Vivam os museus vivos!
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Seminário de Investigação em Museologia
Vivam os museus vivos!
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
os meus amigos
Amigos cento e dez, e talvez mais
Eu já contei! Vaidades que eu sentia!
Pensei que sobre a terra não havia
Mais ditoso mortal entre os mortais.
Amigos cento e dez, tão serviçais,
que eu já farto de os ver, me escapulia,
Ás suas curvaturas vertebrais.
Um dia adoecia profundamente,
-Que vamos nós (diziam) lá fazer?
Camilo Castelo Branco
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
os filhos do esfolador

A peça de teatro “Os Filhos do Esfolador”, de valter hugo mãe, é encenada pelo actor Joaquim Nicolau, e interpretada pelos actores da companhia Jangada Teatro.
valter hugo mãe adaptou o “Cego de Landim”, das "Novelas do Minho" de Camilo Castelo Branco, ao teatro, transformando-a numa comédia com uma linguagem cénica leve e divertida.
Depois da estreia em Famalicão, a semana passada, a peça segue para Lousada, depois para Braga e outros teatros do país.
“Baseada na obra camiliana “O Cego de Landim”, a peça aborda a história de António José Pinto Monteiro ou como era conhecido do cego de Landim, filho primogénito de um barbeiro esfolador. Um ladrão e vigarista que faz fortuna no Brasil, aliado a um rapaz que lhe que serve de apoio depois de ele ter perdido a vista, e a um polícia corrupto. António José Pinto Monteiro faz-se à vida através da mais fina ladroagem. Falsário de grande qualidade, dotado de rara lábia, as suas artes cedo se notaram, distinguindo-o da humildade que caracterizava a sua família. Mandado para o Brasil aos 11 anos, por um beneditino que acreditava assim poder compor as suas naturais tendências para os actos criminosos, acaba por se tornar num activo malandro, imiscuído na política, na maçonaria e agindo mesmo contra o imperador. Por desgraça, tocaram-lhe as chicotadas de um militar imperialista que, no bulício do açoite, acabaram por cegá-lo.
Imerso nas mais profundas trevas, nem por isso se redime, muito pelo contrário, desenvolvendo uma trafulhice que tem tanto de competente quanto de caricato.
Regressado a Portugal, a Landim, de onde era natural, muito fausto lhe assistia, sobretudo à mesa, e fama disso e de grande esperteza e de muito mais. O Cego de Landim torna-se homem de grande história, e mais ainda quando cai em desgraça, vítima de oportunistas e ladrões que, como ele, nunca hesitariam uma boa abertura para enriquecer sem esforço. Virado o feitiço contra o feiticeiro, António José Pinto Monteiro morre praticamente na miséria.”
Vivam as bibliotecas vivas.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
camilo em selos
terça-feira, 6 de novembro de 2007
sete mulheres

A 101 Noites resolveu lançar esta colecção, porque as boas histórias ficam no ouvido e adicionou-lhes a música de Alexandre Cortez (Rádio Macau e Wordsong).
A editora 101 Noites disponibiliza textos, de grande escritores, dos quais tem copyright das traduções, e podem ser encontrados na sua biblioteca digital.
Vivam as bibliotecas vivas.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
resultados da avaliação do plano nacional de leitura
"Tudo o que nos alegre, poema ou tolice, é um raio da misericórdia divina"
Camilo Castelo Branco
Vivam as bibliotecas vivas!
Fonte Diário Digital
terça-feira, 23 de outubro de 2007
luz e sombras

Nas instituições públicas, em Portugal, tal como na China e noutros países que tão bem conhecemos, a censura existe. Para além de não ser conveniente falar a verdade, também interrompem os caminhos da estrada. Para bom entendedor meia palavra.Desculpem-se os defeitos dos grandes espíritos.
Só deixa de haver sombras onde não há luz.Camilo Castelo Branco
Vivam as bibliotecas vivas em liberdade!
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Camilo um verdadeiro realista da Web 2.0

Na Brasileira de Prazins, no P.S. final, interroga-nos Camilo:
"O leitor pergunta: — Qual é o intuito científico, disciplinar, moderno, deste romance? Que prova o conclui? Que há aí proveitoso como elemento que reorganize o indivíduo ou a espécie? Respondo: Nada, pela palavra, nada. O meu romance não pretende reorganizar coisa nenhuma. E o autor desta obra estéril assevera, em nome do patriarca Voltaire, que deixaremos este mundo tolo e mau, tal qual era quando cá entrámos.
São Miguel de Seide, Dezembro de 1882."
link para Brasileira de Prazins - na Wikipedia aqui.
O melhor de Camilo está neste romance. Estou a reler, para comentar e rebater a parte de que deixamos o mundo tal e qual como quando cá entramos!
Brevemente o wiki "Camilo 2.0" !
Vivam as bibliotecas vivas!
quarta-feira, 13 de junho de 2007
o dom da generosidade

