Mostrar mensagens com a etiqueta Camilo Castelo Branco. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Camilo Castelo Branco. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

maria moisés II

"Maria Moisés", in Novelas do Minho, de Camilo Castelo Branco, narra duas histórias, a primeira é sobre os amores contrariados de Josefa de Santo Aleixo e de António de Queirós e da filha de ambos, Maria Moisés.
A segunda, é a história de vida de Maria de Moisés.

Para saber mais "Maria Moisés de Camilo Castelo Branco: Enredos do Coração" de
J. Cândido Martins (Universidade Católica Portuguesa – Braga).

Vivam as bibliotecas vivas.

paixões proibidas I I

Paixões Proibidas II

Apresentação - bastidores de Paixões Proibidas

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

vinte horas de liteira

séc. XIX, no Museu dos Coches

O romance "Vinte horas de liteira", de Camilo Castelo Branco, descreve a viagem que o escritor faz com a personagem António Joaquim, de Vila Real até ao Porto. É uma sucessão de histórias e narrativas que António Joaquim lhe vai contando, e vice-versa. O paradoxal desta obra, é a que a personagem ficcionada António Joaquim reconta, ao escritor, histórias reais. Essas histórias são ficção, escritas pelo narrador Camilo Castelo Branco. O narrador também conta, a António Joaquim, histórias verdadeiras.
Estas ambiguidades entre a conversa do livro e a literatura, o narrador que não é mas acaba por ser, o real e a ficção, transformam esta viagem ficcional camiliana numa verdade im(possível).
Recomendo o prefácio da investigadora Annabela Rita à obra Vinte Horas de Liteira, Edições Caixotim, 2002

A obra em CD-Rom Projecto Vercial
Vivam as bibliotecas vivas.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

trevas claríssimas

fotografia Anthony Goicolea


"Não se pode ser perfeito hoje em dia sem se ser um bocadinho idiota. A esta saudável ignorância das misérias do próximo, chamava o meu padre Manuel Bernardes, «trevas claríssimas»."

In Maria de Moisés

Camilo Castelo Branco

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Camilo por terras brasileiras II

O portal (do Governo Federal do Brasil ) Domínio Público necessita de colaboradores, em regime de voluntariado, para digitalizar as obras literárias que já se encontram em domínio público.
Quem quiser ajudar, e já agora divulgando as obras do Camilo que ainda não estão na biblioteca digital, pode fazê-lo para os emails:
parceiros@futuro.usp.br
ou
voluntario@futuro.usp.br

Bom trabalho e ajudem a manter as bibliotecas vivas.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Camilo por terras brasileiras I

O Governo brasileiro, através do Ministério da Educação, propõe um Portal de obras literárias, musicais, e outras, de domínio público, em formato de biblioteca digital. Este projecto estende-se também a obras contemporâneas cujos autores autorizem a sua divulgação e digitalização.
Camilo Castelo Branco é contemplado, nesta biblioteca digital, com 6 obras completas em pdf :

A Brasileira de Prazins

Amor de perdição

Coisas que só eu sei

Coração, cabeça e estômago

Os Brilhantes do Brasileiro

Uma Praga rogada nas escadas da forca


Vivam as bibliotecas vivas.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

fanny owen

Francisca de Manoel de Oliveira

Camilo Castelo Branco encontra-se com Fanny (Francisca Owen Pinto de Magalhães, 1830-1854), visitando-a e escrevendo-lhe umas famosas cartas, que mais tarde servirão para destruir a relação de Fanny com o futuro marido José Augusto Pinto de Magalhães. Estes morrerão de "amor", pela tragédia do triângulo de que Camilo faz parte.
Agustina Bessa Luís relata magistralmente estes trágicos amores no seu romance Fanny Owen.
Refira-se, também, que Francisca, o filme de Manoel de Oliveira, resulta de uma encomenda de diálogos a Agustina, da qual acabou por resultar este romance. O filme foi filmado na Quinta de Soeime, em Vilar do Paraíso.
A quinta pertenceu à
Tia Geninha (Efigénia Russel de Sousa casada com Carlos Dias de Almeida, tio avô da minha cara metade), onde, algumas vezes, percorri salas e jardins, onde se filmou Francisca.
Relembro, pelos meus 18 anos, ter visto este filme e nunca esquecer a famosa cena em que José Augusto entra, a cavalo, pelo quarto de Camilo onde têm um diálogo exemplar sobre o Amor e a fatalidade da morte.
"O que faz com que amemos alguém?", pergunta José Augusto, no momento em que já não há nada mais a fazer. O que fazer, então? "Gerar um anjo na plenitude do martírio", o que, no universo do filme e no universo de Oliveira e seus amores frustrados, significa construir um amor eterno no meio de toda a adversidade do mundo.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

paixões proibidas I

A RTP uniu esforços com a Band e deu corpo à novela Paixões Proibidas, que em Portugal tem estreia marcada para Janeiro de 2007. É uma adaptação dos livros, de Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição, Mistérios de Lisboa e O Livro Negro do Padre Dinis, feita pelo guionista Aimar Labaki, que retrata a sociedade portuguesa e brasileira do século XIX.
O projecto conta com a participação de nove actores portugueses em permanência. Uma lista encabeçada por Virgílio Castelo, Natália Luiza, Ana Bustorff, Henrique Viana, São José Correia, Pedro Lamares, Carlos Vieira, Nuno Pardal e Leonor Seixas. Do elenco brasileiro saltam à vista nomes como os de Flávio Galvão, Filipe Camargo, Suzy Rego, entre muitos.
Fazem parte da banda sonora, da novela, uma reunião de excelentes nomes como o de Chico Buarque, Mariza, Ivan Lins, Teresa Salgueiro, Caetano Veloso e Pedro Abrunhosa.

