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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

II Encontro Nacional de Centros de Documentação de Museus

2 Março
Museu de Cerâmica de Sacavém

9.30 h. – Acolhimento e entrega de documentação
10.00 h. – Abertura do Encontro
Com o Sr. Vice-Presidente da Câmara Municipal de Loures
10.10 h. – Apresentação dos objetivos do II Encontro Nacional de Centros de Documentação de Museus.
Conceição Serôdio e Margarida Amaral, Centros de Documentação da Área de Museus e Galerias da Câmara Municipal de Loures
10.20 h. – Bibliotecas e Museus em tempo de mudança: o caso da Biblioteca Central do Instituto dos Museus e da Conservação
Rui Ferreira da Silva, Chefe da Divisão de Documentação e Divulgação/IMC
10.40 h – Os Arquivos enquanto Coleção dos Museus
Diogo Gaspar, Diretor do Museu da Presidência da República
11.00 h. – Inovação e responsabilidade nos Centros de Documentação.
Alfredo Caldeira, Diretor do Arquivo e Biblioteca da Fundação Mário Soares
11.20 h. – Pausa para café
11.40 h. – Do Museu para o resto do mundo: perspetivas e práticas da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.
Eunice Silva Pinto, Responsável pelo Processamento Bibliográfico da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian
Jorge Resende, Responsável pela Gestão de Coleções e Serviço ao Público da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian
Paulo Leitão, Responsável pela Gestão dos Sistemas de Informação da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian
12.00 h. – Memória da Cultura e a Cultura da Memória: o caso do Memorial Noronhense- Espaço Américo Vespúcio, na Ilha de Fernando de Noronha, Brasil.
Grazielle Rodrigues de Nascimento, Coordenadora do Grupo de Pesquisa.
12.20 h. – Da Missão Histórico-pedagógica dos Museus.
Justino Magalhães, Professor Catedrático do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa
12.40 h. – Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas
Maria José Moura, Vice-Presidente
12.50 h. – Debate
13.00 h. – Almoço
14.20 h. – O Centro de Documentação e Arquivo Histórico do Museu de Portimão – uma relação de proximidade entre o documento e a peça.
José Gameiro, Diretor do Museu de Portimão
14.40 h. – Entre o Museu e a Comunidade: perspetivas de trabalho do Centro de Documentação e Informação do Ecomuseu Municipal do Seixal.
Fernanda Ferreira Serrano, Coordenadora do Centro de Documentação e Informação do Ecomuseu Municipal do Seixal
15.00 h. – O Centro de Documentação/Arquivo Histórico do Museu de Lanifícios da UBI e a salvaguarda do património documental sobre a indústria dos lanifícios.
Helena Correia, Coordenadora do Centro de Documentação/ Arquivo Histórico do Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior
15.20 h. – Caraterísticas e especificidades de um Centro de Documentação sobre um Movimento Cultural [Museu do Neo-Realismo].
Maria Odete da Costa Belo, Responsável pelo Centro de Documentação do Museu do Neo-Realismo
15.40 h. – Pausa para café
16.00h.  – A Biblioteca de Arqueologia do IGESPAR e a produção de conhecimento arqueológico em Portugal.
Fernanda Torquato, Coordenadora da Biblioteca de Arqueologia do IGESPAR
16.20h.  – O Centro de Documentação da Fundação Portuguesa das Comunicações
José Luís A. Vilela, Diretor do Centro de Documentação e Informação da Fundação Portuguesa das Comunicações
O inventário do património Museológico da Fundação Portuguesa das Comunicações.
Fernando Moura, Diretor do Património Museológico da Fundação Portuguesa das Comunicações
16.50h.  – Debate
17.00h.  – Conclusões e Encerramento
Com o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Loures

terça-feira, 28 de junho de 2011

Seminário Vi(r)ver as Bibliotecas


Apresentarei a comunicação "Marketing, Bibliotecas e utilizadores na web social"

Resumo: Quando começamos a falar sobre a comercialização dos produtos e serviços da biblioteca, os quatro P's do marketing vêm-nos à mente. Muitos bibliotecários concentram as suas energias e o seu tempo em torno de actividades promocionais. Mas no mundo de hoje, os profissionais da biblioteca precisam de ter estratégias e técnicas da Web 2.0, como parte do plano de actividades. A comunicação passa a ser directa entre a instituição e o utilizador, cada colaborador da organização é também um porta-voz confiável sobre a biblioteca aos olhos do cliente-utilizador. Na verdade, as informações dos utilizadores também são muito confiáveis. É necessário projetar um plano de marketing considerando não apenas os novos meios de comunicação social para atingir o público virtual, mas igualmente considerar a nova natureza social da Web. O Marketing Viral é uma nova forma de promoção e distribuição de conteúdos na Web e está a contaminar a forma como partilhamos os serviços e produtos da biblioteca nas redes sociais. 

Universidade da Beira Interior | Covilhã | 30 Junho
Organizado pelo Departamento de Letras, a partir das 9h00, na Anfiteatro das Ciências da Saúde.
Programa

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Biblioteca SOS: Campanha de livros para Angoche. Como ajudar?


A Delegação Regional Norte da BAD – Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas foi contactada para ser a promotora de uma campanha com o objectivo de angariar publicações para a Biblioteca Professor Doutor José Ibraimo Abudo em Angoche – Moçambique.
Decidimos abraçar esta causa. Leia o texto e veja as fotografias. Há leitores para uma biblioteca!
Precisam-se livros em língua portuguesa, referentes a diversas áreas do conhecimento: livros didácticos a nível dos vários graus de ensino (básico, secundário e superior), Literatura infantil, Literatura, História, Ciências Naturais, Física, Química, divulgação científica…

Entregue, de Abril a Outubro de 2011, os livros pessoalmente ou pelo correio nas seguintes moradas:

Zona de Lisboa: OGY – Formação e Desenvolviemnto de Recursos Humanos, Lda. Avenida 5 de Outubro, 151 8º A, 1050-053 Lisboa. E-mail: ana.cristina.neto@ogy.pt

