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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Seminário de Investigação em Museologia



Trabalho apresentado hoje no Seminário de Investigação em Museologia dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola, Faculdade de Letras, Universidade do Porto.
Vivam os museus vivos!

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

os meus amigos

Jardim Casa de Camilo, Inverno 2006
foto LA

Amigos cento e dez, e talvez mais
Eu já contei! Vaidades que eu sentia!
Pensei que sobre a terra não havia
Mais ditoso mortal entre os mortais.

Amigos cento e dez, tão serviçais,

Tão zelosos das leis da cortesia,
que eu já farto de os ver, me escapulia,

Ás suas curvaturas vertebrais.

Um dia adoecia profundamente,
Ceguei. Dos cento e dez, houve um somente
Que não desfez os laços quase rotos.

-Que vamos nós (diziam) lá fazer?
Se ele está cego, não nos pode ver...
-Que cento e nove impávidos marotos!

Camilo Castelo Branco

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

os filhos do esfolador


A peça de teatro “Os Filhos do Esfolador”, de valter hugo mãe, é encenada pelo actor Joaquim Nicolau, e interpretada pelos actores da companhia Jangada Teatro.
valter hugo mãe adaptou o “Cego de Landim”, das "Novelas do Minho" de Camilo Castelo Branco, ao teatro, transformando-a numa comédia com uma linguagem cénica leve e divertida.
Depois da estreia em Famalicão, a semana passada, a peça segue para Lousada, depois para Braga e outros teatros do país.

“Baseada na obra camiliana “O Cego de Landim”, a peça aborda a história de António José Pinto Monteiro ou como era conhecido do cego de Landim, filho primogénito de um barbeiro esfolador. Um ladrão e vigarista que faz fortuna no Brasil, aliado a um rapaz que lhe que serve de apoio depois de ele ter perdido a vista, e a um polícia corrupto. António José Pinto Monteiro faz-se à vida através da mais fina ladroagem. Falsário de grande qualidade, dotado de rara lábia, as suas artes cedo se notaram, distinguindo-o da humildade que caracterizava a sua família. Mandado para o Brasil aos 11 anos, por um beneditino que acreditava assim poder compor as suas naturais tendências para os actos criminosos, acaba por se tornar num activo malandro, imiscuído na política, na maçonaria e agindo mesmo contra o imperador. Por desgraça, tocaram-lhe as chicotadas de um militar imperialista que, no bulício do açoite, acabaram por cegá-lo.
Imerso nas mais profundas trevas, nem por isso se redime, muito pelo contrário, desenvolvendo uma trafulhice que tem tanto de competente quanto de caricato.
Regressado a Portugal, a Landim, de onde era natural, muito fausto lhe assistia, sobretudo à mesa, e fama disso e de grande esperteza e de muito mais. O Cego de Landim torna-se homem de grande história, e mais ainda quando cai em desgraça, vítima de oportunistas e ladrões que, como ele, nunca hesitariam uma boa abertura para enriquecer sem esforço. Virado o feitiço contra o feiticeiro, António José Pinto Monteiro morre praticamente na miséria.”

Vivam as bibliotecas vivas.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

sete mulheres


A editora 101 Noites lança a colecção de audio-livros (em CD ou em livro + CD ou em mp3 para download) que se chama Livros para Ouvir, cujos primeiros três títulos são "Um Jantar Muito Original", de Fernando Pessoa, lido por São José Lapa, "A Estranha Morte do Prof. Antena", de Mário de Sá-Carneiro, lido por João Perry, e "Sempre Amigos", de Fialho de Almeida, por Eunice Muñoz. Os outros três são "Sete Mulheres", de Camilo Castelo Branco, na voz de Nuno Lopes, "Mulher de Perdição", de Florbela Espanca, na de Alexandra Lencastre, e "Civilização", de Eça de Queirós, por José Wallenstein.
A 101 Noites resolveu lançar esta colecção, porque as boas histórias ficam no ouvido e adicionou-lhes a música de Alexandre Cortez (Rádio Macau e Wordsong).
A editora 101 Noites disponibiliza textos, de grande escritores, dos quais tem copyright das traduções, e podem ser encontrados na sua biblioteca digital.
Vivam as bibliotecas vivas.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

resultados da avaliação do plano nacional de leitura

Isabelle Arsenault


"Tudo o que nos alegre, poema ou tolice, é um raio da misericórdia divina"

Camilo Castelo Branco

In "Cancioneiro Alegre"

