen son los niños entre 10 y 13 años (91,2%) y los jóvenes entre 14 y 24 años (70,5%) y los mayores de 65 los que menos (29,8%)
• Casi un 25% de la población lee en Internet y el 28% acudió a una biblioteca
• La novela histórica es el género preferido entre los lectores, pero los hombres huyen de las románticas y las mujeres de las de ciencia ficción y fantásticas
• El perfil del lector español sigue siendo el de mujer, universitaria, joven y urbana que prefiere la novela, lee en castellano y en casa, por entretenimiento
• El 26% de los lectores elige libros de bolsillo, el 45% lee más en vacaciones y más de un 40% de los lectores compró libros no de texto en el último año
• El niño con el pijama de rayas de John Boyne ha sido el libro más leído en 2009, pero Larsson fue el autor más leído y comprado

La tasa de lectores de libros en España se situó en el 55% de la población mayor de 14 años en 2009, de los que el 41,3% asegura leer libros diaria o semanalmente, son lo llamados lectores frecuentes, y otro 13,7% son los denominados lectores ocasionales, que declaran leer alguna vez al mes o al trimestre, según los resultados del Barómetro de hábitos de lectura y compra de libros de la Federación de Gremios de Editores de España (FGEE), patrocinado por la Dirección General del Libro, Archivo y Bibliotecas del Ministerio de Cultura. Este dato pone de relieve que el porcentaje de lectores se ha mantenido, si bien con algunas oscilaciones, en los últimos cinco años.
El informe, elaborado por Conecta, destaca que el 45% de la población se declaran no lectores, de ellos el 13,6% casi nunca leen y el 31,4 no leen nunca.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Diário da Homenagem ao Henrique Barreto Nunes publicado no Facebook


20 Janeiro 2010

Diário 1: sabe bem pensar no Henrique Barreto Nunes. foi bom trabalhar com ele, duma bondade extrema. a minha paixão pela leitura pública foi ele que nas aulas me contagiou. sou bibliotecária por causa dele, entre muitas mais coisas. uma dádiva de vida. sabe bem homenagear alguém que vive muito. e que quer recomeçar de novo a ser.

21 Janeiro 2010


Diário 2: hoje lembro-me do telefone vermelho que o Henrique Barreto Nunes tinha em cima da secretária no Largo do Paço. no meu gabinete em frente ao dele ouvia-se tocar o telefone vermelho. usa sempre palavras mágicas nas conversas. nunca ninguém foi desatendido nas audições coloridas daquele telefone. hoje não tem telemóvel! talvez alguém lhe ofereça um daquela cor.

22 Janeiro 2010

Diário 3: fui com o Henrique BN de comboio para Lisboa, para participarmos na conferência internacional bibliotecas para a vida. narrou-me tantos projectos e sonhos que fiquei sem respiração. não precisamos de casas e bibliotecas para estarmos vivos. a vida é que precisa de homens assim para manter vivas as bibliotecas.

23 Janeiro 2010

Diário 4:  um dia, na Biblioteca Pública de Braga, logo pela manhã tinha um bombom em cima da secretária. todas as mulheres da biblioteca também tinham! era uma homenagem doce às mulheres que o HBN inventou. ficamos amolecidas até hoje. foi no 8 março de 1993. oxalá continue a “achocolatar” muitas bibliotecárias por aí !!!!

24 Janeiro 2010

Diário 5: a porta do seu gabinete abriu-se muitas vezes e uma presença real levou-me a fazer descobrimentos, a ler e a ler. Um dívida eterna tenho a alguém que, pelos consentimentos, pelas visões, pelas partilhas, me deixou perder na imensidão e nos segredos da Biblioteca Pública de Braga.

25 Janeiro 2010

Diário 6: os livros mais antigos que a Biblioteca Pública de Braga possui são os incunábulos. foi por causa deles que me cruzei com o Henrique Barreto Nunes. um dia descobri um incunábulo dentro de uma encadernação de um outro livro de outro século. só um amante de livros se pode comover com esta revelação. o amor pelos livros é comparável  a qualquer outro amor. comovemos-nos. deu lugar a festejos, nas ficções do meu pensamento, e ao HBN também.