Zona do Porto: Edifício do Arquivo Distrital do Porto – Delegação Regional Norte da BAD, Rua das Taipas 90, 4050-598 – Porto. Telefone: 222051518. E-mail: badnorte@gmail.com

Contamos com a sua contribuição
Um gesto, por mais pequeno que seja, pode sempre fazer a diferença

“Chegar a Angoche é uma vitória. 2000 km a norte de Maputo, depois dos 170 km de estrada de terra batida que separam a cidade do aeroporto mais o próximo, aparece-nos a cidade sonolenta, de ruas de terra vermelha, com o Índico a brilhar logo ao fundo da avenida principal. O passado está em cada esquina, embora pouco reste de quando era capital, bem antes de Maputo e da Ilha. As casas de hoje são as dos anos 60, baixas, de alpendre, a protegerem-se do sol dos trópicos., em todos os tons de ocre. A variedade de culturas é intensa, evidente, tranquila: capulanas, cofiós, djalabas, saris. Ouve-se o muezzin, ouve-se o sino da igreja grande. Ouve-se o português, o macua, e muitos “salam aleikum”. Na cidade vivem 85.000 pessoas, 300.000 num distrito do tamanho do de Leiria. Mais de 50% tem menos de 24 anos. Perto de um terço menos de 14 anos. É nas escolas que a surpresa é maior: para optimizar os espaços insuficientes, sucedem-se as turmas, de 50 e 60 alunos, em tantos turnos quanto o dia permite. No bairro mais populoso, o do Inguri, os mais pequeninos têm as aulas em grandes palhotas construídas no pátio da escola. Em 2009, 60.000 alunos frequentaram o ensino básico. 6.000 alunos frequentaram o ensino secundário, recente no distrito. Em Setembro foi inaugurada, por iniciativa privada, a única biblioteca hoje a funcionar. De acesso gratuito para todos, começou com a boa vontade de um angocheano residente em Maputo, Juiz Conselheiro do Tribunal Administrativo. Uma sala, 400 obras para começar, duas mesas e meia dúzia de cadeiras. Um jovem empenhado em garantir o funcionamento da biblioteca. E os alunos têm afluído. Nem o número de livros nem o espaço são suficientes e sê-lo-ão cada vez menos, considerando o crescimento exponencial dos alunos que frequentam o ensino secundário. E a biblioteca é a única possibilidade de consultar, pesquisar, estudar. Das obras mais consultadas desde Setembro foram a gramática, o dicionário, os livros de leitura de português da 11ª e 12ª classe. O empenho no estudo é geral, marcado por uma teimosia próxima do instinto de sobrevivência, e apenas travado pela falta de meios como cadernos, lápis, cadeiras, carteiras, luz eléctrica, nas escolas e em muitas casas. E os livros, claro. A livraria mais próxima fica a 170 km e a agricultura e a pesca de subsistência não permitem o investimento da grande maioria das famílias. Por isso os livros de estudo das disciplinas do ensino secundário são as mais procuradas e aqueles cuja falta mais se sente. E também a literatura em língua portuguesa. A outra surpresa que Angoche nos reserva é o carinho de quem nos diz, como várias vezes ouvi: “esta terra também vos pertence”. Ir a Angoche é sentir na pele e ver de perto o que quer dizer “a minha pátria é a língua portuguesa”.

Ana Cristina Neto

Vivam as bibliotecas vivas!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Petição para a Obrigatoriedade de Requisitos de Formação para a Carreira de Biblioteca e Arquivo

Com a publicação do Decreto-Lei n.º 121/2008, de 11 de Julho, que reestrutura as carreiras da Administração Pública, foram extintas as carreiras específicas de técnico superior de biblioteca e documentação, técnico profissional de biblioteca e documentação, técnico superior de arquivo e técnico profissional de arquivo.
Desde então têm aberto procedimentos concursais para provimento de lugares, em bibliotecas e arquivos da administração pública, com requisitos habilitacionais diversos, sendo admitidos técnicos superiores e assistentes técnicos sem qualquer formação na área.
Tendo em conta que as competências deste grupo profissional são revestidas de reconhecida especificidade e dada a existência de formação na área através de diversas licenciaturas, pós-graduações e mestrados que asseguram a saída para o mercado de trabalho de pessoal qualificado, achamos inadequado que os lugares sejam ocupados por pessoal sem as qualificações necessárias.
Assim, solicitamos que seja requisito obrigatório, para qualquer concurso nesta área, a posse de habilitações adequadas. 

Para assinar:
Petição para a Obrigatoriedade de Requisitos de Formação para a Carreira de Biblioteca e Arquivo

Vivam as bibliotecas vivas.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

artlibraries.net –Virtual Catalogue for Art History and the Future of Art Bibliography

4th General artlibraries.net meeting
Lisbon, Calouste Gulbenkian Foundation, October 28-30, 2010

Thursday, 28 October 2010
Thematic Session: The Future of Art Bibliography (FAB) initiative
10:00h
Welcome
Drª Teresa Patrício Gouveia, Trustee to the board of the Calouste Gulbenkian Foundation
Dr. José Afonso Furtado, Director of the Calouste Gulbenkian Art Library.
10:15 h
Introduction: The ‘crisis’ of art bibliography
Jan Simane, Chief librarian, Kunsthistorisches Institut in Florenz, Chair IFLA Art Libraries Section
10:45 h
The ‘Future of Art Bibliography (FAB)’ initiative : introduction and summary
Kathleen Salomon, Assistant Director, Getty Research Institute
11:15 h – 11:30 h
Coffee Break
11:30 h
Meta catalogues and search engines : artlibraries.net and the state of the art
Rüdiger Hoyer, Chief Librarian, Zentralinstitut für Kunstgeschichte, Munich
12:00 h
Let a thousand flowers bloom: integrating proprietary and open access content
Carole Ann Fabian, Director, Avery Architectural & Fine Arts Library, Columbia University
12:00-12:30 h
Discussion
12:30 – 14:00
Lunch (offered by the Gulbenkian Foundation)