Durante a I Conferência Plano Nacional de Leitura, esta semana, foi apresentado o estudo do Observatório das Actividades Culturais sobre o estado da Leitura no país.Os números não nos admiram. Não precisamos de ficar admirados com os totais positivos e com os números que têm de ser corrigidos. Já sabíamos. Algumas das afirmações, tais como que "a esmagadora maioria dos portugueses, 6,2 milhões de habitantes, não vai a bibliotecas, e a justificação está no facto dos próprios leitores admitirem que não gostam de ir a bibliotecas (47,2 %), não precisam ou não têm tempo (15%)," dão que pensar sobre o disponibilizamos nas bibliotecas públicas, escolares e universitárias: qualidade de serviços, de recursos humanos, documentos, edifícios, etc. É necessário focar o olhar sobre as actividades que desenvolvemos e sobre o que produzimos, sendo assim, os profissionais da informação terão que alterar hábitos de trabalho, "atender clientes, mobilizar pessoas" e sobretudo convencer os políticos a LER+
Vivam as bibliotecas vivas!

Fonte Diário Digital

terça-feira, 23 de outubro de 2007

luz e sombras



do filme O dia do desespero de Manoel de Oliveira


Desculpem-se os defeitos dos grandes espíritos.
Só deixa de haver sombras onde não há luz.


Camilo Castelo Branco
Nas instituições públicas, em Portugal, tal como na China e noutros países que tão bem conhecemos, a censura existe. Para além de não ser conveniente falar a verdade, também interrompem os caminhos da estrada. Para bom entendedor meia palavra.
Vivam as bibliotecas vivas em liberdade!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Camilo um verdadeiro realista da Web 2.0


Camilo Castelo Branco interpela-nos na maioria dos seus livros, interroga-nos, coloca questões, procura saber, pede esclarecimentos, vai respondendo e aguarda a réplica e a refutação nalgum jornal. Gosta da Polémica, vive das lutas verbais, das argumentações sem fim.
Com parte da sua obra digitalizada, e disponível no Wikipedia, podemos finalmente retorquir, bem ao gosto de Camilo, disponibilizando os nossos comentários e a nossa argumentação, os nossos contributos e artigos, só possível com a interacção da Web 2.0.

Na Brasileira de Prazins, no P.S. final, interroga-nos Camilo:
"O leitor pergunta: — Qual é o intuito científico, disciplinar, moderno, deste romance? Que prova o conclui? Que há aí proveitoso como elemento que reorganize o indivíduo ou a espécie? Respondo: Nada, pela palavra, nada. O meu romance não pretende reorganizar coisa nenhuma. E o autor desta obra estéril assevera, em nome do patriarca Voltaire, que deixaremos este mundo tolo e mau, tal qual era quando cá entrámos.
São Miguel de Seide, Dezembro de 1882."

link para Brasileira de Prazins - na Wikipedia aqui.
O melhor de Camilo está neste romance. Estou a reler, para comentar e rebater a parte de que deixamos o mundo tal e qual como quando cá entramos!
Brevemente o wiki "Camilo 2.0" !
Vivam as bibliotecas vivas!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

o dom da generosidade


Catálogo da Biblioteca Camiliana - da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, organizado pelo José F. Meirinhos, que nos narra a história da doação de 1ªs e 2ªs edições de obras de Camilo Castelo Branco à Biblioteca, fruto do "dom da generosidade" de uma casal de médicos portuenses que ao longo de uma vida foram adquirindo os livros que deram origem à Camiliana.
A descrição bibliográfica das 133 obras foi realizada pelos bibliotecários João Leite, Isabel Pereira Leite, e Maria Antónia Arroio.
Vivam as bibliotecas vivas.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

lugares camilianos em Trás-os-Montes





Com o meu colega José Manuel Oliveira, a 30 de Abril, e juntamente com alguns membros do Centro Nacional de Cultura, participamos num roteiro Camiliano, em Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar, guiados por Francisco Botelho. Percorremos os lugares da infância e juventude de Camilo e ouvimos de viva voz as pedras, as casas, os rios, um castelo, um fojo, e até uma porta, relatar histórias de um tempo escrito.
Lugares e histórias visitados :
Castelo de Aguiar "O Esqueleto", "Os Mistérios de Lisboa".
Vilarinho de Samardã (casa de Camilo, Igreja, aldeia) "A exumação de um cadáver" in
Duas horas de Leitura.
Fojo do Lobo "O Degradado" in Novelas do Minho.
Ribeira de Pena (Igreja Matriz do Divino Salvador, Capela N.S. Guia, Capela Granja Velha, ponte de arame) "Ao anoitecer da vida", "Maria Moisés" in Novelas do Minho, "Doze casamentos felizes" (6º).
Bragadas (Casa do Barroso - porta) "História de uma porta".
Friúme (casa de Camilo)
Ponte de Cavez e
Capela S. Bartolomeu "Como ela o amava" in Noites de Lamego.