site oficial "Paixões Proibidas"

Wikipédia - Paixões Proibidas

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

camilo broca

Hoje, estará em Seide o escritor Mário Cláudio, ao final do dia, para apresentar este livro. Não há lugar melhor do que este para o fazer. Um romance que conta a história da família, por alcunha Brocas, e dos antepassados de Camilo, de forma ficcionada. Quem são eles? Muitos retratos nos são apresentados, vidas cruzadas, vidas sofridas, amor e ódio, inquietação.
Mário Cláudio, numa entrevista para o Portal da Literatura, sobre as personagens deste livro, afirma : "De facto, vivos ou mortos, reais ou imaginários, os interventores em qualquer história são sempre, e exclusivamente, os que existem dentro de nós."

entrevista a Mário Cláudio a propósito do seu livro "Camilo Broca"
sobre Mário Cláudio
Vivam as bibliotecas vivas.

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

maria moisés

Mais uma das "Novelas do Minho":
"Maria Moisés", escrita em S. Miguel de Seide, em Novembro de 1876.
Assim começa a novela : "O pequeno pegureiro contou as cabras à porta do curral; e, dando pela falta de uma, desatou a chorar com a maior boca e bulha que podia fazer. Era noite fechada. Tinha medo de voltar ao monte...".
Seguem-de as peripécias que levam ao suicídio da Josefa, e ao abandono da sua filha recém-nascida, no rio. Será esta a Maria Moisés, que faz justiça ao sobrenome bíblico, indicativo da circunstância em que foi encontrada, num berço sobre o rio.

As Novelas do Minho podem ser lidas, em papel, em muitas edições. Na Camiliana, da Casa de Camilo, aconselhamos estas :
- edição crítica organizada, com base nos manuscritos e na primeira edição por Helena Mira Mateus (Lisboa : Centro de Estudos Filológicos, 1961)
- selecção e notas de Alexandre Cabral (Lisboa : Círculo de Leitores, 1982)
- prefácio e fixação do texto por J. Cândido Martins (Porto : Edições Caixotim, 2006), sob a direcção de Aníbal Pinto de Castro.

Em formato digital :
"Maria Moisés" - na Revista Ficções - Biblioteca online do Conto
"Maria Moisés" - na Biblioteca Digital da Porto Editora- obra integral pdf

Vivam as bibliotecas vivas.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

onde está a felicidade?

Depois de um fim de semana em paz e serenidade, eis que surge esta obra de Camilo, nas minhas mãos : "Onde está a felicidade?"
Este romance, publicado, em primeiro lugar no periódico A Verdade, em 1856, é um romance de costumes em que várias personagens procuram, cada uma à sua maneira, a felicidade, no dinheiro, outras no amor. E eis que, fabulosamente, Camilo tece uma intriga simbólica.
No Prólogo, um retrato de um usurário João Antunes da Mota, que antes de morrer, no célebre desastre das barcas, na Ribeira do Porto, no Rio Douro (ao fugir dos invasores franceses), enterra no chão de sua casa, na Rua dos Arménios, toda a sua fortuna, cento e cinquenta contos de réis. Facto importante, porque depois no romance, este acontecimento irá ser o desfecho à pergunta - Onde está a felicidade? Mas desenganem-se os incautos porque a resposta não é linear. Daí o fascínio desta obra, que vivamente recomendo.
Esta obra pode ser lida em várias edições e em CD-Rom, editado pelo Projecto Vercial.
Vivam as bibliotecas vivas.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

o comendador em mp3

As Novelas do Minho, do Camilo Castelo Branco, foram editadas originalmente em 12 fascículos mensais, a partir de 1875 até 1877. Todas as oito novelas foram escritas aqui em S. Miguel Seide, excepto precisamente esta que aqui se apresenta "O Comendador", escrita em Coimbra e dedicada a D. António da Costa, e originalmente publicado n´ "O Minho". Esta novela escrita em plena maturidade intelectual do escritor, retrata a vida de Belchior, que em criança foi abandonado, pela mãe, à porta da igreja e que foi adoptado por uma viúva. Na sua juventude, apaixona-se pela filha de um homem rico e engravida-a. Furioso com a desonra, o pai dela e os irmãos dele arranjam maneira de o enviarem para o exército. Com a ajuda de um parente, Belchior foge para o Brasil. Vinte anos depois, regressa a Portugal com outro nome e rico, volta à aldeia e descobre o que se passou com a apaixonada e o filho, e arranja maneira de finalmente de se casar com ela.
Hoje podemos ouvir esta novela em mp3, descarregando-a do Boal - Biblioteca On-line Áudio de Literatura que é um excelente projecto de António Fidalgo e Rita Duarte da Universidade da Beira Interior, Covilhã.

"O Comendador" de Camilo Castelo Branco
(lida pelo actor Pedro Fonseca)
Vivam as bibliotecas vivas.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

a última vitória de um conquistador


A psicanalista Cristina Fabião, em 1995, no Colóquio "A Mulher na vida e obra de Camilo", em Famalicão, apresentou um estudo intitulado "Camilo e a figura materna n´A última vitória de um conquistador."

Faz análise deste conto de Camilo, que é uma história de amor e traição entre duas personagens.
Defende que Camilo, com este texto, não precisava de o escrever só por questões económicas, mas escreveu-o para para jogar um jogo com o leitor e escapar à depressão.
Toda a sua escrita foi a salvação do suicídio, até ao dia em que cegou.

Fonte: A Mulher na Vida e Obra de Camilo : actas / org. Câmara Municipal de V.N. Famalicão, Centro de Estudos Camilianos.

suicídio de Camilo
Vivam as bibliotecas vivas.