14:00 – 15:30 h
Presentation of two prototypes for a “unified discovery experience” for the history of art:
a) OCLC proposal : aggregating discipline-based information in the OCLC environment
Jim Michalko, Vice President, OCLC Research, San Mateo, CA
b) Hybrid proposal : search engine based upon Solr/Lucene technology
Joseph Shubitowski, Head. Library Informations Systems, Getty Research Institute, Los Angeles
15.30-15:45 h
Coffee break
15:45 - 17:00 h
Discussion
17:00 h
Guided visit to the Calouste Gulbenkian Art Library (http://www.biblarte.gulbenkian.pt)

Friday, 29 October 2010, 10:00 h – 16:00 h
10:00 h – 11:15 h
Keynotes:
Understanding KVK, the technical base of artlibraries.net
Uwe Dierolf, Head of IT, Library of the Karlsruhe Institute of Technology (KIT)
Et in Arcadia ego? A Consortial Adventure in the Transitory Landscape of Art Information
Deborah Kempe, Chief of Collections Management & Access, The Frick Collection, Frick Art
Reference Library / Lily Pregill, NYARC Project Coordinator & Systems Manager, The Frick
Collection, Frick Art Reference Library
11:15 – 11:30 h
Coffee break
11:30 – 16:00 h
Reports from the board, with discussion of each topic:
Presentation of new committee volunteers
Report on committee meetings
Possible technical developments (e.g.: improved presentation of hitlits, possibility of special icon for
electronic resources, artlibraries.net and mobile phones, artlibraries.net and Google Scholar)
Statistics
Financial situation (e.g: income through advertising and connection of commercial targets; possibility
of lowering maintenance costs)
Public relations
Presentation of new target systems and of current requests or interests for participation (e.g.:
Bibliothek Werner Oechslin, Harvard Fine Arts Library, BIMUS Madrid, Bibliothèque du Musée du
Quai Branly, additional Scandinavian libraries)
artlibraries.net and the IFLA Art Libraries Section

(Lunch, offered by the Gulbenkian Foundation, from 13:00 to 14:00 h)
16:00 h
Guided visit to the Calouste Gulbenkian Museum
(http://www.museu.gulbenkian.pt/main.asp?lang=en)
20.00 h
Dinner in a Fado Restaurant (requires inscription on site; price depending on the number of
participants)

Saturday, 30 October 2010
Library visits and excursions (optional)


To register, please send an e-mail to Paulo Leitão
pjleitao@gulbenkian.pt

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Isabel Sousa

A Isabel deixou-nos. Fica o que muito fez pela Leitura Pública em Portugal. Sempre com os olhos no futuro, a desejar sempre o melhor para as bibliotecas, a correr por elas, e a transgredir o nosso movimento lento de fazer as coisas. Para todos os profissionais um exemplo. Uma força que tem que ser maior que a morte.
Ela tornou vivas as bibliotecas.

Deixo aqui um artigo publicado num jornal regional em Jan. 07

"Isabel Sousa não é uma mulher de consensos. E assume. O seu extenso e prestigiado currículo é também marcado pela divergência que as suas ideias e atitudes suscitam. Mas será possível a iniciativa e o dinamismo sem, pelo caminho, criar fracturas? Muitas vezes, não. «O meu feitio também é complicado», confessa.

Nascida na zona da Praia da Granja, após a licenciatura em História na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e a pós-graduação em Ciências Documentais pela Universidade de Coimbra, Isabel Sousa correu o país enquanto arquivista e bibliotecária. Foi nestas funções que trabalhou e colaborou com várias bibliotecas do Norte do país e trabalhou entre 1989 e 1990 com o professor e historiador José Mattoso na Comissão de Reforma e Reestruturação do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, o mais importante espólio nacional.

O trabalho desenvolvido ao longo da carreira não passou despercebido mesmo ao mais alto nível e em 2000 aceita o convite do ministro Manuel Maria Carrilho para Comissária Nacional do Ano do Livro e da Leitura. O ano seguinte surpreende-a com outro desafio irrecusável. Isabel de Sousa arregaça as mangas para conceber e desenvolver o Centro de Arquivo e Documentação da recém-criada NTV (televisão do Norte), canal por cabo já extinto.

A assessoria cultural da Câmara Municipal de S. João da Madeira é assumida no final de 2002 e é nesse papel que idealiza e põe no terreno a reconhecida Poesia à Mesa, estreada no Dia Mundial da Poesia de 2003. Em parceria com associações e instituições do concelho, mas também com o comércio local (desde quiosques a cafés e bares), esta iniciativa pretendia fazer nascer a paixão da leitura de poesia nas pessoas comuns. O sucesso desde logo alcançado tornou-a obrigatória no panorama cultural do concelho, até hoje.

A 12 de Abril de 2003, o suplemento DNA do Diário de Notícias elogiava a originalidade de Poesia à Mesa: «Pôr os habitantes de S. João da Madeira a ler mais poesia era o objectivo primeiro – mas só o requinte e a beleza de nos sentarmos à mesa de um café e termos um poema para ler merecia uma vista especial à cidade! Parabéns!» Em 2004, o ministro Pedro Roseta não resistiu e mostrou em público os seus dotes de declamador.

Para a Biblioteca Municipal de Espinho, que dirige desde 2005, Isabel Sousa afirma ter em conjunto com a vereação da cultura da Câmara Municipal muitos projectos em mente, contudo, grande parte só serão materializados após a mudança para as novas instalações. «Quero sair daqui o mais rápido possível», diz, referindo-se ao espaço ocupado pela biblioteca no Salão Nobre da Piscina Solário Atlântico, na rua 6. Na Área Metropolitana do Porto, Espinho é o único concelho sem uma biblioteca construída propositadamente para o efeito.

E, por fim, entre os milhares de papéis e livros que cercam a sua secretária, surge a pergunta típica para um bibliotecária. O que gosta de ler? «Leio tudo o que tem que ver com a profissão, muitos ensaios. De resto, gosto do espanhol Enrique Vila-Matas, dos portugueses Urbano Tavares Rodrigues e José Luís Peixoto, e da poesia de Manuel António Pina».