A descrição bibliográfica das 133 obras foi realizada pelos bibliotecários João Leite, Isabel Pereira Leite, e Maria Antónia Arroio.
Vivam as bibliotecas vivas.
sexta-feira, 4 de maio de 2007
lugares camilianos em Trás-os-Montes

Lugares e histórias visitados :
Castelo de Aguiar "O Esqueleto", "Os Mistérios de Lisboa".
Vilarinho de Samardã (casa de Camilo, Igreja, aldeia) "A exumação de um cadáver" in Duas horas de Leitura.
Fojo do Lobo "O Degradado" in Novelas do Minho.
Ribeira de Pena (Igreja Matriz do Divino Salvador, Capela N.S. Guia, Capela Granja Velha, ponte de arame) "Ao anoitecer da vida", "Maria Moisés" in Novelas do Minho, "Doze casamentos felizes" (6º).
Bragadas (Casa do Barroso - porta) "História de uma porta".
Friúme (casa de Camilo)
Ponte de Cavez e Capela S. Bartolomeu "Como ela o amava" in Noites de Lamego.
Vivam as bibliotecas vivas.
terça-feira, 24 de abril de 2007
amor de perdição
quinta-feira, 19 de abril de 2007
o romance dum homem rico
"É o livro que eu mais quero, e, a meu juízo, o mais tolerável de quantos fiz"
In Memórias do Cárcere, Camilo Castelo Branco
Vivam as bibliotecas vivas.
quarta-feira, 4 de abril de 2007
vulcões de lama
foto cedida por Paulo Sousa, 28 Março, no Alcides, Ponta Delgadavemos os futuros bloguistas Jacinto Guerreiro (Direcção Geral ADSE) e Jorge (Arquivo Oeiras), e ao fundo a Clara e a Luísa, a seu lado não se vê o espanhol António Carpallo Bautista (Universidade Complutense de Madrid), só os seus óculos.
jantar dos bloguistas Pedro Príncipe, Paulo Sousa, Clara Assunção, Júlio Anjos, Luísa Alvim, Adalberto Barreto
O congresso dos Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas terminou, e já voltamos dos Açores.
Nem a propósito, surge-me, na minha secretária, o livro Vulcões de lama, último romance escrito por Camilo.
Metaforicamente falando, nos Açores, ilhas vulcânicas, como lugar de um congresso, tanto podemos falar da lama como da actividade vulcânica, mas este último assunto é muito mais interessante. Sem dúvida, que o painel de discussão sobre a escrita em blogues, na nossa área profissional, contribuiu para o explodir de muitas atitudes, leituras e reflexões. Assim como algumas intervenções, através das comunicações, de colegas que estão vivos e mantêm bibliotecas vivas.
Camilo equipara as paixões humanas às erupções vulcânicas e nem é necessário dizer como Camilo termina o romance, pois a decadência do seu universo vivencial, nesta altura da sua vida (suicídio 4 anos depois), traduz-se em lama, e no romance em relações de amores ilícitos entre o padre Hilário e algumas mulheres.
Desenganem-se os congressistas quanto à comparação do tema do romance com os factos passados neste congresso! Nem me atreveria a tal!
Fiquemos com Camilo e as razões do título desta obra:
"Ordinariamente quando, em estilo metafórico, usamos comparar as férvidas paixões de alguns homens aos vulcões, a comparação vai buscar o símile às crateras do Etna, do Hecla e do Vesúvio. Presume-se pois que os antros do coração humano refolgam fogo de paixões assoladoras como os intestinos do nosso globo jorram arroios de lava candente que subvertem, devastam, devoram, pulverizam ou petrificam toda a natureza viva e morta que abrangem nos seus braços de lavaredas.
Todavia, há aí na casca do planeta paixões cujo símile não dá o Vesúvio, o Hecla nem o Etna. É de Java que ele vem - de Java onde estuam convulsionados uns vulcões de lama que expluem o seu lodo sobre as coisas e as pessoas, primeiro emporcalhando-as, depois asfixiando-as na sua esterqueira espapaçada.
Neste romance estão em actividade permanente, sempre acesas, as crateras das paixões da aldeia, também vulcânicas, exterminadoras; mas sujas de uma porcaria nauseabunda - vulcões de lama", enfim.
Tal é a razão do título."
In Vulcões de Lama, Camilo Castelo Branco, 1886.
Vivam os vulcões das bibliotecas vivas e dos congressos que queremos apaixonados, sem rasto de lama.
segunda-feira, 26 de março de 2007
Camilo na Europeana