26 Janeiro 2010

Diário 7: acabei de receber o texto do Henrique Barreto Nunes “Leve um livro para a cama”. Quem se lembra deste artigo que ele publicou no Correio do Minho? Amanhã publico no blogue da Homenagem. Esteve afixado no meu gabinete da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco muito anos. “Ler, às vezes, é quase tão bom como…”

27 Janeiro 2010

Diário 8: as políticas de leitura pública em Portugal. as orientações conceptuais e programáticas sobre as bibliotecas a criar. a rede nacional de leitura pública. a contaminação deste sonho a muitos bibliotecários seus alunos, colegas e amigos. o entusiasmo e o ânimo com que se passam as urgências. que mais é que herdamos e testemunhamos?

28 Janeiro 2010

Diário 9:  livros proibidos no regime fascista. O HBN fez-me apaixonar por este tema. muitas prateleiras e catálogos de bibliotecas vasculhei à procura dos livros da lista negra. fizemos uma exposição que circulou por várias bibliotecas. publicamos estudos e bibliografias. hoje, em nome da liberdade de expressão, HBN continua a lutar e a ensinar-nos os caminhos de uma distinta cidadania.

29 Janeiro 2010

Diário 10: as bibliotecas e a memória da vida local, a descoberta dos fundos locais das bibliotecas, a importância dos leitores na orientação da missão das bibliotecas. aprendemos muito com a sua intervenção cívica, com os seus textos, com as suas aulas. continuamos, com alma, a sua pro…vocação: “a biblioteca… um amor de toda a vida, um amor para toda a vida.”

30 Janeiro 2010
Diário 11: repetidamente disse ao longo da vida “quero o impossível!”

31 de Janeiro 2010

Diário 12: o HBN ofereceu-me as Rimas de Camões, a reprodução fac-similada da edição de 1598. foi no meu último dia de trabalho na Biblioteca Pública de Braga. escrevia nas Rimas que esperava, em breve, o meu regresso definitivo à biblioteca e que juntos poderíamos trabalhar na sua renovação, mantendo a identidade e a memória. que gosto me deu este suave pensamento de grandes esperanças, no decorrer dos anos que foram passando. a vida não nos cruzou mais na BPB. e sábio, Camões escrevia que “segundo o que o Céu me tem mostrado, já sei que deste meu buscar ventura, achado tenho já que não a tenho”. no mundo quis o tempo que se achasse o bem assim.

1 de Fevereiro 2010

Diário 13: de manhã chegava ao meu gabinete e falava das leituras que fizera à noite.  lia romances de amor, agora mais livros policiais. enunciava o clube dumas, e outros títulos. muitos autores, como Arturo Pérez-Reverte, Assis Pacheco, Manuel Vázquez Montálban, Garcia Lorca… um dia chegou completamente extasiado. ordenou-me que tinha que ler HOJE “o velho que lia romances de amor”. às vezes, regresso a esta casa distante e lembro-me das urgências das leituras partilhadas, do fascínio das palavras que podemos dividir com os outros. a vida pode ser percorrida com pessoas que nos elevam.

3 de Fevereiro 2010

Diário 14:  escreveu centenas de páginas, reabilitou poetas, defendeu causas, criou documentos que deram origem e fizeram viver a rede de leitura pública. combateu em muitas frentes, ensinou (como um mestre) muitos bibliotecários. no email de despedida dizia que “ainda tinha tanto que fazer…”. quando recebi esse email soube logo que agora é que há tanto para ele escrever, reabilitar, lutar, criar, fazer viver, combater, ensinar. temos muito ainda a esperar. ele vai continuar a homenagear-nos com o seu humilde triunfo sobre este mundo.

5 Fevereiro 2010


Diário 15: no final da mesa das comunicações sobre a web 2.0, durante o Congresso Bibliotecas para a Vida, em novembro passado, alguém na plateia pediu a palavra e disse: “com estes desafios para as bibliotecas e para os leitores, eu queria voltar a trabalhar e recomeçar de novo”.
há homens assim seduzidos para sempre pelas bibliotecas e pelos seus leitores. recomeçar de novo… estou grata pela sabedoria e pela vida que nos continua a dar hoje, amanhã e sempre.