Desde que chegou a Espinho, a biblioteca tem servido de anfitriã a debates e colóquios sobre os mais variados temas. Em Dezembro, no colóquio ‘Biblioteca para Todos’, comemorativo do Dia Internacional do Deficiente, o jornalista Carlos Magno imputava a sua presença como moderador à amizade e admiração que o une a Isabel Sousa desde os tempos da faculdade. “Um dia, o Francisco José Viegas chamou-a de Rosa Mota das bibliotecas”.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Visita a Chester Beatty Library, Dublin, Irlanda


Esta biblioteca situa-se num jardim perto do castelo de Dublin, num edifício do séc. XVIII com intervenção arquitectónica, sobretudo no hall de entrada que está envidraçado e faz a ligação com um edifício novo (galerias de exposição).
Todo o seu espólio nasce da colecção de arte do mecenas Alfred Chester Beatty (1875-1968), que comporta documentos manuscritos, livros, mobiliário, pintura, etc.








A biblioteca tem uma excelente sala de leitura com livros de referência especializados em obras de Arte Ocidental, Mundo Árabe e Extremo Oriente. Possui ainda uma colecção dedicada ao estudo das Artes Sacras e às grandes religiões.
Podemos admirar nas salas de exposição  os livros em caixas de jade chinês, ou os inrô japoneses, documentos do império Mongol, manuscritos persas e indianos  iluminados...assim como cópias iluminadas do Corão, papiros antigos, os célebres papiros com poemas de amor egipcíos (1100 a.C.), textos evangélicos com 200 d.C., etc.
As galerias de exposição que ocupam parte do novo edifício são muito visitadas, e tive o privilégio de visitar a excelente exposição que está patente até Outubro  "Imperial Mughal Albums from the Chester Beatty Library"





Sobre a exposição:
Named by The Art Newspaper as one of the top ten Asian exhibitions worldwide for 2008 and back home after a four-venue tour of America, this is a stunning, not-to-be-missed exhibition of paintings from the land of the Taj Mahal. The Library holds one of the finest collections of Indian Mughal paintings in existence, and this exhibition is a rare opportunity to see many of the best of those works. The exhibition focuses on a group of six albums (muraqqa‘s) compiled in India between about 1600 and 1658 for the Mughal emperors Jahangir and Shah Jahan (builder of the Taj Mahal). Each album folio originally consisted of a painting on one side and a panel of calligraphy on the other, all set within beautifully illuminated borders. Many of the paintings are exquisitely rendered portraits of emperors, princes and courtiers—all dressed in the finest textiles and jewels—but there are also images of court life, and of Sufis, saints, and animals. The exhibition is accompanied by a fully-illustrated, multiple award-winning catalogue.

Vivam as bibliotecas vivas!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Visita à Old Library - Trinity College, Dublin



A Old Library (construída entre 1712 e 1732) faz parte do complexo de bibliotecas da University of Dublin – Trinity College, de longe a mais famosa  por possuir manuscritos únicos e de valor histórico incomparável, entre eles a pérola: the Book of Kells, e de ser uma das maiores bibliotecas de investigação do mundo.
Tem a sorte de receber o depósito legal de livros impressos da Grã-Bretanha e da Irlanda, que estão depositados por vários edifícios.
A sala principal da Old Library chama-se Long Room, uma belíssima galeria de 65 metros com uma mezzanine e 200.000 volumes, onde está concentrada a colecção dos livros antigos.

O governo irlandês investiu recentemente na investigação sobre os manuscritos do Long Room, os de carácter regional em língua gaélica, os manuscritos medievais e na análise científica do Book of Kells. Existe também um grande projecto de digitalização e indexação de manuscritos com parceria com o Instituto de Artes e Humanidades da universidade – o projecto Long Room Hub.
A biblioteca contribui para a Europeana com documentos digitalizados de temas relacionados com relatos e diários de viagens, documentos sobre explorações geográficas, etc.
Ver:

Vivam as bibliotecas vivas!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Libraries of the futur

Sian Harris 
reports back from the Online Information conference that was held in London in December


‘Some studies have found that references on Wikipedia are as good as those that users get from libraries. What does that say about our profession?’ challenged Blaise Cronin, dean and professor of information science at Indiana University, USA. He was speaking in the Libraries of the Future session at the Online Information conference in December.
Cronin noted that reference queries, reference transactions and circulation in libraries have been steadily decreasing over recent years. And libraries are progressively getting less and less of universities’ budgets, especially in the current financial crisis, he said. One of the issues that may arise from this is staffing. Libraries sometimes spend almost half their budget on staff but there can be duplication of effort, Cronin observed.
He predicted that future academic libraries are going to be zones of sanctuary and security where people can be networked and work together. He envisaged a re-conceptualised space that is a combination of coffee shop, book shop and speed dating centre, with core material and off site stores. He also predicted greater collaboration between libraries beyond the consortia deals of today. Working together across entire states or countries would help address long-tail information needs and bring economies of scale.
Libraries need to understand what users want and embrace opportunities, he argued. ‘Students want material that is virtual and personalised. We need to get material into the palm of users’ hands and get the library brand out there to compete with Google and new services like ChaCha,’ he said.
In her conference session, emerging technology information consultant Ellyssa Kroski gave examples of research libraries starting to do just that. ‘Many libraries are effectively using Twitter to communicate about things like opening times,’ she said, ‘while other libraries have developed applications that enable users to search catalogues from within Facebook.’
Text and instant messaging alerts are also popular, as are social bookmarking applications and applications for devices such as e-book readers and iPods.

Return on investment

Such new developments to libraries may bring financial advantages to research institutions too. Carol Tenopir, of University of Tennessee’s School of Information Science, presented research at the Online conference into return on investment (ROI) for institutions around the world.
‘[In the surveys], many faculty members felt they couldn’t continue their work or do grant proposals without access to e-resources,’ she said. The research revealed that faculty members include between 15 and 27 citations in each grant proposal and that between 50 and 99 per cent of these citations come from their library’s e-journal collection. That is not the full picture either: the research also revealed that for every article cited, between 18 and 40 are read. ‘If you are just looking at citation data, you are greatly underestimating the use of the library,’ added Tenopir.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Homenagem Henrique Barreto Nunes


As associações cívicas e culturais ASPA, Associação Cultural Sá de Miranda e a Velha-a-Branca promovem, no próximo dia 8 de Janeiro, no Mosteiro de Tibães, um jantar de homenagem ao ex-director da Biblioteca Pública de Braga, Henrique Barreto Nunes. Com este jantar e respectivo programa cultural, as associações referidas pretendem evocar e celebrar as causas de sempre de um homem que é um exemplo de luta constante pela afirmação cívica, cultural e democrática da cidade de Braga.