Vivam as bibliotecas vivas.


terça-feira, 24 de abril de 2007

amor de perdição



Vasco Graça Moura, a convite do Diário de Notícias, 23 Abril 2007, escreve uma história original com o máximo de dez palavras, inspirando-se no Amor de perdição de Camilo Castelo Branco :




Teresa e Simão amavam-se. Mariana amava Simão. Morreram de amor.


Diário de Notícias 23 Abril 2007
Vivam as bibliotecas vivas.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

o romance dum homem rico

imagem do filme Amor de Perdição de Manoel de Oliveira, 1978


"É o livro que eu mais quero, e, a meu juízo, o mais tolerável de quantos fiz"

In Memórias do Cárcere, Camilo Castelo Branco

O "Romance dum homem rico" relata factos da juventude de Camilo e vivências do tempo que passou na prisão e foi escrito nessa altura. Transparece, na leitura, a crise espiritual que Camilo vivia, os problemas oriundos pelo facto de amar uma mulher casada e uma grande compreensão pelos erros humanos. Considerava este o seu melhor romance.
Vivam as bibliotecas vivas.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

vulcões de lama

foto cedida por Paulo Sousa, 28 Março, no Alcides, Ponta Delgada
vemos os futuros bloguistas Jacinto Guerreiro (Direcção Geral ADSE) e Jorge (Arquivo Oeiras), e ao fundo a Clara e a Luísa, a seu lado não se vê o espanhol António Carpallo Bautista (Universidade Complutense de Madrid), só os seus óculos.
jantar dos bloguistas Pedro Príncipe, Paulo Sousa, Clara Assunção, Júlio Anjos, Luísa Alvim, Adalberto Barreto


O congresso dos Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas terminou, e já voltamos dos Açores.

Nem a propósito, surge-me, na minha secretária, o livro Vulcões de lama, último romance escrito por Camilo.
Metaforicamente falando, nos Açores, ilhas vulcânicas, como lugar de um congresso, tanto podemos falar da lama como da actividade vulcânica, mas este último assunto é muito mais interessante. Sem dúvida, que o painel de discussão sobre a escrita em blogues, na nossa área profissional, contribuiu para o explodir de muitas atitudes, leituras e reflexões. Assim como algumas intervenções, através das comunicações, de colegas que estão vivos e mantêm bibliotecas vivas.
Camilo equipara as paixões humanas às erupções vulcânicas e nem é necessário dizer como Camilo termina o romance, pois a decadência do seu universo vivencial, nesta altura da sua vida (suicídio 4 anos depois), traduz-se em lama, e no romance em relações de amores ilícitos entre o padre Hilário e algumas mulheres.
Desenganem-se os congressistas quanto à comparação do tema do romance com os factos passados neste congresso! Nem me atreveria a tal!

Fiquemos com Camilo e as razões do título desta obra:
"Ordinariamente quando, em estilo metafórico, usamos comparar as férvidas paixões de alguns homens aos vulcões, a comparação vai buscar o símile às crateras do Etna, do Hecla e do Vesúvio. Presume-se pois que os antros do coração humano refolgam fogo de paixões assoladoras como os intestinos do nosso globo jorram arroios de lava candente que subvertem, devastam, devoram, pulverizam ou petrificam toda a natureza viva e morta que abrangem nos seus braços de lavaredas.
Todavia, há aí na casca do planeta paixões cujo símile não dá o Vesúvio, o Hecla nem o Etna. É de Java que ele vem - de Java onde estuam convulsionados uns vulcões de lama que expluem o seu lodo sobre as coisas e as pessoas, primeiro emporcalhando-as, depois asfixiando-as na sua esterqueira espapaçada.
Neste romance estão em actividade permanente, sempre acesas, as crateras das paixões da aldeia, também vulcânicas, exterminadoras; mas sujas de uma porcaria nauseabunda - vulcões de lama", enfim.
Tal é a razão do título."

In Vulcões de Lama, Camilo Castelo Branco, 1886.

Vivam os vulcões das bibliotecas vivas e dos congressos que queremos apaixonados, sem rasto de lama.

segunda-feira, 26 de março de 2007

Camilo na Europeana


A Biblioteca Nacional de França desenvolveu, no âmbito do projecto da Biblioteca Digital Europeia, a Europeana, com 12.000 documentos, provenientes das Bibliotecas Nacionais de França, Hungria e Portugal, segundo os responsáveis, é o protótipo da contribuição francesa para a futura biblioteca digital europeia.