PS
Fui com um prazer enorme que criei e editei o blogue da homenagem ao Henrique Barreto Nunes (almoço sábado). Uma honra. Dezenas de textos, estudos, intervenções públicas, manifestos. Muitos testemunhos e depoimentos chegaram para publicação sobre este homem feliz. É muito bom ser sua colega e amiga. Depois disto tudo s ó faltava que abrisse uma conta no Facebook. ;) Não me admira… Leve um livro para a cama é a sua especialidade !!! :D

Luísa Alvim

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Blogue Homenagem Henrique Barreto Nunes



Almoço de Homenagem e amizade ao Henrique Barreto Nunes no dia 6 de Fevereiro, 13h00, no Porto
Inscrições APBAD

Quem gostar de enviar textos, fotografias sobre o HBN para editar no blogue pode fazê-lo para o email da:
Manuela Barreto Nunes 
mbnunes@upt.pt
ou
Luisa Alvim 
mluisa.alvim@gmail.com

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Divulgação científica: os melhores livros do ano

Divulgação científica: os melhores livros do ano
Quais os melhores livros de divulgação científica publicados em 2009? Para nos ajudar na escolha, pedimos a opinião de conhecidos autores e divulgadores de ciência. Em baixo listamos as preferências de Carlos Fiolhais (CF), físico, Jorge Buescu (JB), matemático, e Palmira F. Silva (PFS), química.

Charles Darwin, "A Origem das Espécies" (Guimarães)
(CF) No ano dos 150 anos deste livro, que foi também o dos 200 anos do nascimento do autor, várias edições saíram em Portugal, entre elas a da Guimarães. Um clássico, portanto!

Richard Dawkins, "O Espectáculo da Vida: A Prova da Evolução" (Casa das Letras)
(PFS) O último livro do autor de "O Gene Egoísta" e "O Relojoeiro Cego" é mais que um passeio extremamente didáctico por 150 anos de evidências da evolução provenientes de disciplinas científicas diversas. Dawkins inspira nos leitores um encantamento pelo mundo natural e uma vontade de saber mais sobre biologia para poder apreciar em pleno o espectáculo da vida.

Graham Farmelo, "The Strangest Man: The Hidden Life of Paul Dirac, Mystic of the Atom" (Basic Books)
(CF) Uma biografia de um dos mais importantes físicos do século XX, o inglês Paul Dirac, um dos criadores da teoria quântica.
(JB) Deliciosa biografia sobre o físico mais excêntrico, mas dos mais interessantes, da geração da revolução quântica.

Ben Goldacre, "Ciência da Treta" (Bizâncio)
(CF) A pseudociência na área das ciências da saúde desmascarada por um médico que conhece bem o método científico.
(JB) Um médico explica-nos como distinguir a ciência das muitas pseudo-ciências na área da saúde, passando pelos alarmismos fantasmas devidos à má ciência. Um livro de combate.

Timothy Gowers (ed.), "The Princeton Companion to Mathematics" (Princeton University Press)
(JB) Um livro único no seu género, escrito por dezenas de especialistas, que dá uma perspectiva extraordinária sobre toda a Matemática. Ficará como referência durante muitos anos.

Richard Holmes, "The Age of Wonder: How the Romantic Generation Discovered the Beauty and Terror of Science" (Pantheon)
(CF) No ano em que se comemoram os 50 anos da palestra de C. P. Snow sobre as duas culturas, esta obra é um exemplo da união dessas culturas ao relacionar a ciência e a arte do século XIX.
(PFS) A narrativa de Richard Holmes sobre a relação por vezes complicada dos românticos britânicos com a ciência é muito mais do que uma biografia de grupo dos cientistas que marcaram o período, como Joseph Banks, Humphrey Davy ou William Herschel, e a forma como se relacionaram com, por exemplo, Keats, Coleridge, Byron ou os Shelleys. A Idade do Maravilhamento é um apelo ao selar da fissura sem sentido entre as "duas culturas" a que os leitores não resistem.

Bruce Hood, "Supersense: From Superstition to Religion - the Brain Science of Belief" (Constable)
(JB) Um livro cativante, bem-humorado e sério sobre as razões pelas quais pessoas inteligentes podem acreditar em coisas estranhas.

Manjit Kumar, "Quantum: Einstein, Bohr and the Great Debate About the Nature of Reality" (Icon)
(PFS) Manjit Kumar apresenta-nos uma narrativa soberbamente escrita sobre a revolução científica que se transformou no debate intelectual mais aceso do século XX. Kumar consegue com este livro a tarefa que muitos considerariam impossível, explicar quer as questões filosóficas quer as questões históricas subjacentes e situá-las na conjuntura política da época.