As inscrições devem ser efectuadas num dos seguintes locais:
- durante o dia - Livraria Centésima Página (Av. Central, 118-120)
- à noite - Velha-a-Branca (Largo da Senhora-a-Branca, 23)

mais informações
.e-mail - homenagemhbn@gmail.com
.blogue - henriquebarretonunes.blogspot.com
.telefone - 917 642 367

Nenhuma causa cívica é indiferente a Henrique Barreto Nunes. Ao longo dos últimos 35 anos, ele esteve presente em todas as formas de expressão colectiva que na sociedade bracarense se orientaram para a celebração e enraizamento da vida democrática, para a construção de uma identidade colectiva bem firmada no respeito escrupuloso da memória, mas aberta, livre e cosmopolita, e para a promoção da leitura e da cultura como espaços de revelação e de encontro dos homens e mulheres consigo próprios.

Profundamente confiante nos horizontes de futuro que o 25 de Abril abriu, Henrique Barreto Nunes sempre acreditou que a convivência colectiva numa sociedade livre deve assentar no reconhecimento das raízes comuns. O seu trajecto pessoal, profissional e cívico balizou-se pela combinação exigente entre a procura das bases da memória que edificam as identidades colectivas e a aposta nos caminhos inovantes que só o pensamento crítico e criativo enuncia.

Integrante das primeiras equipas que fizeram as escavações da Bracara Augusta, é um dos fundadores da ASPA e, ao longo dos anos, sempre com esta organização cívica, um dos principais responsáveis pela preservação do que resta da cidade romana, pela aquisição pelo Estado e a recuperação do Mosteiro de Tibães, pela salvaguarda de tantos edifícios, espaços, testemunhos artísticos, arquivos fotográficos e outros bens patrimoniais que, de outra forma, estariam destruídos ou descaracterizados. Nas batalhas ganhas e também nas perdidas, ajudou a enraizar a consciência comum de que não há poder ou interesse que possa legitimamente sobrepor-se à defesa do que é património de todos e que, por isso, a todos compete preservar.

Bibliotecário, dirigiu durante décadas a Biblioteca Pública de Braga e, mais recentemente, o Arquivo Distrital e contribuiu, como ninguém, para implantar um sistema de leitura pública no país, para inovar os modos de organização do serviço público de bibliotecas e, no quadro das suas responsabilidades como quadro superior da Universidade do Minho e do seu Conselho Cultural, para a criação da nova biblioteca pública de Braga, a Lúcio Craveiro da Silva.

Homem de cultura, apadrinhou a publicação de dezenas de livros, promoveu debates, exposições, colóquios, tertúlias sobre acontecimentos, pessoas ou efemérides marcantes, apresentou inúmeras publicações, dirigiu e dirige revistas como a Mínia, ajudou a nascer e consolidar projectos culturais e artísticos como o Sindicato da Poesia.

Escritor e publicista, encontra nas palavras que escreve ou que profere a medida justa de um pensamento atento ao fluir do mundo, rigoroso na denúncia com que os interesses cúpidos desfiguram o rosto da cidade e obstruem a possibilidade do bem-estar colectivo, insaciável na sugestão de novas possibilidades de descoberta e fruição da beleza e da verdade.
Homem de convicções democráticas profundas, cimentadas, bem antes do 25 de Abril, desde o tempo das lutas estudantis de 1969 em Coimbra, em todos os momentos em que a revitalização da democracia encontra uma oportunidade de mobilização e de combate encontra o Henrique na sua primeira fila.

No momento em que o Henrique Barreto Nunes deixa a sua actividade profissional na Biblioteca Pública e no Arquivo Distrital de Braga, as associações cívicas e culturais ASPA, Associação Cultural Sá de Miranda e a Velha-a-Branca - estaleiro cultural, decidiram homenageá-lo. O Henrique não precisa de reconhecimento ou de lisonjas. O primeiro já o tem e a segunda dispensa-as a sua humildade genuína, que é um traço de carácter de quem é grande. Mas as suas causas de sempre precisam de ser celebradas e evocadas. E prosseguidas. Ninguém nesta cidade as corporiza melhor. É verdade, nenhuma lhe é indiferente. Esta homenagem é uma forma simples de dizer que, com Henrique Barreto Nunes, nos sentimos mais fortes, mais cultos, mais íntegros e mais solidários.

A Comissão Organizadora: ASPA, ASSOCIAÇÃO CULTURAL SÁ DE MIRANDA e VELHA-A-BRANCA - ESTALEIRO CULTURAL
Vivam as bibliotecas vivas!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O futuro é a cooperação


Após a 2ª Conferência Internacional Bibliotecas para a Vida, tenho mais consciência que as bibliotecas escolares, públicas, académicas têm que apontar para caminhos de cooperação. As novas tecnologias Web 2.0 propõem aos utilizadores das bibliotecas e aos bibliotecários mais desafios e oportunidades na procura da informação e em torná-la disponível.
A cooperação irá ser uma tendência natural para nos libertarmos da auto-suficiência, para economizar dinheiro, esforços humanos e tempo e cada vez mais atingirmos/servirmos mais utilizadores de forma eficiente ao fornecer os recursos exclusivos da biblioteca. Todos os recursos comuns serão trabalhados num modelo cooperativo. Nessa altura poderemos falar de trabalho em rede e da existência de Redes de Bibliotecas.