Por exemplo, em relação ao Camilo Castelo Branco, temos acesso ao Amor de perdição, em húngaro, texto completo e aos nossos já conhecidos acessos digitais já editados pela Biblioteca Nacional Digital.

saber mais sobre a Biblioteca Digital Europeia - consulta blogue Bibliotecas em Portugal
Vivam as bibliotecas vivas.

quinta-feira, 15 de março de 2007

se hoje ouvirdes

fotografia tirada da janela do quarto de Camilo Castelo Branco, em Seide
por L.A. Fev. 07



"Em Camilo, diz-se, não há uma árvore."



Cabral do Nascimento, nota preliminar a "Um Livro" de Camilo Castelo Branco

sexta-feira, 9 de março de 2007

o olho de vidro

Camilo romanceia a vida, do médico setecentista, Brás Luís de Abreu, autor de "Portugal Médico", mais conhecido pelo doutor "olho de vidro". Este homem, casado, pai de 8 filhos, ao fim de 14 anos de um feliz casamento, separa-se e recolhe a um convento, assim como a sua mulher.
Que mistério encobre esta separação deste casamento?

Camilo desvenda o segredo. Nós adivinhamos.
Não perguntem o fim ao Valter Hugo Mãe!


O Olho de vidro de Camilo Castelo Branco pdf
Lisboa : Esfera do Caos Editores, 2006

quinta-feira, 1 de março de 2007

a freira no subterrâneo


História da freira Bárbara Ubryk, emparedada num subterrâneo de um convento carmelita em Cracóvia, traduzida por Camilo Castelo Branco, da obra "Les amoureuses cloitrées", prefaciada e provavelmente a editada pelo escritor.
Acabei de a ler ontem à noite, numa vertiginosa corrida para chegar ao fim. Está escrita na tonalidade de Camilo, abrilhantada com um "erotismo religioso" e com uma leitura assaz interessante da "Legenda aurea" de Jacobus de Voragine (conheço razoavelmente esta obra, da época em que trabalhei com os incunábulos da Biblioteca Pública de Braga, e nunca a tinha lido desta forma, com este olhar).
Os títulos dos capítulos denunciam o tom: "as núpcias celestiais", o "aprisco do Senhor", o "recinto da penitência". Um romance sobre o fanatismo religioso, as clausuras e penitências impostas num perturbante percurso de uma noviça carmelita, que ao tentar fugir das sevícias penitenciais, com o seu amado, se vê presa na "cova negra" em completa abstinência, sem "o pão da amargura e a água das angústias".
O processo relativo ao encarceramento de Bárbara durou longo tempo, nunca haverá julgamento, e ela termina os seus dias num hospital. Os pormenores da novela ficam para os leitores.

Projecto Vercial - Obras integrais de Camilo Castelo Branco (CD-ROM)
Vivam as bibliotecas vivas.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

doze casamentos felizes

Nas Memórias do Cárcere, Camilo afirma acerca do livro "Doze casamentos felizes", que escreveu enquanto esteve preso:

"...do livro publicado com o título Doze casamentos felizes escrevi seis ou sete na cadeia. Senti prazer naquelas ficções, e orgulhei-me de ter nelas imaginado a vida como ela podia ser, sem desbarato do divino engenho que bafejou o lodo dos corações".

Os 12 casamentos são uma série de 12 novelas que desenvolvem o tema da felicidade no casamento, mesmo com as contendas da vida, as diferenças e as extraordinárias coincidências dos encontros e desencontros, o final é sempre feliz.
Vivam as bibliotecas vivas.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

José do Telhado

De todos as personagens e casos focados nas Memórias do Cárcere, a história de capa e espada do José do Telhado é das mais interessantes. Camilo, enquanto esteve preso por adultério, conviveu com os maiores proscritos da sociedade, alguns inocentes, outros a quem ele limpou da crueldade, analisando sublimemente a condição humana e as condições sociais da época.
O herói Zé do Telhado, que faz parte da memória colectiva minhota, transforma-se, com Camilo, num mito nacional. De criminoso a herói.

"Este nosso Portugal é um país em que nem pode ser-se salteador de fama, de estrondo, de feroz sublimidade! Tudo aqui é pequeno: nem os ladrões chegam à craveira dos ladrões dos outros países! Todas as vocações morrem de garrote, quando se manifestam e apontam extraordinários destinos!"

In Memórias do Cárcere, Camilo Castelo Branco

Foi escrito por Camilo em 1862!
Vivam as bibliotecas vivas.