David Landes, "A Revolução no Tempo" (Gradiva)
(CF) Do autor de "A Riqueza e a Pobreza das Nações", outra grande obra da autoria do economista de Harvard, que é uma verdadeira história cultural do tempo e dos relógios.

Jason Rosenhouse, "The Monty Hall Problem: The Remarkable Story of Math's Most Contentious Brain Teaser" (Oxford University Press)
(JB) Exploração brilhante das ramificações de um pequeno quebra-cabeças matemático que confunde, por vezes até ao ponto da violência verbal, aqueles a quem é colocado: até Paul Erdös deu a resposta errada.

Eric Roston, "The Carbon Age: How Life's Core Element Has Become Civilization's Greatest Threat" (Walker & Company)
(PFS) Este livro de Roston, contrariamente ao que o título poderia fazer pressupor, não versa (apenas) sobre alterações climáticas mas oferece-nos uma perspectiva do carbono e do seu papel no Universo, na Terra, na vida e na sociedade que conjuga cosmologia, física, química e ecologia. Escrito de forma muito atraente, recorda em alguns excertos o último capítulo da "Tabela Periódica" de Primo Levi ("Sistema Periódico", Gradiva), uma fantasia poética sobre o percurso de um átomo de carbono que passa pelo cérebro do escritor e integra as suas lucubrações num fugaz instante do seu ciclo.

Neil deGrasse Tyson, "The Pluto Files: The Rise and Fall of America's Favorite Planet" (Norton)
(PFS) Este ano foi também o Ano Internacional de Astronomia que assinala o aniversário da primeira observação astronómica realizada por Galileu há 400 anos. No seu último livro, um dos mais conhecidos astrofísicos da actualidade, com a verve e humor que caracterizam todos os seus livros, conjuga cultura popular e investigação state-of-the-art para explicar porque dirigiu o movimento que levou à "despromoção" de Plutão do seu estatuto planetário.

David Sloan Wilson, "A Evolução para Todos: Como a teoria de Darwin pode mudar a nossa forma de pensar na vida" (Gradiva)
(PFS) No ano em que assinalamos o bicentenário do nascimento de Darwin e os 150 anos da publicação d'"A Origem das Espécies", muitos autores elegeram a evolução como tema dos seus livros. Wilson destaca-se pela história fascinante que escreve para o público em geral com um rigor que o recomenda para a comunidade científica.

Fonte :De Rerum Natura
Vivam as bibliotecas vivas!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Livros nos telemóveis


Com a evolução da Intenet, lemos cada vez mais nos ecrãs dos variados aparelhos digitais, dos computadores aos telemóveis.
Alguns artigos relacionados:

La empresa en la Web 2.0 (Tercera edición del libro)
Los lectores de este libro obtendrán claves sobre cómo utilizar las nuevas tecnologías sociales (blogs, wikis, podcast, videos, redes sociales, etc.) para mejorar el rendimiento de su empresa.

Libros en iPhone
El libro "La empresa en la Web 2.0" forma parte de una iniciativa de comercialización de 20 libros a través de la plataforma de distribución iTunes.

El precio de la dependencia en Google
Para entender correctamente la operación de Murdoch - Microsoft debemos analizar su actual grado de dependencia de Google.

Lectura en móviles
El sector del libro andaluz (editoriales, librerías y bibliotecas) ha entendido que debe testar nuevas herramientas y enfoques en sus campañas de fomento de la lectura si quiere atraer el interés de los lectores más jóvenes.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Desejo um Santo Natal

O Natal não é ornamento: é fermento
É um impulso divino que irrompe pelo interior da história

Uma expectativa de semente lançada
Um alvoroço que nos acorda
para a dicção surpreendente que Deus faz
da nossa humanidade

O Natal não é ornamento: é fermento
Dentro de nós recria, amplia, expande

O Natal não se confunde com o tráfico sonolento dos símbolos
nem se deixa aprisionar ao consumismo sonoro de ocasião
A simplicidade que nos propõe
não é o simplismo ágil das frases-feitas
Os gestos que melhor o desenham
não são os da coreografia previsível das convenções

O Natal não é ornamento: é movimento
Teremos sempre de caminhar para o encontrar!