Documento Library cooperation in the 21st century (OCLC)
Vivam as bibliotecas vivas.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Biblioteca Nacional 40 anos


21 Outubro a 31 Dezembro | Sala de exposições do piso 1 | Entrada livre
Horário: 2ª a 6ª feira das 13h às 19h | Sábado das 10h às 17h


No ano em que se completam 40 anos de vida da Biblioteca Nacional no actual edifício do Campo Grande, Duarte Belo mostra imagens da casa e dos livros, dos seus movimentos, formas e cores...
A exposição apresenta uma selecção do extenso trabalho fotográfico de Duarte Belo sobre as instalações, as colecções e as actividades da Biblioteca Nacional de Portugal, realizado ao longo dos dois últimos anos.
Parte desse trabalho é igualmente apresentado num livro com o mesmo título, de edição conjunta da Assírio & Alvim e da BNP, que será lançado no dia da inauguração da Exposição.

“Não é por acaso que a gíria da Biblioteca coloca os livros em 'comboios': a metáfora traduz como nenhuma outra o conceito físico da arrumação sistemática em grandes unidades colectivas ligadas em linha. Mas também simboliza, no melhor que a imaginação pode produzir, um mundo de ideias de movimento, viagem, partida, chegada, descoberta de novas paisagens, despedidas e reencontros... Cada 'comboio de livros' é, em si, uma promessa de múltiplos itinerários - em cada livro e para cada leitor – em diferentes eras, contextos, ocasiões. Mas o comboio é, também, representante de uma época de modernidade que, ainda presente, já é passado. Hoje, numa lógica de viajar completamente diferente, a Internet perturba o conceito secular de Biblioteca como organização alinhada, e em terra firme. Ultrapassando a fisicalidade do papel, transporta-nos para um universo de informação digital transmitida à velocidade da luz, onde – também não por acaso – viajamos, mas navegando. Saímos da dimensão contida de cada povoado, de cada cidade, de cada país, de cada continente, para mares onde se misturam as nações e as línguas, a uma escala planetária em que todos nos encontramos precariamente ligados. Também eles presentes nesse universo fluido, sem tempo nem espaço, os livros continuam, no entanto, a ser idealizados, impressos, distribuídos, disseminados e a ter um lugar à sua espera em qualquer carruagem de um 'comboio de livros' da Biblioteca.”


In : Comboios de Livros /Duarte Belo, Maria Inês Cordeiro. Lisboa: Assírio & Alvim; BNP, 2009, pág. 13.

Vivam as bibliotecas vivas!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Banned Books


Um retrato das bibliotecas, nos EUA, que continuam a sofrer pressões dos utilizadores para retirarem livros de consulta:
(notícia de 19 de Agosto 2009)

"The cartoonist Hergé is popular again, as is his adventurous reporter Tintin, who will be featured in a Steven Spielberg movie due out in 2011.
But if you go to the Brooklyn Public Library seeking a copy of “Tintin au Congo,” Hergé’s second book in a series, prepare to make an appointment and wait days to see the book.
“It’s not for the public,” a librarian in the children’s room said this month when a patron asked to see it.The book, published
79 years ago, was moved in 2007 from the public area of the library to a back room where it is held under lock and key.

The move came after a patron objected, as others have, to the way Africans are depicted in the book. “The content is racially offensive to black people,’’ a librarian wrote on Form 286, also known as a Request for Reconsideration of Library Material [pdf].

In particular, the patron took issue with illustrations that she felt had the Africans “looking like monkeys,’’ but other elements of the book have also drawn criticism over the years — from the broken French that the natives speak to their general simple-mindedness.
Libraries often have policies that allow patrons to complain about content they find objectionable. New York City libraries have received almost two dozen written objections since 2005. But the book about Tintin (pronounced Tantan in his native Brussels) was the only challenged item to have been removed from the shelves, library officials said.
The objection was reviewed by a panel, in keeping with the library’s policy. It determined the book no longer belonged on the open stacks, but rather should be tucked away in the Hunt Collection, which are kept in a vault-like room accessible only to staff members.
“This is a special collection of historic children’s literature that is available for viewing by appointment only,” the library said in a letter explaining its decision.
The decision to get rid of a book, or restrict access to it, goes to the very heart of a public library. “Policies should not unjustly exclude materials and resources even if they are offensive to the librarian or the user,’’ says the Web site of the American Library Association, which adds, “Toleration is meaningless without tolerance for what some may consider detestable.”
So the Brooklyn library, like most others, routinely offers access on its shelves to hot-button works like Hitler’s “Mein Kampf,” or Henry Miller’s “Tropic of Capricorn,” which has a naked couple on its cover.

The library association said it knows of up to 700 formal book challenges a year in the United States, but it acknowledged that its tallies are incomplete. The New York Public Library, with branches in Manhattan, Staten Island and the Bronx, fielded written objections on 10 items since 2006, including on “Never Enough,” a novel by Harold Robbins, and “Godless: The Church of Liberalism,” nonfiction by Ann H. Coulter. Neither book was touched.
The 11 written objections to Brooklyn’s collection include complaints about “Beloved,” by Toni Morrison (sexual content), and “Looking for Alaska,” by John Green (obscenity and denigration of religion).
In general, librarians are trained to tackle any complaints about books with a polite demeanor. But they are also instructed to stand firm in defending the book’s presence in the library.
On the rare occasions when a formal objection is upheld by library officials, a book may be removed or put in a less accessible area; that way, the challenged item remains in the library’s collection, although it is harder to find.
“You do walk a fine line, making sure your materials are accessible, while being respectful of community standards,’’ said Alice Knapp, a former president of the Connecticut Library Association.
At a library run by Ms. Knapp, she said there was a complaint from a member of her own staff about Alan Moore’s “Lost Girls,” for sexual explicitness. Ms. Knapp considered reclassifying the novel as an “823,” a call number that would effectively hide the book inside the vast literature department where erotica was parked, or leaving it where it was, grouped in plain sight with other “graphic novels.” She chose to tough it out.
Why? “It was in constant circulation,” she said. “The reviews for it were outstanding, and then we decided we bought it to be used, going back to the idea that books should be used. That’s why we’re buying them.”