Por exemplo, em relação ao Camilo Castelo Branco, temos acesso ao Amor de perdição, em húngaro, texto completo e aos nossos já conhecidos acessos digitais já editados pela Biblioteca Nacional Digital.
saber mais sobre a Biblioteca Digital Europeia - consulta blogue Bibliotecas em Portugal
Vivam as bibliotecas vivas.
quarta-feira, 21 de março de 2007
no mundo, o dia da poesia
quinta-feira, 15 de março de 2007
se hoje ouvirdes
"Em Camilo, diz-se, não há uma árvore."
Cabral do Nascimento, nota preliminar a "Um Livro" de Camilo Castelo Branco
sexta-feira, 9 de março de 2007
o olho de vidro
Camilo romanceia a vida, do médico setecentista, Brás Luís de Abreu, autor de "Portugal Médico", mais conhecido pelo doutor "olho de vidro". Este homem, casado, pai de 8 filhos, ao fim de 14 anos de um feliz casamento, separa-se e recolhe a um convento, assim como a sua mulher.Que mistério encobre esta separação deste casamento?
Não perguntem o fim ao Valter Hugo Mãe!
O Olho de vidro de Camilo Castelo Branco pdf
Lisboa : Esfera do Caos Editores, 2006
quinta-feira, 1 de março de 2007
a freira no subterrâneo

Acabei de a ler ontem à noite, numa vertiginosa corrida para chegar ao fim. Está escrita na tonalidade de Camilo, abrilhantada com um "erotismo religioso" e com uma leitura assaz interessante da "Legenda aurea" de Jacobus de Voragine (conheço razoavelmente esta obra, da época em que trabalhei com os incunábulos da Biblioteca Pública de Braga, e nunca a tinha lido desta forma, com este olhar).
Os títulos dos capítulos denunciam o tom: "as núpcias celestiais", o "aprisco do Senhor", o "recinto da penitência". Um romance sobre o fanatismo religioso, as clausuras e penitências impostas num perturbante percurso de uma noviça carmelita, que ao tentar fugir das sevícias penitenciais, com o seu amado, se vê presa na "cova negra" em completa abstinência, sem "o pão da amargura e a água das angústias".
O processo relativo ao encarceramento de Bárbara durou longo tempo, nunca haverá julgamento, e ela termina os seus dias num hospital. Os pormenores da novela ficam para os leitores.
Vivam as bibliotecas vivas.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
doze casamentos felizes
Nas Memórias do Cárcere, Camilo afirma acerca do livro "Doze casamentos felizes", que escreveu enquanto esteve preso:"...do livro publicado com o título Doze casamentos felizes escrevi seis ou sete na cadeia. Senti prazer naquelas ficções, e orgulhei-me de ter nelas imaginado a vida como ela podia ser, sem desbarato do divino engenho que bafejou o lodo dos corações".
Os 12 casamentos são uma série de 12 novelas que desenvolvem o tema da felicidade no casamento, mesmo com as contendas da vida, as diferenças e as extraordinárias coincidências dos encontros e desencontros, o final é sempre feliz.
Vivam as bibliotecas vivas.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
José do Telhado
De todos as personagens e casos focados nas Memórias do Cárcere, a história de capa e espada do José do Telhado é das mais interessantes. Camilo, enquanto esteve preso por adultério, conviveu com os maiores proscritos da sociedade, alguns inocentes, outros a quem ele limpou da crueldade, analisando sublimemente a condição humana e as condições sociais da época."Este nosso Portugal é um país em que nem pode ser-se salteador de fama, de estrondo, de feroz sublimidade! Tudo aqui é pequeno: nem os ladrões chegam à craveira dos ladrões dos outros países! Todas as vocações morrem de garrote, quando se manifestam e apontam extraordinários destinos!"
In Memórias do Cárcere, Camilo Castelo Branco
Foi escrito por Camilo em 1862!
Vivam as bibliotecas vivas.