Entre a noite e o dia
Entre a tarefa e o dom
Entre o nosso conhecimento e o nosso desejo
Entre a palavra e o silêncio que buscamos
Uma estrela nos guiará

José Tolentino Mendonça

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Exposição Prémio Nacional de Ilustração


Com o objectivo de promover a leitura entre os mais novos, o Ministério da Cultura, através da DGLB, e em colaboração com a Associação Portuguesa para a Promoção da Literatura Infantil e Juvenil, atribui o Prémio Nacional de Ilustração, que pretende incentivar o trabalho de artistas no domínio da ilustração de livros para crianças em Portugal.
Na Biblioteca Pública de Évora está patente a exposição Prémio Nacional de Ilustração 2008, dedicada às ilustrações dos vencedores, na qual destaco o trabalho de Madalena Matoso, que ganhou o primeiro prémio, com o livro "A Charada da Bicharada", texto de Alice Veira, da Texto Editores.


Vivam as bibliotecas vivas.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

15º Encontros Luso-Galaico-Francófanos do Livro Infanto-Juvenil




Maré de Livros
13 e 14 de Novembro 2009
Biblioteca Municipal Almeida Garrett | Porto

A 15ª edição dos encontros tem por tema "Maré de Livros" e reúne investigadores, escritores, ilustradores e todos aqueles que se interessam e promovem o livro para a infância e juventude. Integra conferências e debates, oficinas para adultos e crianças, exposições de ilustração, venda de livros e encontros com escritores e ilustradores.

Sábado 14h30- Ateliers



Vivam as bibliotecas vivas!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Montolieu, a aldeia dos livros



De regresso de férias, ainda a recomeçar tudo, edito uma lembrança da aldeia dos livros Montolieu, em França, que visitei em Agosto passado. É uma pequena aldeia dedicada aos livros, artes gráficas, encadernação, feitura de papel, alfarrabistas, tipografias, museu do livro, etc.

Imagens no Flickr

Possui um programa de animação cultural muito específico para os bibliófilos, bibliotecários e amantes do livro, com exposições, museus, ateliês, espectáculos, encontro com escritores, sessões de poesia, e tudo o que possa imaginar à volta do livro e das artes gráficas.
Como foi possível construir nesta aldeia uma "aldeia de livros e de artes gráficas"?

Um dos mentores oferece-nos os ingredientes:

-De l'audace, beaucoup d'audace
- De la passion
- Du savoir-faire
- Des libraires exotiques
- Des bouquinistes bien frais
- Des sous et des clous
- Quelques idées (à renouveler)
- Des bijoux de famille

Para ter umas férias alternativas, bem perto de Carcassonne e de Toulouse, na região dos Cátaros. Aqui.
Boa viagem!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Uma biblioteca sem muros nem ameias


Informações e Inscrições:
Biblioteca Municipal de Algés
Telf. 214118970
bruno.eiras@cm-oeiras.pt

Biblioteca Municipal de Oeiras
Telf. 214406340
sofia.pinto@cm-oeiras.pt
A inscrição individual no Encontro tem o valor de € 45 (sendo de € 80 para duas inscrições da mesma instituição e de € 120 para 3 inscrições da mesma instituição).
As inscrições incluem o almoço nos dois dias do Encontro.
Ficha de Inscrição


Vivam as bibliotecas vivas sem muros e sem ameias!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Há homens a abrir as mãos como livros

no dia mundial do livro,

às vezes abre-se uma fonte e um lugar à frente para os outros. Mas nem sempre abrimos a porta a quem está em casa seja com a ajuda dos livros, das palavras ou dos gestos.
Este fragmento de tecido é um sinal de que podemos abrir as mãos como livros.

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Há homens a abrir as mãos como livros
superfícies intensas sem ruído – as nascentes
No rochedo liso, no deserto imprevisto

É quente o silêncio. É quieto de uma claridade
Atenta. Eles o abrem – o orvalho
e nem sempre o atravessa o lume

É sempre de manhã que se abrem as correntes
abrem os escritos sem abrir os lábios
eles sussurram sobre os ouvidos
do homem que fala sozinho

Nem sempre abrem a porta de quem está em sua casa
Nem a ferida que se cura com o tempo

Abrem uma fonte e um lugar à frente. Cada afluente
e o seu leito. Abrem
os anzóis profundos dos sinais

Daniel Faria
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Vivam as bibliotecas vivas!