Michael Ravnitzky, a lawyer who blogs about intellectual freedom, said that when he worked at the library in college, he learned firsthand how some librarians coped with problematic books: they stashed them in a cage in the back. When anyone would ask about them, he said, his colleagues would say, “Oh, these are books that might be damaged or stolen.”
Public school libraries also face these quandaries. The American Civil Liberties Union Foundation of Texas, for example, makes annual inquiries, and the group found 102 formal challenges in 43 school districts during the 2007-8 school year. Twenty-seven books were banned, including Kay Thompson’s “Eloise in Paris,’’ whose heroine visits a museum with nude artwork.
Restrictions were imposed on 29 more titles. Lucy Micklethwait’s “I Spy: An Alphabet in Art’’ (nude artwork) became a “parent checkout book only” at Carol Holt Elementary in Arlington, Tex. “Public schools have different responsibilities because they serve different populations” than adult libraries, said the principal, Kelly Campbell.
“The Million Dollar Kick,” Dan Gutman’s tale of a young soccer player, will stay in the librarian’s office at Hassler Elementary School in Klein, Tex., until the parents who objected to it no longer have children at the school, according to the civil liberties group.
Joanne King, a spokeswoman for the Queens Library, said that no formal challenges had been filed there in many years.
“Our staff does a good job of explaining how materials are selected for the collection, and they practice active listening,’’ Ms. King said. “Once the customer has had a chance to express their concern and know they’ve been heard, they seem to feel satisfied.’’
For fans of Hergé (a k a Georges Remi), who created Tintin in 1929 and died in 1983 with the last story unfinished, the tempest is nothing new. The Tintin stories, loved for the main character’s derring-do and the exotic locales, have also been criticized for material that offends racial, ethnic and religious groups. In response, Hergé revised many illustrations, though vestiges remain.
In Tintin’s Congo adventure, recent versions have revised panels in which the hero had lectured the natives on their colonial ties to Belgium. Now he teaches them arithmetic.
It’s too early to tell whether queasiness about the stories will have any effect on the Spielberg movie, whose makers say their work will not draw from any objectionable material. And librarians say the Tintin works remain popular with children.
For librarians facing such problems with any book that might offend, the following advice was offered, in an Internet posting, by Joy A. Johnson, who was a librarian in the town of St. Marys, Ohio. She told colleagues looking to avoid complaints and the “unpleasant publicity” that often ensues to talk to the patron.
“This has happened several times in my library,” she said, “usually with the patron starting out very angry. But after library policy was politely explained and the customer’s viewpoint acknowledged they didn’t request that the material be withdrawn. This won’t work in all cases, but it might be worth a try.’’

Fonte: The New York Times

Vivam as bibliotecas vivas!

sábado, 26 de setembro de 2009

Censura nas bibliotecas - Perú

Las bibliotecas y la censura: retomando una discusión a propósito de la presentación del libro de Abimael

Alonso Estrada Cuzcano

La acción armada de Sendero Luminoso causó la muerte de 60.000 peruanos aproximadamente y fue considerado el movimiento terrorista más cruento de America Latina que mereció la condena de toda la comunidad internacional. Del accionar de Sendero podemos dar fé quienes sufrimos en carne propia los hechos producidos en los 80s: comunidades campesinas desaparecidas, asesinatos selectivos, torres voladas y apagones diarios. El Presidente Gonzalo fue el pensamiento guía de este movimiento sanguinario y a su propio entender era la cuarta espada del comunismo mundial.
Ahora se acaba de presentar un libro de Abimael Guzmán (Presidente Gonzalo) titulado “De puño y letra” y a consecuencia de la novísima publicación se alborotaron muchos sectores de la sociedad peruana encabezados por el Ministro de Justicia Aurelio Pastor quien señalo que el libro hace apología de terrorismo. A consecuencia de la publicación se hizo una denuncia penal al editor a través del procurador público. Este hecho generó corrientes de opinión a favor y en contra, incluso el ministro analiza actualmente la posibilidad de incautar toda la edición.
Pero como afecta este problema a las bibliotecas: ¿deberíamos aceptar en nuestras colecciones este tipo de libros?. Pienso que el problema nos atañe directamente y el asunto tiene un nombre claro: CENSURA. Aquí no vamos a discutir acerca de ideologías o posiciones políticas, sólo señalaremos los principios que rigen la ética del profesional de la información.

La historia como ejemplo
En 1889 Clorinda Matto de Turner publico Aves sin nido y según “la autora misma, en un artículo que publicó en Perú Ilustrado el 14 de febrero de 1891, … se había introducido en lo mas profundo de la gangrena social para cortarla y salvar el miembro malo”, la novela no sólo presenta al indio como protagonista del relato sino que también denuncia los abusos e injusticias sociales cometidos contra ese grupo; por supuesto, incluye a los sacerdotes como corruptos lo que le valió la persecución y boicot de la Iglesia Católica, que prohibió la circulación del libro (Basadre Grohmann, 2005). La autora fue excomulgada el 11 de julio de 1891. Hay un hecho adicional, las masas enervadas hicieron una pira con sus publicaciones y hoy este acontecimiento es considerado vergonzoso debido a la quema pública de libros en el Perú..

Modernidad, libertad y censura
Desde la aparición de de Internet es muy difícil prohibir algún tipo de publicación y hay algunos casos memorables que lograron evadir la censura gracias a este nuevo medio.
Recordaremos dos casos muy polémicos: el primero es el libro editado por la periodista Alejandra Matus titulado Libro Negro de la Justicia Chilena (1999), que fue censurado e incautado pero que, pese a la férrea censura del poder judicial chileno, se pudo difundir a nivel mundial a través de Internet. El segundo caso ocurrió en España (2007) con la revista satírica El Jueves, embargada por decisión judicial porque mostraba en la carátula una caricatura de los príncipes en actos indecorosos o irreverentes (este delito esta tipificado en los artículos 490.3 y 491 del Código Penal); sin embargo, la carátula de la revista apareció rápidamente en Internet sin que nadie pudiera evitarlo y además tuvo un efecto inmediato, que fue la cobertura internacional a través de la prensa (Veamos este enlace de ejemplo).

Principios fundamentales
La constitución peruana señala toda persona tiene derecho “A las libertades de información, opinión, expresión y difusión del pensamiento mediante la palabra oral o escrita o la imagen, por cualquier medio de comunicación social, sin previa autorización ni censura ni impedimento algunos, bajo las responsabilidades de ley” estos principios surgen de la DUDH (art. 19º).
Los gremios bibliotecarios recogen estos principios, por ejemplo la ALA en la Declaración de los Derechos de las Bibliotecasdice: “En su misión de proveer información sin restricciones, toda biblioteca debe enfrentarse a todo acto y tipo de censura” este es un principio fundamental” (apartado III). Mientras que la Declaración de la IFLA sobre las bibliotecas y la libertad intelectual afirma que “las bibliotecas deben adquirir, preservar y hacer accesible la más amplia variedad de materiales, que reflejen la pluralidad y la diversidad de la sociedad” y no deben regirse por “criterios políticos, morales y religiosos” y además concluye que “Las bibliotecas adquirirán, ordenarán y difundirán los recursos informativos libremente y se opondrán a cualquier forma de censura”.

Dilemas éticos
Pero la ética, en los profesionales, debe partir del insumo fundamental: el mensaje, la información. Hauptman (1988) señala que la “provisión amoral de la información” es una posición oficial profesional en muchos gremios. Los dilemas que generan el suministro de información en bibliotecas comienzan a ser más frecuentes, si tomamos en cuenta que el desarrollo científico y tecnológico se realiza a través de la información científica y quien investiga muchas veces no toma en cuenta cómo puede afectar su descubrimiento a la sociedad. En líneas generales, según Hauptman (1988), los bibliotecarios no somos censores más bien suministradores de información.

Epilogo
Los investigadores e historiadores han revisado toda la documentación generada por Sendero Luminoso y las publicaciones sobre este movimiento se encuentran en muchas bibliotecas universitarias. Sólo así se ha podido reconstruir una cruenta etapa de la historia peruana que la CVR no ha dudado en señalar como “un trance difícil, penoso, de auténtica postración nacional”. Los discursos y documentos de este movimiento están integramente en red y son de fácil acceso. Repito la pregunta: ¿deberíamos aceptar en nuestras colecciones este tipo de libros?. Dejo algunas ideas para la polémica…

Referencias bibliográficas
Basadre Grohmann, Jorge (2005). Historia de la republica: 1822 – 1933. Lima: El Comercio. t.10.
Hauptman, Robert (1988). Ethical challenges in librarianship. Phoenix: Orix Press

Opiniones de Hugo Neyra:
Director de Biblioteca Nacional Hugo Neira dijo que libro de Abimael Guzman tiene interes histórico
Fonte :http://blog.cirio.info/?cat=4

Vivam as bibliotecas vivas!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

terça-feira, 30 de junho de 2009

Portaria professor bibliotecário

A partir do ano lectivo de 2009-2010 a organização e gestão das bibliotecas escolares estará a cargo de professores bibliotecários a tempo inteiro que devem desenvolver estratégias e políticas que garantam a rentabilização de recursos e investimentos e a(s) coloquem ao serviço da escola, do processo formativo e das aprendizagens dos alunos.
Divulga-se o texto da portaria que aguarda publicação em Diário da República e que regula a designação de professores bibliotecários a partir do ano 2009-2010.
Portaria a aguardar publicação

Vivam as bibliotecas vivas!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Outrs paradigmas de leitura no Forum RBE


Destaco a comunicação do linguista Daniel Cassany (professor Universidad Pompeu Fabra):

Práticas lectoras de nativos digitales: descripción, reflexiones e sugerencias para bibliotecários
Los adolescentes y los jóvenes han encontrado en Internet y en los géneros electrónicos (chat, blog, foros, fanfic) un lugar fascinante para desarrollar formas alternativas de lectura y escritura, para desarrollar su creatividad, fortalecer sus relaciones con sus amigos y para construir su identidad personal. En esos espacios, leen y escriben porque quieren, sobre lo que les interesa y de la manera que les gusta, que suelen ser muy diferentes a lo que se enseña a leer y escribir en la escuela. La conferencia explorará esas prácticas letradas electrónicas, mostrará ejemplos y caracterizará algunas de sus características (multimodalidad, plurilingüismo, simplificación del código, intertextualidad, procesamiento en paralelo) y presentará algunos de los retos a los que se enfrenta la biblioteca hoy en día.

Fonte Blogue RBE
Vivam as bibliotecas vivas.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Fórum Rede de Bibliotecas Escolares



No ano em que completa o seu 13º aniversário, a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) reúne, em Lisboa, cerca
de 1500 colaboradores e parceiros, naquele que será o maior encontro nacional de bibliotecas escolares jamais realizado no nosso país.
O Fórum RBE, que terá lugar, no próximo dia 26 de Junho, na FIL (Parque das Nações), pretende não só constituir um espaço de reflexão sobre os desafios que as literacias do Séc. XXI colocam às bibliotecas escolares, como uma oportunidade para efectuar o balanço dos últimos 13 anos de actividade deste programa que tem como missão dotar as escolas com bibliotecas que desenvolvam nos alunos as competências de leitura, tecnológicas, de informação e conhecimento indispensáveis para que se tornem cidadãos mais aptos, conscientes, informados e participativos.
Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação, Eduardo Marçal Grilo, Administrador da Fundação Calouste Gulbenkian e Maria Teresa Calçada, Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares, serão os responsáveis pela sessão de abertura deste Fórum.

Nesta iniciativa, promovida pelo Gabinete da RBE, haverá ainda lugar para uma mesa redonda, moderada pelo jornalista Carlos Andrade, na qual se debaterá como as bibliotecas escolares podem constituir, efectivamente, uma plataforma de acesso à informação local e global, às aprendizagens curriculares e individuais, às literacias e aos saberes. Contribuirá ainda para esta discussão a experiência de Manuela Barreto Nunes, Directora da Biblioteca da Universidade Portucalense, com extenso curricula, nesta área, com inúmeras participações nacionais e internacionais e também na concepção de programas pós graduados de formação.

Muito aguardadas são as conclusões do estudo de avaliação externa da eficácia do programa RBE, desenvolvido pelo CIES (Centro de Investigação e Estudos de Sociologia) do ISCTE e apresentado, neste Fórum, pelo investigador responsável, Professor Doutor Firmino da Costa.


Vivam as bibliotecas escolares vivas!